Anomalia interrompe voo de teste de foguete SEBIT lançado da Base de Alcântara
O foguete suborbital SEBIT, lançado da Base de Alcântara em 19 de agosto de 2026, teve sua trajetória interrompida precocemente, caindo no mar próximo ao litoral do Maranhão. O incidente, que não causou feridos nem prejuízos materiais, ocorreu devido a uma anomalia identificada logo após a decolagem.
A empresa sul-coreana INNOSPACE confirmou que a ignição e o lançamento ocorreram conforme o esperado. Contudo, um desvio da rota predeterminada foi percebido, levando à interrupção do voo, conforme os protocolos estabelecidos pela Força Aérea Brasileira (FAB).
Detalhes sobre os propósitos do voo de teste do foguete SEBIT
Com capacidade de atingir altitudes de até 100 quilômetros, o SEBIT foi concebido como um foguete multipropósito. Sua função principal é o transporte de cargas úteis, além de servir para testar e verificar tecnologias, e realizar missões de pesquisa científica que exigem grandes altitudes e condições de microgravidade.
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- Este foi o lançamento inaugural do equipamento, que conta com um único estágio e um motor híbrido de 3 toneladas de empuxo.
- Mesmo com o tempo de voo abreviado, a startup sul-coreana assegura ter recolhido informações cruciais sobre a plataforma de lançamento e sua tecnologia de propulsão.
- Dados importantes sobre os sistemas de guiagem, navegação e controle (GNC), bem como os mecanismos de rastreamento, também foram registrados.
- A principal meta desta missão no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) era avaliar o desempenho em voo e a estabilidade operacional do SEBIT.
A INNOSPACE informou que os dados coletados estão sob análise detalhada, com foco na altitude, distância percorrida, tempo de voo e nas razões exatas da interrupção. As conclusões obtidas serão essenciais para o avanço das próximas fases de desenvolvimento e testes do foguete.
A INNOSPACE, estabelecida em 2017, mantém uma filial no Brasil, responsável pela gestão das operações de lançamento em Alcântara. Atualmente, a companhia foca no desenvolvimento de lançadores de satélites de pequeno porte, utilizando foguetes híbridos da família HANBIT, para atender à expansão do mercado nesse segmento.
Incidente anterior com foguete da mesma empresa resultou em explosão
Em dezembro de 2025, a mesma startup conduziu o lançamento inaugural de um foguete comercial em território brasileiro. No entanto, aquele voo também enfrentou um problema, culminando na explosão do modelo HANBIT-Nano.
O HANBIT-Nano, foguete sul-coreano, começou sua jornada como planejado, mas segundos depois de deixar a plataforma, uma falha foi detectada. A apuração revelou um defeito na vedação da câmara de combustão, ocasionando vazamento de gases, a ruptura da estrutura e, consequentemente, a explosão do artefato.

















