São Paulo registra 23 mortes em 24 casos de febre maculosa; veja como evitar
O estado de São Paulo confirmou 23 mortes em 24 casos de febre maculosa registrados neste ano, segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde divulgado em 13 de agosto de 2026. A infecção, transmitida por carrapatos, apresenta uma alta taxa de letalidade, evidenciando a urgência do diagnóstico precoce.
A gravidade dos números ressalta a importância de ações preventivas e da rápida identificação da doença. Com quase 96% dos casos resultando em óbito, a febre maculosa se mostra um desafio significativo para a saúde pública, especialmente quando o tratamento não é iniciado rapidamente.
Distribuição dos casos e mortes nos municípios paulistas
Os dados da Secretaria da Saúde indicam que a maioria das ocorrências se concentra em regiões específicas. Campinas contabiliza sete casos confirmados, enquanto Piracicaba registrou seis e Sorocaba, três.
Outros municípios como Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos também reportaram um caso cada. Adicionalmente, cinco outros episódios da doença ainda estão sob investigação para determinar os locais prováveis de infecção.
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A distribuição das mortes segue um padrão similar. Campinas e Piracicaba registraram seis óbitos cada, e Sorocaba teve três. As demais mortes incluem os pacientes de Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos, além dos cinco casos em que o local de contaminação ainda é apurado.
Medidas da secretaria de saúde para controle da doença
Diante da situação alarmante, a Secretaria de Estado da Saúde implementou uma série de medidas para agilizar a resposta a casos suspeitos e reduzir a taxa de letalidade da doença em todo o território paulista.
Entre as principais estratégias adotadas estão a notificação compulsória e a investigação epidemiológica de todas as ocorrências suspeitas e óbitos. Há um monitoramento contínuo da situação e a identificação precisa dos locais de infecção para direcionar as ações.
A pasta também está focando no fortalecimento do diagnóstico laboratorial e no treinamento constante de profissionais de saúde para o reconhecimento precoce da febre maculosa e o início imediato do tratamento adequado. Existe um trabalho integrado entre as vigilâncias epidemiológica, ambiental e laboratorial para mapear áreas de risco e executar medidas preventivas eficazes.
Como se proteger da febre maculosa e do carrapato-estrela
A forma mais eficaz de se proteger da febre maculosa, causada pela bactéria Rickettsia e transmitida principalmente pelo carrapato-estrela (também conhecido como “carrapato de cavalo” ou “rodoleiro”), é evitar a circulação em áreas conhecidas por serem infestadas por esses aracnídeos.
Caso seja inevitável passar por regiões de risco, é fundamental usar calças compridas e botas, que ajudam a dificultar o acesso dos carrapatos à pele. Ao sair dessas áreas, uma verificação minuciosa da pele e das roupas é crucial para identificar e remover qualquer carrapato.
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Se um carrapato for encontrado na pele, a remoção deve ser feita o mais rápido possível utilizando uma pinça, evitando apertá-lo ou esmagá-lo. Após a retirada, a área afetada deve ser lavada com água e sabão. As roupas utilizadas, por sua vez, devem ser colocadas em água fervente para eliminar possíveis carrapatos escondidos.
Em caso de aparecimento de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar aos profissionais de saúde sobre qualquer contato ou permanência em áreas de risco. O tratamento, feito com antibióticos, quando iniciado precocemente, aumenta significativamente as chances de cura do paciente.
Principais sintomas da febre maculosa a serem observados
A identificação rápida dos sintomas é vital para o tratamento eficaz da febre maculosa. Os sinais da doença podem variar, mas geralmente incluem:
- Febre alta
- Dor de cabeça intensa
- Náuseas e vômitos
- Diarreia e dor abdominal
- Dor muscular constante
- Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés
- Gangrena nos dedos e orelhas em casos avançados
- Paralisia dos membros, que começa nas pernas e progride até os pulmões, podendo levar à parada respiratória














