Brasil

Preso sob suspeita de estupro morre em hospital de São Paulo

Homem leva garoto para debaixo de viaduto e testemunha impede estupro em Guarujá, SP - Reprodução
Homem leva garoto para debaixo de viaduto e testemunha impede estupro em Guarujá, SP - Reprodução

O detento Joselito Vitor dos Santos, de 53 anos, morreu no Hospital Geral Vila Penteado, na capital paulista, após passar uma semana internado em uma Unidade de Terapia Intensiva com queimaduras e lesões graves pelo corpo. Ele estava sob custódia preventiva desde o fim de agosto após ser flagrado com um menino sob o deck de uma praia no litoral paulista.

A morte ocorreu em decorrência de choque séptico e disfunção renal secundária a sepse de foco cutâneo gerada pelos ferimentos. O corpo do homem foi sepultado na quinta-feira (24) no Cemitério Jardim da Paz, localizado no bairro Morrinhos, em Guarujá.

Transferência do litoral e internação na capital

Joselito Vitor dos Santos deu entrada no Centro de Detenção Provisória I de Pinheiros, na capital paulista, em 9 de setembro de 2026. Registros policiais apontam que o homem já chegou ao presídio transferido da Baixada Santista com queimaduras e lesões pelo corpo provocadas por agressões cometidas por outros detentos enquanto esteve encarcerado no litoral do estado.

Leia também: Ex-ator Marco Furlan é preso por estupro de vulnerável em Pindamonhangaba

Em nota oficial, a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo informou os procedimentos adotados pela unidade prisional da capital: “A Secretaria da Administração Penitenciária informa que a pessoa citada deu entrada no Centro de Detenção Provisória (CDP ) I de Pinheiros em 9 de setembro. No ato da inclusão, apresentava queimaduras e lesões pelo corpo. Três dias depois, após passar mal, recebeu atendimento no presídio e foi encaminhado para unidade de saúde da região, sendo posteriormente transferido para a UTI de outro hospital, onde ficou internado até falecer no último dia 19. Não houve registro de violência de custodiados…”.

Continue lendo: Casal de pastores é indiciado em Roraima por estupro de vulnerável e outros crimes

O detento passou mal no sábado (12) dentro do Centro de Detenção Provisória, recebeu os primeiros socorros no local e seguiu levado para uma Unidade de Pronto Atendimento na Lapa. Com a piora do quadro clínico provocada pela gravidade das infecções cutâneas, ele foi transferido sob escolta policial para o Hospital Geral Vila Penteado, onde permaneceu internado durante sete dias até a confirmação do óbito no sábado (19).

Saiba mais: Câmara avança com projeto que impõe monitoramento eletrônico a condenados por estupro de vulnerável

Sequência dos acontecimentos do caso

  • 30 de agosto de 2026: Joselito Vitor dos Santos é preso em flagrante na Praia da Enseada, em Guarujá.
  • 9 de setembro de 2026: Entrada no Centro de Detenção Provisória I de Pinheiros com lesões e queimaduras.
  • 12 de setembro de 2026: Atendimento na UPA da Lapa e transferência para a UTI do Hospital Geral Vila Penteado.
  • 19 de setembro de 2026: Confirmação da morte de Joselito por choque séptico na UTI hospitalar.
  • 24 de setembro de 2026: Sepultamento do detento no Cemitério Jardim da Paz, em Morrinhos, no Guarujá.

Prisão em flagrante em praia de Guarujá

A prisão de Joselito Vitor dos Santos ocorreu em 30 de agosto de 2026 na Praia da Enseada, em Guarujá. Na ocasião, testemunhas filmaram o homem levando um garoto de 11 anos para a parte inferior de uma passarela de madeira instalada na areia. O investigado, que era conhecido da família da criança, alegou na abordagem policial que havia apenas levado o menino para urinar, mas acabou autuado por tentativa de estupro de vulnerável após ser visto arrumando a própria bermuda.

Veja também: Foragido por estupro de vulnerável é detido pela PM em Catanduva após abordagem de rotina em patrulhamento

Investigação policial sobre as agressões

A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte e apurar a prática de tortura, queimaduras e violência sexual relatadas nos registros da ocorrência prisional. As autoridades policiais trabalham para identificar os detentos responsáveis pelos ataques cometidos contra Joselito durante o período de cárcere na Baixada Santista, já que a autoria das agressões corporais ainda não foi oficialmente determinada.

To Top

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Saiba mais.