GWM vai ofertar tecnologia flex em toda a sua linha de híbridos no BrasilPor Beatriz
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A GWM (Great Wall Motors) anunciou, que todos os seus veículos equipados com motor a combustão terão a tecnologia flex. A declaração foi feita por Renato Bastos, diretor de Assuntos Institucionais da montadora, em entrevista ao programa CBN Autoesporte. Essa decisão surge após o bem-sucedido desempenho do GWM Tank 300, o primeiro veículo híbrido plug-in (PHEV) flex do mundo.
O diretor Renato Bastos explicou que a inserção de veículos flex no mercado brasileiro era uma meta da fabricante chinesa desde o início de suas operações no país. Ele acrescentou que, passados pouco mais de quatro meses desde a introdução dessa nova mecânica, os resultados obtidos superaram as expectativas.
Bastos detalhou que a GWM, presente no Brasil há menos de dois anos, já conseguiu desenvolver um veículo flex em território nacional. Segundo ele, esse sistema não apenas foi implementado rapidamente, mas também proporcionou melhorias significativas para a motorização híbrida da marca. “O híbrido flex se mostra superior à versão a gasolina”, disse o diretor, expressando surpresa com os benefícios.
Com a aprovação da matriz da GWM, motivada pelos resultados alcançados, o diretor observou que a tecnologia segue um caminho incomum. Neste cenário, o Brasil assume uma posição de destaque como exportador de inovações automotivas, invertendo a lógica tradicional de importação tecnológica.
Bastos revelou que na província de Hebei, sede da GWM na China, a gasolina já contém 10% de etanol. Ele afirmou que, devido à performance aprimorada da mecânica híbrida observada no Brasil, a empresa está avaliando a implementação do sistema flex também na China.
O diretor também confirmou que o próximo empreendimento da GWM no Brasil será a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento focado na produção de biocombustíveis. Além do Tank 300, o GWM Haval H6 já oferece a opção de abastecimento com etanol, e o GWM Tank 400 foi apresentado no Festival Interlagos com a mesma tecnologia flex.
Detalhes técnicos dos modelos híbridos plug-in flex da GWM
O GWM Tank 300 foi o primeiro a adotar a tecnologia híbrida plug-in flex no Brasil. Este modelo conta com um motor 2.0 turbo de quatro cilindros, complementado por dois propulsores elétricos de alta potência. Juntos, esses motores geram uma potência combinada de 394 cv. O veículo também possui uma bateria de 37,1 kWh, que permite uma autonomia elétrica de aproximadamente 74 km, conforme dados do Inmetro.
Em termos de dimensões, o modelo apresenta 4,88 metros de comprimento, 1,98 metros de largura, 1,92 metros de altura e 3,01 metros de entre-eixos. O interior do novo Tank 300 também foi atualizado, com a GWM optando por separar as telas do quadro de instrumentos e da central multimídia, que antes eram unificadas. Além disso, a porção central do painel foi redesenhada, incluindo novas saídas de ventilação, um console com comandos renovados e um sistema de entretenimento integrado em uma tela maior.

O GWM Haval H6, seguindo a mesma estratégia do Tank 300, adapta seu motor a combustão para ser compatível com etanol. Todas as configurações deste modelo são equipadas com um motor 1.5 turbo, que mantém a potência de 150 cv e o torque de 24,4 kgfm da linha 2026. Uma diferença notável é que o torque máximo agora está disponível mais cedo, entre 1.200 e 1.800 rpm, durante a aceleração. O processo de desenvolvimento completo deste propulsor, realizado em colaboração entre China e Brasil, durou um ano e incluiu mais de 400 mil quilômetros de testes.
Para garantir a compatibilidade com o etanol disponível no Brasil, o motor 1.5 passou por diversas modificações. Foram instaladas novas velas de ignição, filtros e bombas de combustível, bicos injetores, além de um sensor de etanol no tanque. Em 2025, o mesmo motor a combustão já havia recebido atualizações como intercooler a água, bomba de óleo variável e bomba d’água eletrônica.

A potência e o torque combinados variam conforme a versão do veículo. Observe as especificações:
- One e HEV2: este conjunto híbrido pleno (HEV) utiliza uma bateria de 1,53 kWh (reduzida de 1,67 kWh). Ele entrega 248 cv de potência (um aumento de 5 cv) e 54,5 kgfm de torque. A caixa automatizada de duas velocidades agora possui função de desacoplamento. A autonomia totalmente elétrica não foi informada, mas permite percorrer apenas alguns metros no modo EV. A aceleração de 0 a 100 km/h melhorou de 7,9 para 7,6 segundos.
- PHEV19: com um sistema híbrido plug-in (PHEV) e bateria de 19 kWh, esta versão oferece 326 cv de potência e 54,5 kgfm de torque, acoplada a um câmbio automatizado DHT. Sua capacidade de rodagem em modo elétrico atinge 73 km. A aceleração de 0 a 100 km/h foi aprimorada de 7,6 para 7,4 segundos.
- PHEV35 e GT: esta configuração híbrida plug-in possui uma bateria de 35 kWh. Ela gera 393 cv de potência e 65,5 kgfm de torque (uma redução de 13,2 kgfm em comparação com versões anteriores), utilizando um câmbio automatizado DHT. Sua autonomia em modo elétrico alcança 126 km. A aceleração de 0 a 100 km/h é de 4,8 segundos para o PHEV35 e 4,7 segundos para o GT.







