Dentes fósseis revelam temperatura do T. rex em 36,3 grausPor Carolina Costa
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Cientistas da UCLA comprovaram em 18 de setembro de 2026 que o Tiranossauro rex possuía sangue quente após analisarem o esmalte de dentes do predador em Los Angeles. Os testes químicos apontaram uma temperatura corporal média de 36,3 graus Celsius, com variação de 2,5 graus para mais ou para menos.
Análise química no esmalte dentário
A técnica de isótopos agrupados exigiu a retirada de cerca de 5 miligramas de pó mineral com uma broca de baixa velocidade e ponta de carboneto de tungstênio em três amostras fósseis de Montana.
O Museu de História Natural do Condado de Los Angeles cedeu o material dentário de dois indivíduos, incluindo um espécime jovem denominado Thomas encontrado no Condado de Carter. Os dentes guardaram o calor. A geocientista Aradhna Tripati afirmou que o esmalte se solidifica durante a vida na mesma temperatura do organismo e funciona como um termômetro fóssil.
Diferenças térmicas em comparação com outros animais
O estudo divulgado na revista Science Advances confrontou a marca de 36,3 graus Celsius do dinossauro carnívoro com as taxas registradas em outras criaturas do planeta. A geocientista Aradhna Tripati explicou que o predador deixa de ser visto como um réptil tradicional que dependia do Sol para se aquecer, aproximando o comportamento térmico do animal extinto ao de grandes mamíferos e aves modernas, em vez de compará-lo aos crocodilos.
- Seres humanos registram média de 37 graus Celsius
- Elefantes atuais apresentam índice de 36 graus Celsius
- Avestruzes marcam cerca de 39 graus Celsius
- Crocodilídeos fósseis da mesma formação alcançaram 30,9 graus Celsius
Robert Eagle informou que o grupo examinou dentes desses répteis antigos da mesma região rochosa e encontrou marcas alinhadas às espécies modernas.
Adaptação em territórios com frio intenso
O predador habitou o oeste da América do Norte há 66 milhões de anos, durante o Período Cretáceo. Restos do animal foram encontrados em locais como Montana, Wyoming, Texas, Novo México e nas províncias canadenses de Alberta e Saskatchewan. Aradhna Tripati declarou que projeções climáticas mostram a presença da espécie em áreas frias que enfrentavam temperaturas congelantes.
Demanda biológica para manter o corpo aquecido
O geobiologista Robert Eagle esclareceu que a endotermia obriga o predador a buscar volumes maiores de carne para sustentar o metabolismo acelerado. A capacidade térmica conferiu resistência física e autonomia de locomoção ao animal para migrar e caçar presas ativamente em várias regiões continentais.
A pesquisadora Aradhna Tripati alertou que a constatação obtida no Tiranossauro rex não autoriza conclusões generalizadas sobre todos os dinossauros.







