Barrichello guia Ferrari F2002 em Monza em homenagem a SchumacherPor Jeronimo Santos
3 min de leitura
![]() |
Rubens Barrichello voltou a sentar num Ferrari F2002 neste sábado, dia 5, no Autódromo de Monza, horas depois da classificação que colocou Pierre Gasly na pole do GP da Itália. O brasileiro dividiu box com Michael Schumacher por seis temporadas na Ferrari.
Por que o F2002 voltou às pistas de Monza
O carro pilotado por Barrichello foi o mesmo usado pela Ferrari na temporada de 2002. Naquele ano, Schumacher venceu 11 corridas e foi a todos os pódios, enquanto Barrichello somou quatro triunfos — um deles justamente no GP da Itália. A dupla fechou o campeonato de construtores com 15 vitórias em 17 provas.
O que Barrichello disse sobre pilotar em Monza
Não é a primeira vez que o brasileiro roda com o carro depois de aposentado. Em junho, ele já havia acelerado o mesmo F2002 no Circuito de Spielberg, na Áustria.
“Especialmente em Monza… foi emocionante! Eu não pilotava um carro de Fórmula 1 há muito tempo, e então fui à Áustria e só queria acelerar. Senti a mesma coisa de novo. Cheguei à Curva Grande, no chão. Fórmula 1 é Fórmula 1, então você nunca vai sentir aquela força G de novo, então é melhor pisar fundo”, disse Barrichello.
.@rubarrichello reunited with the F2002 on track at Monza 🔊 A sight and sound to behold 😍 pic.twitter.com/tT1nXRRP1e
— Scuderia Ferrari HP (@ScuderiaFerrari) September 5, 2026
Diferenças entre o carro de 2002 e a época de piloto
Barrichello comparou a dirigibilidade do carro atual com a que tinha quando competia oficialmente pela equipe. Segundo ele, o equilíbrio está ainda melhor hoje, mesmo sem os pneus com sulcos usados naquela era.
“A dirigibilidade do carro é incrível. Obviamente, tem os pneus slick, na época nós tínhamos os pneus com sulcos. Então o equilíbrio é ainda melhor hoje. Eu estou emocionado por estar aqui, de ser parte da história e grato pelo Michael. Eu me diverti muito”, finalizou o brasileiro.
Fim de semana de tributos da Ferrari em Monza
A passagem de Barrichello pela pista integra um conjunto maior de homenagens da equipe ao piloto alemão. A Ferrari corre em casa com uma pintura especial que remete ao F310, carro usado por Schumacher na estreia dele pela escuderia, em 1996.
Os macacões dos pilotos e os uniformes da equipe de mecânicos também trazem referências ao heptacampeão. Lewis Hamilton e Charles Leclerc usam sete estrelas bordadas nos trajes, numeral que remete aos títulos mundiais conquistados por Schumacher na Fórmula 1.
Vettel também vai guiar o carro histórico
Rubens Barrichello não é o único ex-piloto da Ferrari escalado para a homenagem. Sebastian Vettel, tetracampeão mundial e piloto da equipe entre 2015 e 2020, também vai conduzir o F2002 em Monza.
Vettel assume o volante do carro no domingo, antes da largada do GP da Itália. O alemão sempre citou Schumacher como principal ídolo dentro do automobilismo.
Tanto o F310 quanto o F2002 ficam expostos ao público durante o fim de semana em Monza. Também integra a mostra o 248 F1, modelo usado pela Ferrari em 2006, última temporada de Schumacher pela escuderia italiana antes de deixar as pistas.







