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Incêndios florestais provocaram a evacuação de mais de 270 mil habitantes no sudoeste da França e nas proximidades de Madri, capital da Espanha.

Somente na Espanha, mais de 70 mil indivíduos foram forçados a deixar suas residências ou permaneceram isolados na área de Madri. A presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, declarou que a situação representa o “pior incêndio da História” para a localidade.

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Enquanto isso, na França, aproximadamente 197 mil cidadãos saíram de regiões sob ameaça de fogo no sudoeste do país. Laurent Nuñez, ministro do Interior, afirmou que as chamas consumiram 22 mil hectares, uma área equivalente ao dobro da cidade de Paris, no dia 24 de julho de 2026.

Como a Espanha e a França são impactadas pelos incêndios florestais

Situação dos focos de incêndio em Madri e arredores

No dia 25 de julho de 2026, equipes de bombeiros na Espanha enfrentavam grandes dificuldades para evitar a união de múltiplos focos de incêndio.

A maior preocupação era que as chamas na região de Madri, responsáveis por queimar aproximadamente 6 mil hectares, se juntassem ao incêndio da província de Castela e Leão, que já havia devastado cerca de 9 mil hectares.

Fran Martín Aguirre, delegado do governo regional, disse que a “previsão é de que o vento se mantenha e de que até a noite o incêndio continue avançando”. Pedro Sánchez, chefe de governo da Espanha, afirmou que o país e a Europa “vivem uma situação dramática”.

O conselheiro regional de Meio Ambiente, Carlos Novillo, alertou que o incêndio no sudoeste da área estava em seu “momento mais crítico” e havia superado a “capacidade de extinção”.

A Guarda Civil efetuou a prisão de uma pessoa e mantém outra sob investigação, apontadas como possíveis responsáveis pelo foco de incêndio em Castela e Leão.

Mesmo distantes da capital, as chamas impactam diversas localidades residenciais densamente povoadas, que possuem em seu entorno colinas, áreas de mata e vegetação rasteira, contribuindo para a rápida propagação do fogo.

A extensão do fogo chegou a comprometer a comunicação da agência espacial americana com seus robôs e sondas. Um complexo da Nasa em Robledo de Chavela e outro da Agência Espacial Europeia em Cebreros foram totalmente desocupados.

Uma porta-voz informou que um dos incêndios nas proximidades de Madri “atravessou” as instalações da Nasa na Espanha.

As condições climáticas desfavoráveis têm complicado os esforços de bombeiros e militares no combate às chamas, conforme indicam registros da Guarda Civil.

Fernando Grande Marlaska, ministro do Interior, explicou em um posto de comando: “Temos uma situação adversa, como vocês podem ver pelo vento. Temos estimativas superiores a 50 km/h, e a temperatura também não vai facilitar a nossa tarefa, nem o grau de umidade”.

Um grande incêndio em Guadalajara, iniciado em 24 de julho de 2026 em uma região pouco habitada a nordeste de Madri, consumiu 32 mil hectares e estava em processo de estabilização, com o Exército já retirado do local.

Desde o início do ano, aproximadamente 130 mil hectares foram destruídos pelo fogo na Espanha, um número que, embora alto, é menor em comparação aos 393 mil hectares queimados durante todo o ano de 2025.

A ameaça dos incêndios às vinícolas francesas e ao turismo

Na França, o fogo persistia sem controle, devastando áreas vizinhas à renomada região vinícola de Bordeaux. A situação de emergência forçou residentes e turistas a evacuarem a península de Cap Ferret por via marítima e terrestre, justamente durante a alta temporada de férias.

O incêndio, que começou em 22 de julho de 2026, é classificado como o mais destrutivo dos últimos 50 anos no país, superando as grandes queimadas que afetaram a mesma região em 2022.

Os departamentos mais atingidos são Gironda, com capital em Bordeaux, e Landes, ambos localizados na região sudoeste francesa.

A Gironda é lar de alguns dos mais prestigiados vinhedos globais, produtores de vinhos que estabeleceram Bordeaux como um marco internacional na viticultura.

Laurent Nuñez, ministro do Interior, prometeu que as autoridades francesas “farão todo o possível para proteger” a cidade de Bordeaux, que está próxima da área atingida pelos incêndios.

Além do risco para a população e as florestas, o avanço do fogo gera grande preocupação para uma região cuja economia se apoia significativamente na viticultura, no turismo e nas demais atividades ligadas a esses setores.

As autoridades garantem que o centro de Bordeaux não enfrenta perigo iminente, mas novas evacuações preventivas foram determinadas durante o período da madrugada.

Em 25 de julho de 2026, a França preparava a utilização de um avião de carga de grande porte, especialmente modificado para lançar retardantes de chamas sobre o incêndio florestal.

Laurent Nunez, ministro do Interior francês, afirmou que a aeronave A400M, de grande porte, será integrada ao combate, que ele previu como uma batalha “longa e muito difícil” contra o fogo que assola a região de Gironda.

Devido à piora da situação, o presidente Emmanuel Macron decidiu, em 24 de julho de 2026, que as Forças Armadas deveriam intensificar ao máximo as operações da Defesa Civil.

No mesmo dia, o Corpo de Bombeiros de Paris comunicou o envio de equipes extras para auxiliar no combate às chamas, configurando uma mobilização bem mais ampla do que a registrada durante os incêndios ocorridos quatro anos antes.

O progresso do fogo em direção à zona metropolitana fez com que milhares de pessoas abandonassem suas moradias, sem ter certeza de quando conseguirão voltar.

Segundo análises de dados de satélite do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis), este ano é o segundo com a maior área queimada por incêndios na União Europeia desde o início dos registros, há duas décadas.

Laurent Nuñez informou que, desde o começo do ano, mais de 50 mil hectares foram queimados na França, o que representa quase o triplo do volume registrado no mesmo período de 2025.

Reforços e apoio da União Europeia no combate ao fogo

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que a França receberá apoio da União Europeia (UE), com a chegada de duas aeronaves Canadair da Croácia, dois aviões Air Tractor de Portugal e dois helicópteros de carga pesada Black Hawk, provenientes da República Tcheca e da Eslováquia.

Fernando Grande-Marlaska, ministro do Interior da Espanha, disse que a Itália e a Grécia estão contribuindo com o envio de dois aviões Canadair de lançamento de água cada.

Climatologistas do grupo World Weather Attribution concluíram, em um estudo divulgado em 24 de julho de 2026, que as mudanças climáticas, resultantes principalmente da contínua queima de petróleo, carvão e gás, estão intensificando a seca presente.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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