Fraude em CNHs para analfabetos leva à prisão de dono de autoescola em Franca, SPPor Jeronimo Santos
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A Polícia Civil de São Joaquim da Barra, em São Paulo, realizou nesta semana a prisão de um homem de 44 anos, proprietário de uma autoescola na cidade de Franca. Ele é apontado como parte de um esquema que visava fraudar o processo de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para indivíduos analfabetos.
As investigações revelaram que o homem era procurado por moradores da zona rural de várias localidades da região. Sua função era gerenciar todas as etapas para a obtenção do documento, cobrando valores que variavam entre R$ 4 mil e R$ 12 mil pelo serviço ilícito.
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O suspeito, cuja identidade não foi divulgada, foi detido em flagrante no interior de sua autoescola. Após a prisão, ele foi encaminhado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Franca, onde prestou depoimento.
O delegado Gustavo de Almeida Costa, que está à frente do caso, informou que, além da detenção do proprietário da autoescola, foram cumpridos outros três mandados de busca e apreensão como parte da investigação.
“Foram quatro mandados de buscas, um na casa do proprietário da autoescola, na casa da namorada e nas duas autoescolas deles e, junto com os funcionários do Detran, conseguimos levantar documentos que já indicam que, de fato, existe esse esquema de comércio irregular de CNH”, detalhou o delegado.
O esquema por trás da prova teórica de habilitação
Conforme explicado pelo delegado, a irregularidade estava restrita à prova teórica para a obtenção da CNH. As provas práticas eram executadas de maneira regular, seguindo as diretrizes oficiais.
“A prova prática era, de fato, realizada. É só o teórico que estava nesse esquema, porque a pessoa é analfabeta e não teria condições de ser aprovada no exame teórico”, afirmou Costa, salientando o risco grave à segurança no trânsito que a concessão de carteiras a pessoas sem o mínimo conhecimento teórico representa.
Desdobramento de investigação sobre tráfico de drogas
A polícia revelou que o início das investigações ocorreu durante uma operação de combate ao tráfico de entorpecentes na cidade de Ipuã, também em São Paulo.
O delegado explicou que, na ocasião, um aparelho celular apreendido com um traficante detido revelou mensagens sobre a negociação de uma CNH.
“Foi apreendido um aparelho celular, e ao extrair o conteúdo desse aparelho, nós coletamos ali algumas conversas, a conversa de uma pessoa que era analfabeta, que estava negociando o valor de uma CNH, para ele ser aprovado no exame teórico e ser habilitado para dirigir veículos”, relatou o responsável pelo caso.
Com base nas informações obtidas, a Polícia Civil conseguiu desvendar o esquema de fraude e identificar o proprietário da autoescola em Franca.
Até o momento, seis indivíduos foram identificados como parte do esquema, sendo cinco deles de Minas Gerais e um da área rural de Ipuã. As investigações prosseguem com o apoio de equipes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
















