Brasil

Ciclone e massa polar trazem chuva de 200 mm e geada ao país

Super Tufão, tempestade tropical, ciclone, furacão, tornado, sobre o oceano - Triff/shutterstock.com
Foto: Super Tufão, tempestade tropical, ciclone, furacão, tornado, sobre o oceano - Triff/shutterstock.com
Compartilhar
Siga no Google

Uma intensa massa de ar polar avançou pelo Brasil em 7 de setembro e provocou queda acentuada das temperaturas nas regiões Sul e Sudeste. O fenômeno meteorológico também impulsiona áreas de instabilidade com temporais em partes do Centro-Oeste e do Norte.

Risco de temporais severos com ciclone extratropical no Sul

A formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em 11 de setembro deve provocar tempestades com rajadas intensas de vento e descargas elétricas em todo o território sulista.

O avanço de um cavado meteorológico já desestabiliza o tempo em 9 de setembro no oeste catarinense e paranaense. A circulação do sistema gera queda de granizo em municípios agrícolas. O cenário preocupa lavouras.

Previsão de chuva volumosa em diferentes áreas do país

Os modelos meteorológicos indicam acumulados de até 200 milímetros em um intervalo de 48 horas no oeste de Santa Catarina e no centro-oeste do Paraná, condição severa que eleva a probabilidade de alagamentos urbanos, deslizamentos de encostas e paralisação imediata do maquinário agrícola no campo.

Diferentes regiões agrícolas registrarão acumulados variados de precipitação durante o período de instabilidade. A distribuição hídrica ocorre de forma desuniforme entre as bacias produtoras.

  • Oeste de Santa Catarina e centro-oeste do Paraná: até 200 mm
  • Mato Grosso do Sul no centro-sul: entre 80 mm e 100 mm
  • Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em áreas gerais: de 50 mm a 70 mm
  • Goiás na faixa centro-sul: até 50 mm
  • Sudeste nas regiões produtoras: entre 20 mm e 40 mm
  • Mato Grosso e faixa litorânea do Nordeste: de 15 mm a 20 mm

Queda térmica provoca geada e marcas negativas

Em 7 de setembro, o ar frio derrubou os termômetros para menos de 5°C nas baixadas gaúchas e catarinenses. A Serra Gaúcha e a Serra Catarinense apresentaram possibilidade de registros negativos ao amanhecer. O risco de geada atingiu áreas agrícolas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná.

As marcas térmicas sobem gradativamente no Sul a partir de 8 de setembro.

No Sudeste, a circulação marítima manteve o céu encoberto em 7 de setembro na capital de São Paulo, litoral paulista e Vale do Ribeira. O Rio de Janeiro registrou precipitações contínuas na Costa Verde, Região Serrana e Sul Fluminense com temperaturas atipicamente reduzidas.

Calor acima de 38 graus avança sobre o Sudeste e Centro-Oeste

A partir de 10 de setembro, o aquecimento ganha força e as máximas ultrapassam 30°C em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O noroeste paulista, o Triângulo Mineiro e o norte de Minas Gerais podem registrar marcas extremas de até 38°C. A orientação para os trabalhadores rurais é evitar as atividades externas nas horas de sol mais forte e reforçar a hidratação.

No Centro-Oeste, os termômetros chegam a atingir marcas entre 38°C e 40°C em Mato Grosso e Goiás durante a tarde.

Pancadas de chuva passageiras atingem o centro-leste de Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal devido a uma área de baixa pressão. O cenário exige cautela dos produtores no início da semeadura da soja no território sul-mato-grossense.

Ar seco e risco elevado de queimadas no interior do país

O interior nordestino enfrenta ar intensamente seco, com índices críticos de umidade e temperaturas de 37°C a 39°C. Essa combinação eleva o perigo de queimadas e compromete lavouras de milho e feijão de terceira safra. Pancadas isoladas ocorrem no sul do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Piauí.

Na Região Norte, o calor alcança 40°C enquanto temporais isolados atingem o Acre, Amazonas, norte de Rondônia, sul do Pará e Tocantins. Produtores de gado enfrentam alerta para o estresse térmico em rebanhos de confinamento.

Roraima, Amazonas e o oeste do Pará acumulam entre 20 e 30 milímetros de precipitação ao longo do período.

Compartilhar

Mais notícias em Brasil

Veja mais