Grupo Casas Bahia entra com recuperação judicial e inclui subsidiárias para reestruturar dívidasPor Luís Henrique Costa
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O Grupo Casas Bahia formalizou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo na noite de 6 de agosto de 2026. A medida abrange várias empresas do conglomerado e busca reestruturar as finanças, permitindo a renegociação de dívidas enquanto as operações da rede de varejo são mantidas.
A recuperação judicial é um mecanismo legal que ampara empresas em crise financeira, possibilitando a renegociação de débitos sob a supervisão judicial. Seu principal objetivo é evitar a falência, assegurando a continuidade das atividades empresariais e a preservação de empregos, impactando fornecedores e o mercado de crédito.
Empresas do grupo incluídas no pedido de reestruturação
O processo judicial não se restringe à Casas Bahia, mas engloba diversas outras companhias ligadas ao grupo, como a fabricante de móveis Bartira e organizações de logística, tecnologia e comércio eletrônico. Entre as empresas citadas no pedido estão:
- ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
- ASAP Log Ltda.
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
- Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
- Globex Administração e Serviços Ltda.
- Cnova Comércio Eletrônico S.A.
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
- Casas Bahia Tecnologia Ltda.
- Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Cenário econômico motivou a solicitação
Em comunicado ao mercado, a Casas Bahia explicou que a iniciativa foi uma resposta à deterioração do ambiente econômico. O cenário atual é caracterizado por juros elevados, restrição de acesso ao crédito, aumento dos custos financeiros e uma diminuição generalizada no consumo, dificultando a gestão da liquidez.
A empresa informou que não conseguiu concretizar outras opções de captação de recursos que estavam em negociação.
Manutenção das operações para clientes
Mesmo diante do pedido de recuperação judicial, a empresa assegurou que suas lojas físicas, canais de comércio eletrônico e outras vias de venda permanecerão em pleno funcionamento. O objetivo é evitar quaisquer perturbações significativas para os consumidores, garantindo a continuidade dos serviços.
Mudanças na liderança e no conselho de administração
Paralelamente ao pedido de reestruturação financeira, a Casas Bahia anunciou alterações significativas em sua diretoria e no conselho de administração. Fábio Spina, vice-presidente Jurídico e Tributário desde 2024, deixou o cargo, mas seguirá como consultor durante o processo.
Em seu lugar, assume Sírley Lima, que agora comanda as áreas Jurídica, Tributária, Compliance e Controles Internos, trazendo mais de 20 anos de experiência de outras grandes empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.
Houve também a saída de Jackson Schneider e Rogério Calderón do Conselho de Administração. Cláudia Quintella Woods foi designada para o Comitê de Auditoria Estatutário e André Luiz Helmeister para o Comitê de Finanças. Jackson Schneider continuará liderando comitês de auditoria, riscos, compliance e investigações internas.
Prejuízo bilionário da empresa no segundo trimestre
Anteriormente, no mesmo dia em que a recuperação foi solicitada, a Casas Bahia revelou um prejuízo de mais de R$ 10 bilhões no segundo trimestre. Esse resultado financeiro foi impactado por um amplo plano de redimensionamento das operações, que incluiu o fechamento de 298 lojas em um movimento de reestruturação.







