Crédito consignado fica mais caro após alta nos juros bancáriosPor Beatriz
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Bancos elevaram as taxas médias cobradas no crédito consignado em municípios do interior paulista como Ribeirão Preto, Franca e Sertãozinho, encarecendo os novos empréstimos de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social e profissionais com carteira assinada. O reajuste atinge quem compromete a remuneração mensal com despesas imediatas ou tratamentos médicos emergenciais.
Novos contratos em São Paulo encareceram.
Impacto financeiro atinge tomadores com renda fixa
Instituições bancárias privadas anteciparam a mudança antes de qualquer deliberação do Conselho Nacional de Previdência Social sobre o teto das operações destinadas a beneficiários da previdência. Em decorrência do movimento comercial adotado pelo setor bancário durante a metade final do mês, o Custo Efetivo Total ultrapassou o patamar de 1,80% a cada trinta dias, pressionando o orçamento das famílias que vivem em cidades do interior do estado de São Paulo. Essa pressão orçamentária reduz o poder de compra imediato da população regional.

Limites legais travam percentual descontado do salário
Normas federais determinam que o abatimento direto no contracheque fica restrito a 35% no empréstimo pessoal, com margem complementar de 5% voltada para cartão consignado e outros 5% reservados ao cartão de benefícios, alcançando o teto de 45% dos proventos líquidos do aposentado.
Especialistas da Fundação Procon-SP recomendam que o titular jamais contraia empréstimos para ceder os recursos a terceiros ou parentes, prática apontada como causa recorrente de endividamento na terceira idade. As parcelas são debitadas de modo automático e contínuo no repasse mantido pelo governo federal até a quitação integral do montante firmado.
Migração de contrato permite reduzir despesas mensais
O tomador precisa avaliar as propostas em ao menos três instituições financeiras antes de assinar os papéis. Variações mínimas nas taxas proporcionam alívio financeiro relevante durante prazos contratuais de até 84 parcelas. Regulamentação editada pelo Banco Central do Brasil assegura a migração da dívida para outra instituição sem incidência de taxas adicionais. A nova instituição financeira liquida o saldo remanescente com o credor original e passa a cobrar juros menores.
Quem constatar cobranças indevidas no extrato de pagamentos pode acionar o telefone 135 do Instituto Nacional do Seguro Social ou abrir chamado eletrônico no canal Consumidor.gov.br. Suspeitas de fraudes financeiras devem ser registradas em unidades da Polícia Civil do Estado de São Paulo.







