Cotação do Dólar hoje: moeda abre em queda com 5º corte de juros e alta do petróleoPor Thiago Lemos
4 min de leitura
![]() |
O dólar começou as negociações em 17 de setembro de 2026 em trajetória de baixa de 0,38% perto das 9h no Brasil, negociado a R$ 5,1318 no mercado à vista. O início dos trabalhos na bolsa de valores brasileira com o Ibovespa ocorre a partir das 10h.
Os agentes financeiros avaliam a nova diminuição da Selic pelo Banco Central do Brasil, que realizou seu quinto corte consecutivo de juros. Tensões políticas envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o calendário eleitoral mantêm os analistas em alerta. No mercado externo, o anúncio de mais barris fornecidos pela Arábia Saudita derrubou as cotações internacionais do petróleo.
O Comitê de Política Monetária determinou um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, fixando o índice em 13,75% ao ano e levando o indicador ao patamar mais baixo registrado desde março de 2025. O ajuste coincidiu com as projeções do mercado doméstico, mas caminhou em sentido oposto ao do Federal Reserve, que decidiu elevar as taxas nos Estados Unidos.

As cotações do petróleo operam em desvalorização no exterior após a confirmação de que a Arábia Saudita disponibilizou remessas adicionais do combustível por meio de Omã, medida que reduziu os temores de operadores globais em relação a um eventual desabastecimento internacional da matéria-prima.
Durante a faixa das 8h30, o barril de petróleo Brent registrava desvalorização de 2,49%, negociado a US$ 103,20 no mercado global. O contrato do West Texas Intermediate caía 1,86%, cotado a US$ 100,52 por barril nos Estados Unidos.
Os agentes econômicos mantêm atenção voltada ao Supremo Tribunal Federal, cujo plenário debateu a abertura inédita de apuração contra um ministro da própria Corte no processo que envolve o caso Moraes-Vorcaro. A sessão registrou divergências intensas entre os magistrados. O julgamento terminou sem decisão.
- Dólar na semana: alta de 0,51%
- Dólar no mês: recuo de 0,55%
- Dólar no ano: baixa acumulada de 6,15%
- Ibovespa na semana: desvalorização de 0,89%
- Ibovespa no mês: valorização de 4,58%
- Ibovespa no ano: ganho acumulado de 15,16%
Taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos mobilizam investidores
O quinto recuo seguido promovido pelo Banco Central conduziu os juros básicos brasileiros ao menor nível observado desde março do ano anterior. Analistas financeiros já previam a intensidade desse novo ajuste monetário.
A flexibilização da taxa reflete o recuo inflacionário medido pelo IBGE, órgão que apontou deflação de 0,32% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo durante agosto, a retração mais forte no custo de vida desde 2022.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve aumentou os juros em 0,25 ponto percentual, posicionando o custo do dinheiro entre 3,75% e 4% ao ano em 16 de setembro. O colegiado aprovou o aperto de forma unânime, conforme aguardavam as mesas de operação. O país não elevava as taxas desde julho de 2023.
A elevação encerrou um período de cinco encontros consecutivos em que a autoridade americana manteve as taxas estáveis. O salto nos barris de petróleo derivado dos conflitos no Oriente Médio pesou na decisão por alimentar novos riscos inflacionários.
Em comunicado oficial, o Comitê Federal de Mercado Aberto declarou que a produção econômica avança com solidez e que “os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”, embora persistam incertezas geradas por “acontecimentos geopolíticos”.
Os índices acionários na China encerraram as operações em baixa, pressionados por ações ligadas ao crédito após a alta de juros americana elevar o temor de fuga de capitais. O aperto monetário nos Estados Unidos foi o primeiro aplicado em três anos.
O indicador SSEC de Xangai recuou 0,4%, mesmo percentual de perda verificado tanto no índice CSI300 quanto no Hang Seng de Hong Kong.
Em Tóquio, o índice Nikkei encerrou o dia com valorização de 0,33%. A bolsa sul-coreana fechou com retração de 0,04% no índice Kospi.







