Ciclone e massa polar trazem chuva de 200 mm e geada ao país
Uma intensa massa de ar polar avançou pelo Brasil em 7 de setembro e provocou queda acentuada das temperaturas nas regiões Sul e Sudeste. O fenômeno meteorológico também impulsiona áreas de instabilidade com temporais em partes do Centro-Oeste e do Norte.
Risco de temporais severos com ciclone extratropical no Sul
A formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em 11 de setembro deve provocar tempestades com rajadas intensas de vento e descargas elétricas em todo o território sulista.
O avanço de um cavado meteorológico já desestabiliza o tempo em 9 de setembro no oeste catarinense e paranaense. A circulação do sistema gera queda de granizo em municípios agrícolas. O cenário preocupa lavouras.
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Previsão de chuva volumosa em diferentes áreas do país
Os modelos meteorológicos indicam acumulados de até 200 milímetros em um intervalo de 48 horas no oeste de Santa Catarina e no centro-oeste do Paraná, condição severa que eleva a probabilidade de alagamentos urbanos, deslizamentos de encostas e paralisação imediata do maquinário agrícola no campo.
Diferentes regiões agrícolas registrarão acumulados variados de precipitação durante o período de instabilidade. A distribuição hídrica ocorre de forma desuniforme entre as bacias produtoras.
- Oeste de Santa Catarina e centro-oeste do Paraná: até 200 mm
- Mato Grosso do Sul no centro-sul: entre 80 mm e 100 mm
- Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em áreas gerais: de 50 mm a 70 mm
- Goiás na faixa centro-sul: até 50 mm
- Sudeste nas regiões produtoras: entre 20 mm e 40 mm
- Mato Grosso e faixa litorânea do Nordeste: de 15 mm a 20 mm
Queda térmica provoca geada e marcas negativas
Em 7 de setembro, o ar frio derrubou os termômetros para menos de 5°C nas baixadas gaúchas e catarinenses. A Serra Gaúcha e a Serra Catarinense apresentaram possibilidade de registros negativos ao amanhecer. O risco de geada atingiu áreas agrícolas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná.
As marcas térmicas sobem gradativamente no Sul a partir de 8 de setembro.
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No Sudeste, a circulação marítima manteve o céu encoberto em 7 de setembro na capital de São Paulo, litoral paulista e Vale do Ribeira. O Rio de Janeiro registrou precipitações contínuas na Costa Verde, Região Serrana e Sul Fluminense com temperaturas atipicamente reduzidas.
Calor acima de 38 graus avança sobre o Sudeste e Centro-Oeste
A partir de 10 de setembro, o aquecimento ganha força e as máximas ultrapassam 30°C em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O noroeste paulista, o Triângulo Mineiro e o norte de Minas Gerais podem registrar marcas extremas de até 38°C. A orientação para os trabalhadores rurais é evitar as atividades externas nas horas de sol mais forte e reforçar a hidratação.
No Centro-Oeste, os termômetros chegam a atingir marcas entre 38°C e 40°C em Mato Grosso e Goiás durante a tarde.
Pancadas de chuva passageiras atingem o centro-leste de Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal devido a uma área de baixa pressão. O cenário exige cautela dos produtores no início da semeadura da soja no território sul-mato-grossense.
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Ar seco e risco elevado de queimadas no interior do país
O interior nordestino enfrenta ar intensamente seco, com índices críticos de umidade e temperaturas de 37°C a 39°C. Essa combinação eleva o perigo de queimadas e compromete lavouras de milho e feijão de terceira safra. Pancadas isoladas ocorrem no sul do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Piauí.
Na Região Norte, o calor alcança 40°C enquanto temporais isolados atingem o Acre, Amazonas, norte de Rondônia, sul do Pará e Tocantins. Produtores de gado enfrentam alerta para o estresse térmico em rebanhos de confinamento.
Roraima, Amazonas e o oeste do Pará acumulam entre 20 e 30 milímetros de precipitação ao longo do período.
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