Fenômenos aéreos: orbes UAPs no Golfo de Omã desafiam explicação de drones

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drone Foto: drone - Anelo/Shutterstock.com

Novas análises de incidentes envolvendo Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAPs), especialmente os objetos denominados “orbes”, indicam que nem todos podem ser facilmente classificados como drones adversários. Apesar de algumas características se assemelharem a tecnologias conhecidas, outras desafiam as explicações convencionais. O professor Avi Loeb, uma voz influente na pesquisa sobre UAPs, tem se dedicado a discernir o que é tecnologia humana do que pode ser verdadeiramente anômalo, citando um evento significativo ocorrido em 8 de setembro de 2021, no Golfo de Omã.

Observações intrigantes no Golfo de Omã

Durante um exercício noturno com munição real, uma aeronave de ataque AC-130 dos EUA encontrou orbes UAPs sobre um sinalizador ativado por água. A tripulação observou dois objetos “frios”, com aproximadamente 1,2 metro de diâmetro, pairando a poucos metros da superfície da água por cerca de 15 segundos. Após o disparo do canhão de 105 mm da aeronave, os UAPs se moveram rapidamente e saíram do campo de visão do sensor infravermelho, mantendo a altitude.

Ao longo da missão, a tripulação do AC-130 registrou cerca de 25 ocorrências de orbes UAPs, visualizados no infravermelho. Os objetos foram observados voando em formações coordenadas, ajustando sua altitude em um movimento ondulatório, ou manobrando de forma errática. No entanto, o gravador de vídeo digital da aeronave apresentou uma falha inexplicável, corrompendo os dados e impedindo a recuperação das imagens cruciais.

Características físicas e comportamentais dos orbes UAPs

Relatórios do Sistema Presidencial de Deslacração e Relato de Encontros com UAPs (PURSUE) detalham propriedades específicas desses orbes. A análise dessas características é fundamental para uma classificação precisa.

    As principais propriedades físicas e comportamentais dos orbes misteriosos são:

  • Tamanho: Aproximadamente 1 metro de diâmetro.
  • Velocidade: Observados em velocidades que variam de 100 a 600 metros por segundo no Golfo de Omã, atingindo entre 0,3 e 1,7 vezes a velocidade do som.
  • Assinatura térmica: Aparecem “frios” nos sensores infravermelhos, indicando temperaturas mais baixas que o ambiente. Isso contraria o esperado para objetos com propulsão a combustão ou aquecimento aerodinâmico.
  • Seção transversal de radar: Alguns orbes são detectados por múltiplos sistemas de radar, enquanto outros são identificados principalmente por sensores ópticos/infravermelhos, que são mais suscetíveis a artefatos ou reflexos.
  • Cor e aparência: Os relatos descrevem aparências em preto, branco e metálicas/reflexivas.
  • Comportamento coordenado: Observados voando em formação.
  • Reação aparente: Demonstram resposta a disparos de armas, como registrado no incidente do Golfo de Omã.
  • Ausência de propulsão: Não apresentam exaustão ou superfícies de controle visíveis.
  • Comportamento transmembrana: Em alguns casos, demonstram a capacidade de transitar entre o ar e a água.

Drones convencionais: semelhanças e limitações na explicação

A hipótese de que muitos desses orbes seriam drones adversários encontra fundamento em algumas observações, especialmente para objetos de baixa velocidade. O tamanho desses orbes é similar ao de pequenos drones quadricópteros militares e comerciais. A ausência de exaustão visível é comum em drones elétricos, e a capacidade de voo coordenado é uma característica da tecnologia de enxames de drones. A resposta a disparos de armas também se alinha com o comportamento evasivo projetado para drones militares, especialmente em regiões de conflito como o Golfo de Omã. Além disso, a existência de drones experimentais capazes de operar tanto no ar quanto na água (híbridos UUV-UAS) adiciona peso a essa teoria.

No entanto, certas características dos orbes permanecem inexplicáveis pela tecnologia de drones atualmente conhecida. Atingir velocidades supersônicas sustentadas, como observado em alguns incidentes no Golfo de Omã, é uma capacidade inviável para pequenos drones com rotores ou propulsão por dutos. A engenharia necessária para tal desempenho aerodinâmico e de propulsão é incompatível com a estrutura dos pequenos drones existentes. A “assinatura fria” também desafia a lógica, pois mesmo drones elétricos emitem alguma assinatura térmica de seus motores e baterias.

A busca por dados precisos e a importância da distinção

A dificuldade em classificar os orbes UAPs reside na “mensagem contraditória” dos dados coletados. É plausível que nenhuma explicação única abranja todos os relatos. A maioria dos orbes de baixa velocidade, voando em formação e silenciosos ao radar, pode ser, de fato, drones fabricados por humanos. Contudo, os casos atípicos, que envolvem alta velocidade ou forte retorno de radar, podem ser resultados de erros de medição, artefatos de sensores ou confusão com outros objetos em alta velocidade, como mísseis.

A distinção é fundamental tanto para a segurança nacional quanto para o avanço científico. Atribuir um fenômeno genuinamente anômalo a uma tecnologia terrestre pode levar a avaliações incorretas de ameaça, enquanto ignorar uma ameaça real de um adversário pode ter consequências sérias. Para solucionar esse enigma, o professor Avi Loeb e o Conselho Consultivo Científico de UAPs (UAPs Advisory Scientific Council) ressaltam a urgência de coletar dados digitais mais precisos. Futuras campanhas de coleta de dados são cruciais para determinar se alguns orbes UAPs representam, de fato, uma nova classe de objetos de origem não humana.

Janderson Luiz é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024. Formação: Atleta Profissional de Futebol

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