Transações Pix: BC busca soluções para conter ofensas e ameaças em campo de mensagem
O Banco Central (BC) analisa propostas para conter o uso inadequado do espaço de mensagens presente nas transações feitas via Pix, o sistema de pagamentos instantâneos, a partir de 10 de agosto de 2026. A medida visa resolver problemas causados por utilizadores que desviam o propósito original da funcionalidade.
Em sua nova edição do Relatório de Gestão do Pix, a instituição responsável informou que o campo de descrição foi projetado para registros objetivos das transações. No entanto, o espaço tem sido empregado para “fins alheios ao propósito original”, conforme observou o Banco Central.
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A área de mensagens tem sido utilizada para enviar conteúdos ofensivos, de caráter intimidatório ou até ameaçador, muitas vezes ligados a transferências de valores mínimos. Diante disso, o Banco Central formou um grupo de trabalho no Fórum Pix, integrando representantes de associações do setor, com o objetivo de buscar soluções. A meta é manter a integridade do sistema e a qualidade da experiência dos usuários, sem alterar as funcionalidades essenciais do Pix.
“Com base nas conclusões desse trabalho, o Banco Central avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, disse o BC.
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Em 2025, o Pix registrou aproximadamente 80 bilhões de transações, totalizando uma movimentação financeira superior a R$ 35 trilhões. O sistema de pagamentos, uma criação do Banco Central, celebrou cinco anos de existência em novembro de 2025. A segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, que cobre o período entre 2023 e 2025, foi divulgada pela instituição, mostrando que 148 milhões de brasileiros (86% da população) e 12,8 milhões de empresas utilizaram o Pix no ano passado.
Atualmente, o sistema conta com mais de 920 milhões de chaves Pix ativas, vinculadas a mais de 162 milhões de indivíduos e mais de 16 milhões de entidades jurídicas.
















