Petróleo recua para US$ 104 após Arábia redirecionar cargas por OmãPor Bruna
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O preço do barril de petróleo recuou para a marca de US$ 104 nas negociações internacionais após a Arábia Saudita iniciar o redirecionamento de cargas de óleo bruto por rotas alternativas em Omã. O recuo levou as cotações do tipo Brent e do West Texas Intermediate aos níveis mais baixos registrados ao longo da semana nas bolsas de Londres e de Nova York.
O petróleo Brent atingiu nova mínima.
Manobras marítimas em Omã contornam gargalos no Oriente Médio
Navios petroleiros começaram a realizar operações de transferência de combustível de casco para casco ao largo da costa do porto de Sohar, contornando gargalos logísticos e assegurando a continuidade das entregas. A manobra logística permitiu escoar o óleo cru saudita diretamente para grandes petroleiros com destino aos polos industriais da Europa e da Ásia sem qualquer retenção no cronograma oficial. As autoridades marítimas omanenses registraram a movimentação coordenada de embarcações que realizam o transbordo sem ingressar nas áreas de maior risco do Golfo Pérsico.
A petroleira estatal Saudi Aramco direcionou volumes para o duto leste-oeste que conecta as jazidas do interior do território saudita aos terminais instalados na cidade de Yanbu, no Mar Vermelho. O escoamento terrestre de petróleo garantiu o fornecimento contínuo aos clientes asiáticos sem a dependência exclusiva de passagem pelo Estreito de Ormuz.
Reparos em dutos americanos reduzem prêmios de risco nos mercados

Nos Estados Unidos, comunicados emitidos por engenheiros e pelo Departamento de Energia confirmaram o início dos reparos no sistema de transporte de dutos danificado na bacia de produção do Golfo do México. A expectativa de normalização rápida do fluxo de óleo bruto arrefeceu a pressão compradora que vinha empurrando os valores dos contratos acima da marca de US$ 110. Os contratos de fornecimento físico com entrega em Cushing, no estado de Oklahoma, registraram baixa imediata após a confirmação técnica de que as bombas operam em ritmo de recuperação. A reativação da capacidade de bombeamento afasta o risco de desabastecimento de óleo leve nas grandes refinarias do Meio-Oeste norte-americano.
Operadores do polo petroquímico do Texas informaram que as unidades de processamento mantiveram estoques estáveis durante o período de intervenção mecânica na malha de distribuição de óleo bruto. Essa estabilidade na oferta interna evitou a necessidade de contratação de cargas emergenciais de petróleo cru negociadas no mercado à vista internacional.
Movimento internacional encurta defasagem de combustíveis da Petrobras
A queda nas cotações externas reduziu a distância entre os preços cobrados nas refinarias locais e os valores praticados no mercado do Golfo do México, aliviando a pressão sobre a Petrobras no Rio de Janeiro. Relatórios de importadores privados apontavam que a gasolina comercializada em território nacional apresentava defasagem média próxima de 14% antes do recuo recente da commodity. A direção da estatal acompanha a formação de preço nas praças de Roterdã e Nova York para avaliar eventuais reajustes nas tabelas de distribuição de diesel e gasolina.
As unidades da Refinaria de Paulínia, no interior de São Paulo, e da Refinaria Duque de Caxias, no estado fluminense, continuam operando com carga elevada para suprir os polos distribuidores. Os carregamentos de óleo importado que chegam pelos terminais aquaviários do Porto de Santos e do Porto de Paranaguá registram faturas mais baixas nesta etapa da semana.
Entidades representativas do comércio varejista de combustíveis nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná informaram que os preços nas bombas refletem as negociações semanais entre postos e distribuidoras. A recomposição de estoques com insumos comprados em patamares menores tende a aliviar os custos operacionais das transportadoras nas capitais São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. O equilíbrio no custo do diesel importado contribui para conter repasses adicionais nas tarifas de frete rodoviário de cargas agrícolas no Centro-Oeste. O mercado doméstico de etanol hidratado também acompanha a desaceleração da gasolina nas usinas paulistas para preservar a paridade média de 70% nas bombas.
Reorganização do comércio global estabiliza entrega de barris
Compradores da indústria química em centros de refino na Alemanha e nos Países Baixos ajustaram os pedidos marítimos para receber cargas redirecionadas pelo Mar Vermelho e pelos portos comerciais de Omã. Essa flexibilidade logística evitou paralisações temporárias no processamento de derivados pesados nos terminais portuários de Roterdã e Antuérpia.
Contratos futuros com vencimento programado para o próximo mês encerraram o pregão com o WTI fixado em US$ 101 e o Brent cotado a US$ 104, enquanto empresas de navegação monitoram os próximos carregamentos de óleo bruto programados pela Saudi Aramco nos terminais marítimos do Oriente Médio. Técnicos de empresas seguradoras ajustaram as apólices de transporte de carga para navios que utilizam as águas territoriais de Omã em substituição às rotas tradicionais. A navegação no terminal omanense de Sohar segue com escala de atracação regular para petroleiros de grande porte.







