Wall Street recua na sessão, mas Nasdaq fecha agosto com ganho expressivoPor Beatriz
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Os principais índices de Wall Street registraram queda em 31 de agosto de 2026, impulsionados pela valorização do petróleo. O preço do barril subiu mais de 2%, ultrapassando a marca dos US$ 90, o que renovou as preocupações com a inflação e levou os investidores a adotarem uma postura de aversão ao risco no mercado.
Apesar do declínio pontual, o desempenho mensal foi positivo para os indicadores. O Nasdaq teve um salto de 3,93% em agosto, o S&P 500 registrou um avanço de 2,62%, e o Dow Jones apresentou uma alta de 1,34%. Essa performance foi, em grande parte, sustentada pelos balanços financeiros positivos das empresas, com destaque para o setor de tecnologia.
Os fechamentos dos índices de mercado foram os seguintes:
- Dow Jones: fechou em baixa de 0,70%, atingindo 53.185,90 pontos;
- S&P 500: registrou queda de 0,33%, para 7.686,14 pontos;
- Nasdaq: teve um recuo de 0,12%, finalizando em 26.370,889 pontos.

Quais fatores influenciam o mercado acionário em Wall Street?
A renovação dos embates entre Estados Unidos e Irã deteriorou o clima nos mercados de Wall Street, resultando em um cenário de maior prudência entre os investidores.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, garantiu que retaliaria o Irã com rigor. A declaração surge após Teerã contra-atacar bases aéreas norte-americanas na Jordânia com mísseis, em resposta a ofensivas anteriores dos EUA.
“Vamos atacá-los com força”, disse Trump. O presidente acrescentou que “haverá uma resposta” às ações iranianas.
Uma fonte sênior iraniana classificou os recentes confrontos noturnos entre os dois países os primeiros desde o final de julho como um “confronto limitado e contido”. Contudo, essa mesma fonte alertou que Teerã reagiria com severidade em caso de novos ataques.
Mesmo diante da intensificação dos conflitos, Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, declarou que a nação persa mantém o interesse em uma solução diplomática com os Estados Unidos.
Em decorrência disso, o contrato do petróleo Brent para novembro, que serve como principal referência para o mercado internacional, encerrou o dia com uma valorização de 2,71%, chegando a US$ 90,49 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Impacto nos títulos do Tesouro e principais movimentações corporativas
Em resposta a esse cenário, os investidores direcionaram novamente seus recursos para os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os chamados Treasuries, o que resultou em uma nova alta nos rendimentos dos papéis de 10 e 30 anos.
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, comentou que o mercado de Treasuries tem se destacado positivamente em comparação com outros mercados internacionais. Ele também minimizou a capacidade de ações de recompra de títulos alterarem, isoladamente, a trajetória das taxas de juros.
Bessent argumentou que os juros dos Treasuries mantiveram-se relativamente estáveis desde o começo da gestão Trump. “Eu não tentei mudar a direção dos rendimentos e não acredito que eu possa mudar o preço de equilíbrio, mas nada nunca está em equilíbrio. Meu papel é desacelerar os movimentos e garantir que sejam baseados em fatos”, afirmou o secretário.
Adicionalmente, já se observa uma expectativa dos investidores para um possível aumento das taxas de juros dos Fed Funds na próxima reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Dados da ferramenta FedWatch indicam que a maioria dos participantes do mercado prevê uma elevação dos juros da faixa atual de 3,50% a 3,75% para 3,75% a 4%, com 65,9% de probabilidade. A possibilidade de as taxas serem mantidas no patamar atual é de 34,1%.
No cenário corporativo, os papéis da Amazon (AMZN) registraram uma queda superior a 3%. Essa movimentação ocorreu após a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, em conjunto com 22 estados, iniciar uma ação judicial contra a empresa, alegando manipulação de preços e práticas publicitárias consideradas injustas em sua plataforma.







