Mãe e filha morrem de câncer em intervalo de 10 horas em Mogi Guaçu
A empresária Cibele Fernanda Marchis e a mãe, Maria Elisabete Nogueira da Silva, morreram vítimas de câncer em um intervalo de cerca de 10 horas em Mogi Guaçu, no interior paulista. A filha, de 28 anos, e a mãe, de 56, estavam internadas em hospitais distintos do município e nenhuma soube do falecimento da outra.
Cibele faleceu às 16h de quinta-feira (24) em decorrência de um câncer raro na glândula suprarrenal, enquanto a mãe já estava sedada por complicações de um tumor agressivo no pâncreas. Maria Elisabete faleceu à 1h58 de sexta-feira (25), momento em que os familiares realizavam o velório da jovem. Ambas foram veladas juntas no Velório Municipal Santo Antônio e sepultadas às 10h30 do dia 25 de setembro de 2026 no Cemitério Municipal Santo Antônio.
Diagnóstico de Cibele Marchis mobilizou rede de apoio
Cibele atuava como estrategista de marketing digital e criadora de conteúdo, reunindo 11,7 mil seguidores em seu perfil público, além de comandar a agência Peça Mestra com a sócia Eloá Righi. Ela começou a sentir os primeiros sintomas da doença no final de 2023, recebendo o diagnóstico de um tumor adrenal de 10 centímetros que atingiu um de seus rins, patologia com incidência anual estimada em 1 a 2 casos por milhão de pessoas. Em dezembro de 2025, a jovem enfrentou complicações pós-operatórias graves causadas por perfuração intestinal, permanecendo por mais de 20 dias internada em unidade de terapia intensiva.
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Eloá Righi declarou que a sócia manteve a rotina profissional durante as fases do tratamento: “Ela não deixou o câncer defini-la. Ela não queria ser conhecida como a Cibele que tem câncer, e sim a Cibele que trabalha, se diverte, vive e está com câncer.” A amiga da família Bárbara Rodrigues dos Santos também relatou a conduta da comunicadora. “Ela nunca deixou de trabalhar. Ela nunca deixou de viver. Ela nunca deixou de fazer as coisas que tinha que fazer”, afirmou.
Tratamento de Maria Elisabete Nogueira avançou em poucos meses
Conhecida na cidade como Bia Nogueira, Maria Elisabete trabalhava como podóloga. Durante a internação da filha na UTI, ela realizou jejuns diários pela melhora da jovem. “Ela jejuava 24 horas pedindo um milagre para a filha, e Deus atendeu. Deus devolveu a filha dela”, disse Bárbara.
Pouco tempo depois da recuperação de Cibele, Maria Elisabete procurou atendimento médico acreditando ter cálculo na vesícula, momento em que os exames constataram o tumor no pâncreas. O quadro clínico evoluiu rapidamente, exigindo cuidados paliativos com morfina e sedação. O sobrinho de Maria Elisabete e primo de Cibele, Rowilson Leandro da Costa, comentou a perda simultânea. “Nenhuma das duas queria ver a outra morrer”, declarou ele, acrescentando: “É realmente uma coisa espantosa.”
Datas dos diagnósticos e das mortes em Mogi Guaçu
- Final de 2023 — Cibele Fernanda Marchis nota os primeiros sintomas do tumor na suprarrenal.
- Agosto de 2024 — Realização da cirurgia para remoção de tumor de 10 centímetros no rim.
- Dezembro de 2025 — Cibele passa por complicações cirúrgicas e fica mais de 20 dias na UTI.
- 24 de setembro de 2026 — Morte de Cibele é confirmada às 16h em hospital de Mogi Guaçu.
- 25 de setembro de 2026 — Maria Elisabete falece à 1h58 e sepultamento conjunto ocorre às 10h30.
Os nomes das duas unidades hospitalares específicas de Mogi Guaçu onde mãe e filha permaneceram internadas não foram divulgados pelos familiares.

