Taxa do IGP-M recua 0,22 ponto percentual em agosto de 2026, aponta FGVPor Beatriz
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A Fundação Getulio Vargas informou em 28 de agosto de 2026, no Rio de Janeiro, que o Índice Geral de Preços Mercado variou -0,22% no fechamento mensal. O resultado representou uma retração menor que o tombo de 1,16% anotado em julho de 2026. A taxa acumulada dos últimos 12 meses atingiu a marca de 2,16%. Os contratos de locação imobiliária com reajuste previsto para setembro passam a adotar esse percentual como referência.
Em agosto de 2025, o mesmo indicador havia registrado alta de 0,36% no mês e acumulava elevação de 3,03% em 12 meses.
Comportamento dos três componentes da taxa no período
Entre os componentes apurados, o Índice de Preços ao Produtor Amplo Mercado caiu 0,34% em agosto de 2026, após ter registrado recuo de 1,74% no mês antecedente. O Índice de Preços ao Consumidor Mercado reduziu 0,41% na mesma apuração, aprofundando o decréscimo de 0,01% verificado em julho de 2026.
O INCC-M avançou 0,85%.
O economista André Braz afirmou que a retração do indicador perdeu intensidade e detalhou o comportamento dos grupos: “O IGP-M ficou negativo pelo segundo mês, embora a queda tenha perdido intensidade. No IPA, a baixa dos produtos industriais foi parcialmente compensada pela alta dos produtos agropecuários, cuja taxa passou de -0,20% para 2,73%. Para o consumidor, energia elétrica, tomate, batata-inglesa, passagem aérea e gasolina contribuíram para aprofundar a queda do IPC. O INCC seguiu em direção contrária, com avanço da mão de obra. O resultado de agosto reúne movimentos distintos entre os componentes do IGP-M.”
O cálculo do indicador confrontou os preços monitorados entre 21 de julho de 2026 e 20 de agosto de 2026 com os valores observados entre 21 de junho de 2026 e 20 de julho de 2026, captando a desaceleração de custos industriais e o comportamento de despesas básicas das famílias em sete capitais brasileiras.

Divisão dos setores avaliados pelo cálculo da fundação
Um aluguel fixado em R$ 1.500,00 que receba a atualização de 2,16% acumulada nos 12 meses encerrados em agosto de 2026 passa a custar R$ 1.532,40 a partir de setembro de 2026. Esse valor corrigido permanece em vigor pelos 12 meses seguintes nos acordos contratuais.
A estrutura do índice distribui pesos desiguais entre os setores produtivos nacionais. O indicador reserva 60% de sua composição ao IPA-M, enquanto o IPC-M responde por 30% da apuração. Os custos habitacionais avaliados pelo INCC-M completam os 10% restantes do cálculo.
A coleta do indicador de varejo monitora despesas familiares em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.
O índice acumulado no ano de 2026 diminuiu de 2,08% para 1,85%. A apuração do setor da construção abrangeu dados de materiais, equipamentos e mão de obra nas sete capitais pesquisadas.







