Justiça marca audiência entre Renato Aragão e filha que cobra dívida

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Renato Aragão - @renatoaragao Foto: Renato Aragão - @renatoaragao

O humorista Renato Aragão e a filha primogênita, Juliana Rangel Aragão, foram convocados para uma audiência presencial de conciliação pela 43ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. A ação de cobrança movida por Juliana exige o pagamento de R$ 872.485,58, montante que alcança perto de R$ 1 milhão ao somar juros, correção monetária e honorários advocatícios.

A determinação judicial estipula que a sessão ocorra em 26 de outubro de 2026, às 13h, no fórum central da capital fluminense. O comediante de 91 anos recebeu ordem para comparecer acompanhado de advogado, iniciando-se prazo de 15 dias para apresentação de contestação formal caso as partes não alcancem acordo durante o encontro.

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Origem do processo movido por Juliana Rangel Aragão

Juliana Rangel Aragão, de 49 anos, afirma na petição inicial que repassou R$ 950 mil em dinheiro ao pai em dezembro de 2018. A quantia teria sido obtida por meio da venda de um bem imóvel deixado como herança por sua mãe, Martha Maria Rangel Aragão, primeira esposa do artista, falecida em 2014. Segundo a versão sustentada pela autora da ação, o acordo verbal estipulava a devolução integral dos valores até 31 de dezembro de 2023.

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A petição detalha que o humorista restituiu apenas R$ 77 mil do total combinado ao longo dos anos, gerando o saldo devedor principal de R$ 872.485,58 levado aos tribunais. A filha também relata nos autos que despesas do cotidiano eram fiscalizadas pela madrasta, Lilian Taranto Aragão, no período em que residiu com o casal, sustentando que não exercia gerência completa sobre suas próprias finanças enquanto esteve sob o mesmo teto.

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Datas e valores da ação de cobrança contra Renato Aragão

  • R$ 950.000,00: quantia total repassada pela filha ao pai em dezembro de 2018 após venda de herança imobiliária.
  • R$ 77.000,00: montante que a autora confirma ter recebido de volta antes da formalização do processo.
  • R$ 872.485,58: saldo cobrado formalmente na petição inicial, sem contabilizar acréscimos processuais.
  • 26 de outubro de 2026: data agendada para a audiência presencial de conciliação na 43ª Vara Cível da Capital.
  • 15 dias: prazo legal concedido para a defesa de Renato Aragão protocolar contestação em caso de falta de acordo.

Defesa de Renato Aragão contesta existência de empréstimo financeiro

A equipe jurídica que representa Renato Aragão sustenta que os fatos apresentados na ação não configuram empréstimo financeiro entre familiares. Conforme posicionamento emitido pela família, o arranjo contava com orientação de assessores jurídicos com o propósito de zelar pelo patrimônio recebido por Juliana, permitindo a liberação gradual de recursos para a manutenção de suas necessidades sem incorporar qualquer fração desse capital aos bens de Renato ou de Lilian Taranto Aragão.

Na manifestação, a defesa da família declarou que o humorista “não precisa nem nunca precisou dos recursos de Juliana”, enfatizando que a gestão financeira ocorria de modo documentado e transparente. Os advogados apontaram que movimentações fora da rotina eram formalizadas por escrito e reiteraram que o artista sempre manteve postura aberta ao entendimento amigável, refutando qualquer acusação de retenção indevida de patrimônio alheio.

Convivência familiar e histórico entre Renato Aragão e a filha mais velha

Juliana é a filha mais velha de Renato Aragão, adotada durante a união de mais de três décadas do artista com Martha Rangel, que durou de 1957 a 1991. Em manifestações públicas anteriores sobre desentendimentos familiares e escolhas profissionais da filha, o comediante rechaçou distinções entre ela e os demais descendentes. “A Juliana é minha filha tanto quanto o Paulinho, o Ricardo, o Renato Jr. e a Livian. Nunca fiz diferença, nem pela escolha sexual dela, nem por ser adotiva. Filho é filho”, declarou o artista em entrevista sobre o convívio doméstico.

Na mesma época em que comentou as relações familiares, Renato Aragão mencionou o trabalho exercido por Juliana no setor de transporte por aplicativos de passageiros e animais de estimação. “Ela adora dirigir e gosta de cães. Acabou indo trabalhar como Uber de pets e depois como Uber. Foi uma escolha dela e digna, como qualquer outro trabalho”, afirmou o ator na ocasião.

Situação do processo de Renato Aragão no Tribunal de Justiça do Rio

O pedido de tramitação em segredo de Justiça apresentado por Juliana em setembro de 2025 foi indeferido pelo juiz Carlos Sergio dos Santos Saraiva. O magistrado da 43ª Vara Cível da Capital avaliou que a demanda envolve interesse estritamente patrimonial e privado entre pessoas capazes, sem a presença de elementos que justifiquem a restrição de publicidade dos atos processuais prevista na legislação brasileira.

A autora reside em Santa Catarina e pleiteou autorização para acompanhar a sessão por meio de videoconferência para reduzir custos de transporte até o Rio de Janeiro. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro mantém a previsão de ato presencial no fórum, restando pendente a apreciação definitiva do pedido de participação remota pelo juiz titular da vara antes da data agendada.

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