Banco Central soma 4,7 milhões de fraudes com Pix no paísPor Jeronimo Santos
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O Banco Central registrou 4,7 milhões de ocorrências de fraudes financeiras em transferências via Pix no Brasil ao longo de 2024. As notificações atingiram uma média de 390 mil registros mensais no período.
Pressa nas transferências serve como principal alerta contra crimes
Estelionatários utilizam pretextos de emergência familiar ou bloqueios de contas em aplicativos como WhatsApp para impedir que a vítima verifique os dados bancários antes de enviar recursos pelo Pix.
Levantamentos revelam perdas bilionárias em fraudes financeiras no país
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que cerca de 24 milhões de brasileiros sofreram perdas com fraudes financeiras digitais entre julho de 2024 e junho de 2025, acumulando prejuízos totais calculados em R$ 29 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões envolveram o Pix. A apuração constatou uma elevação de 43% nas perdas associadas a essa modalidade de pagamento em dois anos. Uma sondagem técnica da ADDP em parceria com a Galileo Financial Technologies identificou 28 milhões de fraudes entre janeiro e setembro de 2025, somando 2,7 milhões de episódios no comércio eletrônico e 1,6 milhão em mensagens instantâneas.
Cidadãos com mais de 50 anos concentraram 53% das ocorrências patrimoniais digitais no Brasil.
Ligação simulada de banco induz envio indevido de códigos por telefone
Invasores entram em contato fingindo integrar equipes de suporte bancário e alegam transações desconhecidas para exigir transferências preventivas. O procedimento faz o correntista entregar códigos de SMS que autorizam novos acessos ou cadastram chaves Pix controladas pela quadrilha.
O Banco Central não solicita senhas, autenticações por mensagem ou pagamentos de teste por canais telefônicos ou contas de WhatsApp.
Adesivos adulterados em pagamentos físicos desviam recursos no comércio
Infratores colam etiquetas fraudulentas sobre placas originais de QR Code expostas em caixas de lojas físicas e estacionamentos. O crime exige velocidade.
A checagem do nome completo do destinatário antes de digitar a senha impede o envio para chaves estranhas ao estabelecimento comercial.
Transferência recebida por suposto engano exige uso de ferramenta nativa
Criminosos depositam quantias oriundas de contas lesadas e entram em contato pedindo a devolução imediata do Pix para uma chave diferente. A vítima envia dinheiro próprio enquanto o banco de origem bloqueia o depósito inicial adulterado.
O correntista lesado precisa recorrer exclusivamente à funcionalidade nativa de devolução do Pix disponibilizada pelo aplicativo da instituição financeira.
Comprovante manipulado em compras exige conferência imediata no extrato
Compradores falsos geram imagens editadas que imitam recibos bancários para retirar mercadorias sem pagar o valor combinado. Vendedores liberam produtos precipitadamente após receberem arquivos visuais adulterados em redes digitais.
A validação da transação do Pix exige verificação direta do saldo na conta receptora antes da entrega de qualquer item.
Áudios gerados por inteligência artificial simulam pedidos de familiares
Grupos organizados clonam perfis de mensagens por meio da captura de códigos de SMS enviados aos aparelhos. Programas de inteligência artificial sintetizam a entonação de parentes para pedir valores financeiros em situações fictícias de desespero.
Familiares devem confirmar solicitações urgentes de Pix por meio de chamadas de vídeo ou combinações prévias de senhas verbais.
Páginas clonadas prometem falhas inexistentes para capturar credenciais
Links disseminados por SMS e conversas de WhatsApp copiam portais de instituições financeiras para roubar dados de login em 2026. Golpistas também espalham boatos sobre falhas no sistema operacional do Pix que multiplicariam transferências.
O usuário deve rejeitar links externos recebidos por mensagem e abrir diretamente o aplicativo oficial para verificar pendências.
Rastreamento obrigatório de quantias desfiadas passa a valer em 2026
O Pix Automático passou a funcionar em junho de 2025 para despesas recorrentes, enquanto o Pix por Aproximação estreou em fevereiro de 2025 com tecnologia NFC em sistemas Android via Google Pay, sem liberação em aparelhos iPhone da Apple. O modelo de parcelamento também opera sem depender de cartão de crédito tradicional.
O Banco Central determinou em fevereiro de 2026 o rastreamento mandatório de valores ilícitos por até cinco transferências bancárias consecutivas.
Mecanismo Especial de Devolução permite solicitar bloqueio cautelar
O Mecanismo Especial de Devolução, operado pelo Banco Central sob a sigla MED, acolhe denúncias de fraudes registradas na plataforma de origem do pagamento. O banco recebedor executa o congelamento dos saldos remanescentes na conta de destino para ressarcir o solicitante lesado.
O usuário dispõe de até 80 dias corridos a contar do evento para registrar o pedido no banco de origem, enquanto as entidades financeiras têm prazo de até 11 dias úteis para análise, devolução em até 96 horas após a confirmação e retenção preventiva de até 90 dias em verificações complexas antes da conclusão pelo sistema.







