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Bebê de 8 meses fica sozinho após advogado matar médica no PR

Gassi e João - Reprodução/Redes Sociais
Foto: Gassi e João - Reprodução/Redes Sociais
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O advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, responde pela acusação de matar a própria esposa dentro do apartamento do casal e fugir logo em seguida. Ele abandonou o filho de apenas oito meses sozinho no imóvel.

A médica Gassi Mazia, de 37 anos, morreu no local da agressão registrada na cidade de Maringá, no Norte do Paraná, durante a noite de 5 de setembro de 2026, momento em que vizinhos e parentes ainda desconheciam o homicídio ocorrido na residência.

Um parente da médica soube do ataque, foi até o condomínio e escutou o choro da criança antes de forçar a entrada pela porta principal. Ao invadir o imóvel, esse familiar avistou a vítima caída no chão com diversos ferimentos de faca.

O delegado Adriano Garcia relatou que a mulher apresentava cerca de dez perfurações pelo corpo.

Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência examinaram a mulher e constataram a morte imediata no local. Três facas estavam perto dela.

A Polícia Militar informou que o menino escapou ileso, mas os agentes não souberam precisar quanto tempo ele permaneceu desacompanhado.

polícia militar
polícia militar – Foto: Hans Elmo / Shutterstock.com

Fuga para município vizinho terminou com homem ferido

Após o ataque contra a esposa, João conduziu o automóvel por 32 quilômetros até a residência de parentes em Mandaguari. Moradores chamaram a Polícia Militar assim que notaram os cortes e machucados no corpo do advogado.

Em depoimento à Polícia Civil, policiais e a testemunha relataram que João admitiu ter cometido o assassinato, sem apresentar justificativas ou maiores explicações sobre o caso.

Os agentes detiveram o homem dentro do veículo com lesões no pescoço, levando-o sob custódia direta para uma unidade hospitalar. A Justiça converteu o flagrante de feminicídio em prisão preventiva em 6 de setembro de 2026.

As equipes da Polícia Militar encontraram a criança já amparada pelos parentes quando chegaram ao apartamento de Maringá.

Atuação profissional do casal na administração pública

A médica atuava no atendimento da Unidade Básica de Saúde Nova Aliança em Sarandi, cidade situada a sete quilômetros de Maringá. A prefeitura local divulgou comunicado lamentando a perda e expressando repúdio contra qualquer agressão direcionada às mulheres.

O suspeito ocupava função comissionada na Procuradoria-Geral de Marialva, a 17 quilômetros de Maringá, mas a prefeitura exonerou o advogado em 6 de setembro de 2026 e declarou em comunicado oficial que a equipe permaneceu consternada diante do episódio.

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