Fies 2026 abre inscrições com novas regras de renda familiar e juros zero para cursos prioritários
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) mantém em 2026 as modalidades de crédito para estudantes de ensino superior em instituições privadas, com regras específicas de renda familiar, juros diferenciados e prazos de pagamento que podem chegar a 18 anos. O programa federal oferece duas modalidades principais: o Fies com juro zero para famílias de baixa renda e o P-Fies, destinado a estudantes com renda familiar maior, operado por bancos privados e agentes financeiros.
As inscrições para o primeiro semestre de 2026 ocorrem exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC). O processo seletivo utiliza a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério principal. Candidatos precisam ter obtido média mínima de 450 pontos nas provas objetivas e nota superior a zero na redação em qualquer edição do Enem a partir de 2010.
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Quem pode participar do Fies em 2026
O financiamento está disponível para brasileiros que não possuem diploma de curso superior e desejam ingressar em instituições privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). A renda familiar per capita determina a modalidade de financiamento: até três salários mínimos por pessoa da família (R$ 4.863 em 2026) para o Fies com juro zero, e entre três e cinco salários mínimos (até R$ 8.105) para o P-Fies.
Professores da rede pública de educação básica podem acessar o Fies independentemente da nota do Enem, desde que estejam em efetivo exercício e busquem financiamento para licenciatura. Estudantes que já participam do programa e desejam solicitar financiamento de semestres não financiados anteriormente também podem fazer nova inscrição, respeitando os critérios de renda e desempenho acadêmico.
- Renda familiar per capita até R$ 4.863 para Fies com juros zero
- Renda entre R$ 4.863 e R$ 8.105 para P-Fies com juros variáveis
- Média mínima de 450 pontos no Enem e nota acima de zero na redação
- Matrícula ativa em instituição com conceito satisfatório no MEC
- Sem diploma de graduação anterior em universidade pública ou privada
Como funciona o processo de solicitação do financiamento
O candidato pré-selecionado em uma das chamadas do Fies precisa complementar as informações no sistema dentro do prazo estabelecido pelo cronograma oficial. A etapa seguinte exige comparecimento à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino, levando documentos pessoais, comprovantes de renda familiar e histórico escolar. A validação das informações pela universidade ou faculdade é fundamental para continuidade do processo.
Após aprovação da CPSA, o estudante deve contratar o financiamento em agência da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil, conforme a modalidade. A Caixa opera o Fies tradicional com juros zero, enquanto o Banco do Brasil e instituições financeiras privadas atuam no P-Fies. O prazo para assinatura do contrato geralmente é de cinco dias úteis após a validação documental, podendo variar conforme o edital vigente.
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Funcionamento do pagamento e carência do Fies
O financiamento cobre até 100% das mensalidades do curso, dependendo da renda familiar e da modalidade contratada. Durante o período de utilização do crédito, que corresponde ao tempo de duração regular do curso mais um semestre adicional, o estudante paga apenas valores simbólicos trimestrais. No Fies com juro zero, esses pagamentos correspondem a R$ 50 por trimestre. Já no P-Fies, os valores dependem das taxas de juros praticadas pelo agente financeiro, que podem chegar a 4,5% ao ano.
Após concluir a graduação, o beneficiário entra no período de carência de 18 meses, durante o qual permanece pagando valores reduzidos. Somente depois dessa fase inicia-se a amortização efetiva da dívida, com parcelas calculadas com base no saldo devedor, prazo de pagamento e taxa de juros da modalidade. O prazo para quitar o financiamento pode chegar a três vezes o período de duração do curso, limitado ao máximo de 18 anos.
Regras de parcelamento e vencimento das prestações
As parcelas mensais da fase de amortização têm vencimento todo dia 5 de cada mês, podendo ser ajustadas conforme acordo entre estudante e agente financeiro. O valor mínimo da prestação não pode ser inferior a R$ 200, garantindo que a dívida seja quitada dentro do prazo máximo estabelecido. Caso o devedor enfrente dificuldades financeiras, é possível solicitar renegociação ou suspensão temporária das parcelas, mediante análise e aprovação do banco.
Estudantes que obtêm renda mensal inferior a R$ 3.242 após formados podem requerer redução do valor das parcelas proporcionalmente à capacidade de pagamento. O sistema permite atualização anual da situação financeira do devedor, ajustando as prestações conforme mudanças na renda comprovada. Pagamentos em atraso sofrem acréscimo de multa de 2% sobre o valor devido, além de juros de mora de 1% ao mês.
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Percentuais de cobertura conforme renda familiar
A renda familiar per capita define não apenas a modalidade de financiamento, mas também o percentual de cobertura das mensalidades. Famílias com renda até um salário mínimo e meio por pessoa (R$ 2.431,50) podem financiar 100% do valor do curso pelo Fies com juro zero. Entre um salário mínimo e meio e três salários mínimos (até R$ 4.863), o financiamento também alcança 100%, mas pode exigir fiador ou oferta de garantia real.
No P-Fies, destinado a famílias com renda entre três e cinco salários mínimos por pessoa, os percentuais de financiamento variam entre 50% e 100%, dependendo das condições oferecidas pelos bancos privados participantes e da análise de crédito individual. Essa modalidade exige fiador ou apresentação de bens em garantia desde o início do contrato, diferentemente do Fies tradicional, que permite dispensar garantias para rendas mais baixas.














