Funcionários da Caixa iniciam greve após rejeição de acordo
Empregados da Caixa Econômica Federal suspenderam os serviços por prazo indeterminado no dia 10, depois que as assembleias recusaram o pacote apresentado pela instituição financeira para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho e travaram as conversas coletivas. O centro do impasse envolve diretamente os valores de custeio cobrados no plano de saúde da empresa.
Mais de 90% dos trabalhadores votaram contra a oferta patronal durante as votações conduzidas pelos sindicatos da categoria. O índice impulsionou a interrupção das atividades operacionais em agências de múltiplos estados. A Caixa informou que mantém conversas ativas com as representações sindicais.
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Motivos que levaram os bancários a rejeitar o acordo coletivo
O principal entrave decorre das regras do Saúde Caixa, plano médico do quadro funcional, cujas diretrizes de financiamento sofrem contestação para impedir aumento de despesas aos segurados.
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O projeto desenhado pelo banco altera o modelo de contribuição mensal repassado por quem utiliza o serviço. Essa reestruturação encontrou forte oposição e serviu de estopim para o voto contrário nas bases.
A pauta sindical reúne também reivindicações sobre o formato da Participação nos Lucros e Resultados, a PLR, e regras internas da carreira.
Reflexos do movimento grevista para o atendimento nas agências
A paralisação atinge diretamente os balcões físicos das agências em todo o país. Usuários encontram restrições em procedimentos que exigem autenticação humana, validação presencial ou etapas bancárias não integradas ao sistema virtual.
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Terminais de autoatendimento e canais remotos operam normalmente durante todo o período de protesto. O banco recomenda o aplicativo e o internet banking para transferências, consultas e liquidação de compromissos. Os caixas eletrônicos continuam abastecidos.
O calendário de vencimento de faturas, tributos e títulos segue inalterado, cabendo ao consumidor buscar ferramentas remotas para quitar débitos e escapar de multas financeiras.
Paralisação dos bancários prossegue sem previsão de término
Os organizadores não fixaram prazo de encerramento para o movimento grevista. A retomada integral do expediente depende de novo consenso coletivo com a direção da Caixa, que declarou disposição para seguir nas conversas.
No dia 11, a Caixa formalizou novo texto oferecendo abono de R$ 3 mil por empregado e adiantamento da PLR. A redação eleva o teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8% das despesas. A cobrança dos beneficiários seria ajustada segundo faixas salariais e faixas etárias dos dependentes.
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A diretoria da instituição comunicou que poderá acionar a Justiça do Trabalho se a categoria recusar os novos termos.
Quadro das negociações com funcionários do Banco do Brasil
A mobilização coincidiu com protestos semelhantes promovidos no Banco do Brasil. No Banco do Brasil, porém, parte dos sindicatos aceitou o acordo preliminar, enquanto núcleos regionais decidiram manter braços cruzados.
No dia 11, a maior parcela dos trabalhadores do Banco do Brasil votou pela aceitação das cláusulas, desmobilizando os piquetes nas respectivas cidades. Com essa aprovação externa, a Caixa segue como o principal banco público sob paralisação ativa. O desfecho do movimento na Caixa aguarda o resultado das próximas assembleias convocadas pelas entidades sindicais.