Fabricante BYD investiga como recarga veloz afeta a durabilidade de baterias de veículos elétricos

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BYD - Foto: Poetra.RH / Shutterstock.com

Muitos consumidores questionam se o uso frequente de carregadores velozes pode prejudicar a bateria de veículos elétricos. Para esclarecer essa dúvida, a BYD revelou, em 1 de setembro de 2026, os resultados de uma avaliação intensiva com seu modelo Yangwang U7. O sedan rodou 30 mil quilômetros em nove dias na cidade de Nanning, na China, recebendo 350 recargas ultrarrápidas para simular o desgaste em condições reais.

O objetivo principal do experimento era verificar o desgaste efetivo da bateria, expondo-a a pistas de alta velocidade e temperaturas de 36 °C, além de sessões de carregamento contínuas com alta voltagem. Durante o processo, o veículo atingiu até 240 km/h e foi abastecido com picos de 640 kW de energia através da tecnologia Flash Charging.

Essa tecnologia de carregamento permite que o nível da bateria suba de 10% para 97% em aproximadamente nove minutos. Após a série de testes rigorosos, os dados da fabricante revelaram que o conjunto de baterias preservou 98,7% de sua capacidade inicial, registrando uma perda mínima de apenas 1,3%.

Tecnologia de bateria da BYD demonstra resiliência em condições extremas

Carros elétricos – Foto: Natee Meepian/Shutterstock.com

A reduzida taxa de degradação observada aponta para um avanço significativo nos sistemas de gerenciamento térmico, que foram eficazes em controlar o aumento da temperatura causado pela alta voltagem. O manejo eficiente do calor é fundamental, pois previne danos permanentes às células de energia, mesmo em ciclos de carregamento intensos e ininterruptos.

É relevante considerar que as baterias de íons de lítio normalmente apresentam uma degradação mais acentuada em seus primeiros estágios de uso, antes que a curva de perda de capacidade se estabilize. Portanto, uma perda mínima de 1,3% após 30 mil quilômetros pode ser interpretada como um resultado bastante encorajador.

Entretanto, é importante ressaltar que os resultados práticos obtidos não replicam a degradação que ocorre ao longo do tempo, influenciada por fatores como anos de uso, diferentes condições climáticas e períodos de inatividade. Embora os dados venham de avaliações internas da BYD e não de uma entidade neutra, a demonstração sugere que as recargas ultrarrápidas podem afetar a vida útil das baterias de forma menos agressiva do que se imaginava.

Mesmo com os avanços, é inegável que, com o tempo, qualquer bateria de veículo elétrico apresentará uma perda considerável de sua capacidade original.

Bruna: Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.