Preocupação com segurança dos filhos gera tensão para Meghan Markle na adaptação ao Reino UnidoPor Jeronimo Santos
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A duquesa e o duque de Sussex, Meghan Markle e Príncipe Harry, enfrentam um novo desafio no Reino Unido após seis anos vivendo nos Estados Unidos. O casal, que abriu mão da condição de membros sêniores da realeza, perdeu automaticamente o direito à segurança estatal, uma questão que chegou a ser discutida nos tribunais.
Um amigo próximo do casal afirmou que Meghan sente apreensão sobre a ida dos filhos à escola, já que a família atualmente conta com um esquema de segurança particular. Este esquema não inclui agentes do governo ou membros do serviço de inteligência britânico, o MI6.
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Após ter o último recurso negado em seu pedido por segurança custeada pelos cofres públicos, Harry organizou sua própria equipe e obteve apenas o contato de um policial para situações de emergência. Da parte do primeiro-ministro britânico Andy Burnham, o príncipe recebeu a confirmação de que sua segurança é uma questão privada e votos de sucesso à família na mudança.
Um dos pontos mais críticos do atual esquema de proteção de Meghan e Harry é a restrição de que seus guarda-costas não podem portar armas. Considerando a rotina fixa da escola, esta condição pode expor a família a possíveis ataques.
Um conselho de gestão de risco do governo britânico avaliou o nível de ameaça contra Harry pela primeira vez em sete anos e encaminhou o relatório ao Ravec. Este é o órgão independente que decide sobre a segurança da Família Real e outras personalidades importantes. Ainda não há clareza sobre quando o Ravec tomará uma decisão ou quais medidas serão oferecidas caso as informações sejam aceitas.
A segurança de Harry tem sido uma preocupação de longa data, com histórico de ameaças sérias. Em 2007, houve um relato de plano de assassinato ou sequestro durante seu deslocamento planejado no Iraque. Em 2010, membros da Al-Qaeda ameaçaram derrubar seu helicóptero Apache e capturá-lo caso retornasse ao Afeganistão. Em setembro de 2012, porta-vozes do Talibã instruíram seus comandantes a “eliminá-lo”, e o grupo atacou a base de Harry em Camp Bastion. Mais recentemente, em 2023, após a publicação de sua biografia “O que Sobra”, líderes do Talibã o acusaram de crimes de guerra, e informações transmitidas ao FBI identificaram um documento da Al-Qaeda mencionando especificamente seu “assassinato”.















