Caixa Econômica Federal

Greve na Caixa continua após bancários rejeitarem proposta

Caixa econômica - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Caixa econômica - Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado em assembleia realizada na noite de 11 de setembro de 2026, após rejeitarem a proposta final apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. O movimento paredista havia começado em 10 de setembro de 2026.

Resultado da votação na base sindical paulista

Na base territorial do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos empregados que participaram da assembleia votaram contra as condições oferecidas pelo banco.

Antes da deliberação formal, uma plenária virtual organizada pela entidade sindical concentrou 1.167 bancários para avaliar os termos do acordo. Os dirigentes sindicais detalharam as cláusulas propostas pela Caixa. O debate expôs o descontentamento coletivo com o texto patronal.

Divergências sobre o Saúde Caixa travaram negociações

A manutenção do Saúde Caixa representou um dos principais entraves durante a campanha salarial, já que os representantes dos empregados tentaram negociar a assistência médica separadamente da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, mas a instituição financeira recusou a divisão dos debates.

O pacote recusado reunia também regras referentes à Participação nos Lucros e Resultados e aos valores dos vales refeição e alimentação. O impasse permanece no banco.

Fechamento de agências e unidades operacionais

Logo na abertura das mobilizações, 245 das 283 agências da Caixa situadas na base de São Paulo, Osasco e Região interromperam o atendimento ao público, somadas a quatro centros administrativos paralisados na capital.

Termos assinados pelos funcionários do Banco do Brasil

Em situação distinta, os trabalhadores do Banco do Brasil aprovaram a proposta de convenção e assinaram o documento em 11 de setembro de 2026, estabelecendo regras válidas até 2028. O acordo dessa outra empresa pública incluiu medidas financeiras e administrativas específicas:

  • Depósito antecipado da Participação nos Lucros e Resultados para 16 de setembro de 2026.
  • Aporte patronal de R$ 360 milhões voltado para a sustentabilidade da Cassi.
  • Ampliação do período de licença-paternidade de 20 para 35 dias aos funcionários.

Diante da recusa dos bancários na Caixa, a direção do banco informou que avalia retirar as propostas apresentadas e formalizar a abertura de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho.

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