A empresa Correios anunciou um novo plano de demissão voluntária (PDV-E), disponível para adesão dos empregados até 30 de setembro, com o objetivo de reverter a baixa procura observada na fase anterior do programa. Este movimento estratégico, implementado em 21 de agosto de 2026, faz parte de um esforço contínuo para modernizar a estatal e otimizar a sua estrutura de custos.
O programa proporciona benefícios e critérios de aposentadoria especiais para os trabalhadores que decidirem sair da companhia. Tal ação está alinhada a um amplo processo de reorganização da estatal, visando à redução de gastos operacionais e à mitigação de seu déficit financeiro.
A meta inicial estabelecida pela companhia era atingir 10 mil desligamentos até o final de 2026, com uma previsão adicional de 5 mil em 2027. A criação desta nova etapa do plano, conforme explicado pela própria empresa, visa a se ajustar às necessidades e especificidades que surgiram durante o processo de reestruturação.
Como foi a primeira etapa de desligamento nos Correios
O estágio inicial do PDV começou a ser oferecido no final de 2025 e teve seu período de adesão prorrogado até abril de 2026, medida tomada devido à procura inferior à expectativa.
No decorrer do período de participação, 3.181 funcionários optaram pelo desligamento voluntário, o que representa apenas 31% do total de trabalhadores visados. Em consequência desse resultado, que ficou aquém do esperado, a empresa recalculou a economia gerada, estimando-a em cerca de 40% do montante previsto inicialmente pelo plano.
Por meio de um comunicado oficial, os Correios informaram que os detalhes a respeito do novo PDV-E já foram comunicados internamente a todos os seus colaboradores.
