Missão lunar recebe aporte de 65 milhões de eurosPor Luís Henrique Costa
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A Agência Espacial Europeia fechou um contrato de 65 milhões de euros com a companhia ispace-EUROPE para construir, avaliar e coordenar o veículo explorador MAGPIE, com pouso programado no pólo sul da Lua a partir de 2029. O acordo viabiliza a fabricação de um sistema projetado especificamente para atuar sob o frio das regiões austrais do satélite natural.
Tecnologia avançada integra sistema de análise subterrânea
O equipamento operará como laboratório autônomo.
Sensores embutidos na fuselagem do robô incluem um perfurador de regolita, detector de nêutrons, analisador de materiais voláteis e radar voltado à prospecção geológica de camadas profundas da crosta. O instrumental mapeará compostos químicos e medirá o grau de compactação do chão lunar em várias paradas planejadas ao longo da rota de tráfego do veículo automatizado.
- Perfuradora mecânica para penetrar na regolita e extrair amostras das camadas internas
- Analisador de voláteis para registrar assinaturas de gases e compostos voláteis
- Radar de penetração para inspecionar formações rochosas enterradas no subsolo
- Detector de nêutrons para verificar os componentes atômicos da poeira da superfície
A sonda móvel não realizará mineração.
Mapeamento detalhado de reservas de gelo nas sombras perpétuas
Cientistas concentrarão as medições nas crateras escuras que não veem luz solar direta há bilhões de anos, locais onde o frio extremo preserva a integridade de blocos de gelo contra processos térmicos de evaporação. O levantamento delimitará a extensão superficial dessas jazidas e detalhará como o recurso congelado se espalha em profundidade.
Cooperação internacional impulsiona envio e logística da sonda
O comando da missão funcionará em Luxemburgo, mas a concepção dos componentes técnicos mobiliza especialistas de Alemanha, Reino Unido, Noruega e República Tcheca, enquanto a Agência Espacial Europeia e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão articularão juntas o voo de lançamento do maquinário até a órbita de inserção. Cálculos de navegação e mapeamento preliminar aproveitam parâmetros compilados pelo satélite norte-americano LCROSS e pela sonda indiana Chandrayaan-1 no ano de 2009.
Crescimento industrial posiciona Luxemburgo no segmento espacial
A infraestrutura de Luxemburgo nesse ramo iniciou as atividades em 1985 através da empresa SES, ganhou força com a filiação à Agência Espacial Europeia em 2005 e instituiu o programa governamental SpaceResources.lu em 2016. Esse polo produtivo reuniu 16 empresas e 600 operários em 2012 e expandiu o quadro até contabilizar 80 corporações e 1.650 postos de trabalho no fechamento do ano de 2024.
O cronograma prevê dez dias terrestres de operação contínua do maquinário na regolita antes da paralisação definitiva das tarefas científicas.







