Motoristas de transporte por aplicativo da capital paulista passaram a pedir aos passageiros que escondam telefones celulares durante as viagens. A orientação informal busca reduzir a mira de assaltantes da chamada “gangue da pedrada”, que estilhaçam vidros de automóveis parados em semáforos ou lentidões para roubar os aparelhos.
O aviso preventivo aos passageiros foi intensificado após profissionais relatarem gastos frequentes com o reparo de janelas danificadas no trânsito. O presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (AMASP), Eduardo Lima de Souza, afirmou que a categoria arca com o prejuízo das abordagens: “Quando somos atacados, o prejuízo fica com o motorista.”
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O que dizem as empresas e a representação dos motoristas?
Representando as empresas Uber e 99, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) declarou que as companhias mantêm investimentos em tecnologias e recursos de proteção para condutores e passageiros. No entanto, as plataformas não emitiram orientações operacionais padronizadas que regulem o uso de celulares por clientes durante as corridas, cenário que motivou os motoristas a adotarem alertas verbais próprios ao entrar em vias de risco elevado.
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Estatísticas e locais de risco registrados pela Secretaria da Segurança Pública
- Volume de ocorrências: 1.602 casos associados ao método da pedrada na capital paulista entre janeiro e julho de 2026.
- Concentração central: perímetro próximo à Praça Dom José Gaspar reúne quase 10% dos registros policiais da cidade.
- Expansão periférica: notificações confirmadas nos bairros de Grajaú, Cidade Tiradentes e Artur Alvim.
- Data do registro dos alertas: quinta-feira, 24 de setembro de 2026.
Ações de proteção e dinâmica da modalidade criminosa
- Assaltantes utilizam pedras e ferramentas pontiagudas para quebrar vidros laterais e subtrair celulares de forma rápida.
- Aparelhos mantidos visíveis em mãos ou suportes tornaram-se o foco das abordagens em pontos de congestionamento.
- Condutores investem recursos próprios em películas protetoras nas janelas para tentar conter o impacto de objetos.
- Passageiros recebem solicitações para guardar celulares no início da corrida ou ao cruzar trechos de tráfego lento.
- Casos desse tipo de roubo deixaram a exclusividade da região central e atingiram vias de bairros periféricos.
A dispersão desses crimes para os extremos da capital paulista ampliou a sensação de insegurança entre condutores que circulam fora dos corredores centrais tradicionais. Diante da velocidade da ação dos assaltantes nas vias públicas, os trabalhadores autônomos também têm optado por circular com os vidros totalmente fechados e evitar a permanência em faixas próximas ao meio-fio em cruzamentos movimentados.
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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo não divulgou detalhamento oficial a respeito do total de criminosos detidos sob a modalidade da “gangue da pedrada” entre janeiro e julho de 2026.
