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Tarifa Social garante até 100% de desconto na conta de luz

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Foto: Renata Photography/Shutterstock.com
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O governo federal concede abatimentos de até 100% nas faturas de energia elétrica para famílias de baixa renda em todo o Brasil por meio da Tarifa Social de Energia Elétrica, programa instituído em 2002. A iniciativa contempla exclusivamente unidades residenciais urbanas e rurais cadastradas nos sistemas oficiais de assistência social. Cerca de oito milhões de lares aptos a receber a dedução financeira continuam sem usufruir da diminuição tarifária mensal.

O programa cobre residências brasileiras.

Para ingressar no benefício, os moradores precisam manter atualizada a inscrição da família no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, conhecido como CadÚnico. A inclusão regular nessa base de dados nacional viabiliza a identificação direta dos domicílios vulneráveis pelas distribuidoras de energia de cada estado. As prestadoras aplicam as deduções calculadas pelo Ministério de Minas e Energia de acordo com o nível de consumo registrado no mês. O Ministério de Minas e Energia administra a concessão e monitora o cumprimento integral das diretrizes operacionais.

Critérios de renda familiar e grupos prioritários atendidos

A regra geral estabelece que o rendimento mensal de cada integrante da residência não pode ultrapassar o valor de meio salário mínimo, estipulado em R$ 1.412. Para calcular o índice per capita, o responsável soma os ganhos brutos de todos os parentes que moram no imóvel e divide o montante pelo total de pessoas da casa.

O Ministério de Minas e Energia autoriza a inclusão de núcleos familiares com ganho coletivo de até três salários mínimos, somando R$ 4.236, desde que abriguem pessoa com deficiência cujo tratamento médico exija o funcionamento ininterrupto de aparelhos elétricos. Essa permissão médica engloba limitações físicas, motoras, auditivas, visuais, intelectuais ou condições múltiplas. Cidadãos idosos com 65 anos ou mais também possuem acesso garantido às faixas de abatimento. Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada, o BPC, ingressam no sistema independentemente de outros proventos. Comunidades indígenas e remanescentes quilombolas registradas no CadÚnico contam com tratamento orçamentário específico nas contas de luz.

Tabela de consumo mensal e percentuais de desconto

O Ministério de Minas e Energia limita a incidência dos descontos ao teto operacional de 220 quilowatts-hora mensais consumidos pelo imóvel. O volume de energia gasto além dessa quantidade limite sofre a cobrança tarifária integral estabelecida pela concessionária local.

  • Gasto mensal de até 30 kWh recebe redução tarifária de 65% na fatura.
  • Gasto mensal situado entre 31 kWh e 100 kWh assegura desconto de 40%.
  • Gasto mensal variando de 101 kWh a 220 kWh obtém abatimento de 10%.

Os povos originários e as comunidades tradicionais quilombolas inscritos no CadÚnico têm regras diferenciadas para o pagamento da energia elétrica consumida no mês. Essas famílias alcançam a isenção integral da fatura caso mantenham um consumo modesto dentro de seus territórios. O escalonamento para essas populações preserva índices mais vantajosos nas faixas intermediárias de medição.

  • Consumo de até 50 kWh por mês garante isenção total de 100% no pagamento.
  • Consumo de 51 kWh a 100 kWh mensais conta com dedução de 40% na cobrança.
  • Consumo entre 101 kWh e 220 kWh no período mensal tem abatimento de 10%.

Procedimento de inclusão e documentação exigida

O Ministério de Minas e Energia efetiva a concessão da tarifa de maneira automática para as famílias devidamente inseridas no CadÚnico. Os cidadãos sem registro precisam comparecer pessoalmente a uma unidade do Centro de Referência em Assistência Social, o CRAS, para formalizar o pedido.

Os representantes de lares com renda per capita de até meio salário mínimo devem apresentar documento de identificação com foto, como RG ou CPF. A equipe do posto assistencial solicita também o Número de Identificação Social, o NIS, para validar os dados no sistema federal. Os usuários precisam levar a fatura recente de energia que contenha o código identificador da unidade consumidora. A conferência cadastral assegura a aplicação do desconto diretamente na conta emitida pela empresa de energia.

Comprovação para casos específicos e grupos especiais

Os integrantes de comunidades indígenas podem exibir o Registro Administrativo de Nascimento Indígena, o RANI, caso não possuam RG civil ou CPF emitido pela Receita Federal. As famílias com membros que dependem de equipamentos elétricos para sobrevivência precisam apresentar laudos médicos que comprovem a necessidade do maquinário com faturamento mensal de até três salários mínimos.

Idosos a partir de 65 anos precisam comprovar a faixa etária por meio de carteira de identidade ou carteira de motorista. Os contemplados pelo BPC devem entregar o número oficial do benefício assistencial durante o processo de homologação cadastral. O atendente registra o número do benefício no sistema para cruzar as informações com a base de dados do INSS.

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