O Ministério da Defesa do Equador confirmou, em 21 de agosto de 2026, a realização de operações militares conjuntas com os Estados Unidos no território equatoriano. A iniciativa visa combater organizações criminosas e o tráfico de drogas, integrando a aliança “Escudo das Américas”, um esforço conjunto liderado por Washington que engloba aproximadamente vinte nações da América Latina e do Caribe no combate ao narcotráfico.
O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) também confirmou a visita do General Francis L. Donovan ao Equador. Ele se encontrou com autoridades locais de Defesa para debater estratégias de enfrentamento aos cartéis.
Conforme informações do ministro da Defesa equatoriano, os Estados Unidos mobilizaram dois navios de guerra, lanchas de interceptação e três helicópteros Black Hawk. Essas unidades serão estrategicamente posicionadas na rota utilizada pelo narcotráfico, entre a parte continental do Equador e o arquipélago de Galápagos.
Não foram divulgados detalhes sobre a quantidade exata de tropas envolvidas nessas ações. O Southcom, contatado para fornecer mais esclarecimentos, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Anteriormente, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, havia manifestado seu reconhecimento ao Equador. O elogio ocorreu durante um evento da aliança Escudo das Américas, realizado no Panamá.
“Quero parabenizar o Equador por sua liderança regional ao se tornar o primeiro membro da A3C (Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis) a estabelecer parceria com os Estados Unidos em uma operação cinética combinada contra narcoterroristas no Equador”, disse o chefe do Pentágono.
Hegseth afirmou que os Estados Unidos planejavam iniciar operações militares em terra contra narcotraficantes na América Latina. O modelo para essas ações, segundo ele, seria similar aos ataques conduzidos pelas Forças Americanas contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Oceano Pacífico.
O secretário explicou que Washington colabora com diversas nações parceiras, incluindo Equador e Colômbia. O atual presidente equatoriano, Daniel Noboa, é considerado um dos aliados mais importantes de Donald Trump na América do Sul.
Concomitantemente às operações militares, o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou sanções contra mais de doze pessoas e empresas com base no Equador. A medida foi tomada em resposta ao suposto transporte de milhares de quilos de cocaína da América do Sul para o México, com destino final o mercado americano.
Entre as entidades penalizadas figuram duas organizações equatorianas classificadas como terroristas pelos Estados Unidos: os cartéis Los Choneros e Los Lobos. De acordo com Washington, esses grupos possuem fortes conexões com o Cartel de Sinaloa e o Cartel de Jalisco Nova Geração, ambos no México.
