Jordânia intercepta mísseis iranianos em meio a ataques intensificados dos EUA contra o Irã
As forças armadas da Jordânia anunciaram ter interceptado cinco mísseis iranianos direcionados ao reino em 30 de julho de 2026, sem registrar vítimas. Este incidente ocorre horas depois de o comando militar dos Estados Unidos ter finalizado uma “onda pesada de ataques” contra alvos no Irã, em uma retaliação por ações contra bases americanas na Jordânia, aumentando as tensões no Oriente Médio.
Os ataques dos EUA atingiram dezenas de alvos ligados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), incluindo centros de comando militar. As ações americanas se concentraram em diversas cidades da província de Khuzestan, no sudoeste iraniano, além da ilha de Qeshm, no Golfo, intensificando o temor de uma escalada ainda maior na região.
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A nova série de bombardeios foi lançada após dias de uma pausa na violência entre os dois lados, retomando os confrontos que têm alimentado preocupações de um retorno a uma guerra total na área. Este cenário complexo envolve múltiplos atores e reflete uma instabilidade crescente.
Onda de retaliação e aprofundamento do conflito regional
A recente escalada de ataques se deu em um contexto de retaliação e de tensões pré-existentes. Anteriormente, em 29 de julho de 2026, os Estados Unidos, em parceria com a Arábia Saudita, já haviam atacado milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, resultando na morte de pelo menos 20 combatentes e seis conselheiros iranianos. A Arábia Saudita havia relatado dois dias de ataques de drones contra instalações de petróleo antes dessa ação conjunta.
Incidentes recentes e cenário humanitário na região
Os confrontos recentes resultaram em diversas ocorrências e mortes, impactando diretamente civis e infraestruturas importantes. Os desdobramentos dos ataques incluem:
- Vítimas em Qeshm: A mídia estatal iraniana Irna informou que um casal e seu filho foram mortos em um ataque dos EUA a um prédio residencial na ilha de Qeshm, com outras duas crianças feridas e levadas ao hospital. As forças americanas não comentaram imediatamente esses relatos.
- Membros do IRGC mortos: O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que três de seus membros foram mortos em um ataque dos EUA na província de Zanjan.
- Ataques em Gaza: Ataques israelenses na Faixa de Gaza mataram pelo menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, em Bureij, Khan Younis e Gaza City, conforme autoridades de saúde. As forças israelenses disseram que os alvos eram militantes do Hamas.
- Ataques de drones no Egito: Drones provocaram incêndios em duas embarcações de gás natural no porto egípcio de Damietta, segundo a empresa britânica de segurança marítima Ambrey. A autoria dos ataques, que atingiram uma instalação de armazenamento de propriedade dos EUA e um petroleiro grego, não foi imediatamente esclarecida.
- Ataque no Kuwait: Um ataque iraniano atingiu um prédio de uma empresa chinesa no norte do Kuwait, resultando na morte de um trabalhador, informou o Ministério da Defesa do país. O ataque causou danos materiais significativos.
Irã busca reforçar defesas aéreas e impactos no mercado de petróleo
Em resposta ao cenário de conflito, o Irã deve receber nas próximas semanas um primeiro carregamento de até 400 lançadores de mísseis antiaéreos chineses, disseram fontes familiarizadas com o acordo. A compra, avaliada entre 60 e 70 milhões de dólares, representa um dos maiores esforços de Teerã para fortalecer suas defesas aéreas de curto alcance em meio ao conflito com os Estados Unidos e Israel.
Apesar da escalada dos ataques na região do Golfo, os preços do petróleo reverteram parte dos ganhos anteriores. Os futuros do Brent caíram 1,06%, atingindo 89,78 dólares por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA registrou queda de 0,76%, chegando a 83,82 dólares por barril. Empresas como a Shell reportaram lucros significativamente maiores devido ao aumento nos preços de energia causado pela guerra no Oriente Médio.
Negociações em andamento em meio à crise
Apesar dos ataques crescentes, o Paquistão informou que as negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam em andamento. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, afirmou que Islamabad está empenhada em trazer as partes de volta à mesa de negociações sob o memorando de entendimento assinado pelos EUA e Irã em junho.

















