Sem faculdade: conheça os 8 bilionários brasileiros que venceram sem diploma

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Joesley Batista Foto: Joesley Batista - © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Oito bilionários brasileiros acumulam patrimônios multibilionários em setores que vão da pecuária à tecnologia financeira sem terem concluído o ensino superior. O levantamento feito pela Forbes Brasil na edição de 2026 aponta empresários que deixaram as salas de aula ainda jovens para ingressar diretamente no mercado de trabalho ou fundar suas próprias companhias.

A relação inclui desde donos de grandes frigoríficos multinacionais e redes de varejo alimentar até jovens fundadores de empresas de inovação no exterior. Os patrimônios individuais chegam a R$ 21,9 bilhões, calculados a partir de dados públicos de empresas de capital aberto apurados em 30 de junho de 2026.

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JBS: setor de carnes e mercado financeiro lideram fortunas sem diploma

Os irmãos Joesley Mendonça Batista e Wesley Mendonça Batista ocupam a 17ª colocação no ranking geral de bilionários do país, com fortuna calculada em R$ 21,9 bilhões para cada um. Controladores da J&F, holding que detém a JBS, ambos abandonaram a escola durante a adolescência para atuar diretamente no frigorífico criado pelo pai, José Batista Sobrinho, na cidade de Anápolis, em Goiás. A expansão dos negócios consolidou a companhia como uma das maiores produtoras de proteína animal do planeta, movimento ampliado por aquisições no exterior e pela diversificação em segmentos como o bancário e a produção de ovos.

Outro nome de destaque na pecuária é Marcos Molina dos Santos, acionista controlador e presidente do conselho da MBRF e da Marfrig, posicionado no 59º lugar da listagem nacional, com R$ 6,1 bilhões. Molina iniciou suas atividades comerciais aos 16 anos no ramo de distribuição de carnes e construiu a estrutura corporativa sem frequentar faculdade, conduzindo recentemente a fusão entre a Marfrig e a BRF.

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No setor financeiro, o investidor gaúcho Julio Rafael de Aragão Bozano figura na 29ª posição, reunindo um patrimônio estimado em R$ 12,6 bilhões aos 90 anos. Bozano chegou a iniciar o curso de Arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas interrompeu os estudos para atuar no mercado de capitais. Ele presidiu o antigo Banco Bozano, Simonsen até a venda da instituição ao Santander no ano 2000, fundando posteriormente a Bozano Investimentos, atual Crescera Capital, com foco em participações societárias privadas.

JBS: patrimônio dos oito bilionários brasileiros sem ensino superior

  • Joesley Mendonça Batista (JBS): 17º lugar, com patrimônio de R$ 21,9 bilhões
  • Wesley Mendonça Batista (JBS): 17º lugar, com patrimônio de R$ 21,9 bilhões
  • Julio Rafael de Aragão Bozano (Crescera Capital): 29º lugar, com patrimônio de R$ 12,6 bilhões
  • Marcos Molina dos Santos (MBRF / Marfrig): 59º lugar, com patrimônio de R$ 6,1 bilhões
  • Ilson Mateus Rodrigues (Grupo Mateus): 107º lugar, com patrimônio de R$ 3,5 bilhões
  • Henrique Dubugras (Brex): 112º lugar, com patrimônio de R$ 3,3 bilhões
  • Pedro Franceschi (Brex): 112º lugar, com patrimônio de R$ 3,3 bilhões
  • Alexandre Tadeu da Costa (Cacau Show): 157º lugar, com patrimônio de R$ 2,4 bilhões

Trajetórias no comércio e na tecnologia avançam do Maranhão aos Estados Unidos

A lista também reúne trajetórias construídas fora do eixo tradicional do agronegócio e das finanças convencionais. Ilson Mateus Rodrigues, fundador e acionista controlador do Grupo Mateus, detém R$ 3,5 bilhões e concluiu unicamente o ensino fundamental. Antes de estruturar uma das principais redes supermercadistas e de atacarejo das regiões Norte e Nordeste, Rodrigues começou a trabalhar aos 12 anos e teve ocupações como garimpeiro e torneiro mecânico, até abrir as primeiras operações comerciais que originaram a empresa listada na bolsa em outubro de 2020.

No setor de tecnologia corporativa, Henrique Dubugras e Pedro Franceschi registram patrimônio de R$ 3,3 bilhões cada, posicionados no 112º posto do levantamento. A dupla brasileira ingressou no curso de Ciência da Computação na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mas abandonou a formação acadêmica ainda em 2017 para desenvolver a fintech Brex, especializada na oferta de cartões corporativos. A startup expandiu as operações no mercado internacional até ser adquirida pela holding norte-americana Capital One pelo montante de US$ 5,15 bilhões no início de 2026.

No comércio de alimentos, Alexandre Tadeu da Costa, fundador e diretor-executivo da Cacau Show, aparece na 157ª colocação com fortuna de R$ 2,4 bilhões. O executivo não cursou graduação superior e começou a vender doces aos 17 anos em um Fusca fabricado em 1978, expandindo o modelo até torná-lo uma das maiores redes franqueadoras do país.

Metodologia da Forbes Brasil analisa ações de empresas em bolsa

A avaliação de patrimônio aplicada na edição 144 da Forbes Bilionários Brasileiros utiliza como base o valor de fechamento das ações das companhias negociadas em bolsa de valores no dia 30 de junho de 2026. A apuração adota dados públicos e auditados, o que não abrange a totalidade de bens pessoais privados desprovidos de registros contábeis divulgados, como imóveis, coleções ou embarcações.

O recorte nacional reflete um fenômeno igualmente verificado no exterior, onde nomes globais da indústria como Bill Gates e Mark Zuckerberg deixaram a Universidade de Harvard, enquanto Steve Jobs não concluiu o curso no Reed College. No Brasil, Eduardo Saverin manteve a liderança geral do ranking deste ano, com patrimônio que ultrapassa a marca de R$ 160 bilhões.

Entre os próximos passos operacionais dos empresários listados, a Cacau Show mantém o cronograma de construção do parque temático Cacau Park no município de Itu, no interior de São Paulo, projeto que envolve investimento de R$ 2 bilhões e inauguração prevista para o decorrer do próximo ano.

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