Chinês fatura R$ 80 mil por mês com salões de coçar as costas

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Homem coçando as costas, alergia - SeventyFour/ shutterstock.com Foto: Homem coçando as costas, alergia - SeventyFour/ shutterstock.com

O empresário chinês Zhang Xiaochao, de 32 anos, transformou sessões de coçar as costas e o corpo em um negócio lucrativo que rende cerca de 100 mil yuans mensais, o equivalente a valores entre R$ 76 mil e R$ 80 mil. A atividade é realizada em duas unidades da sua rede de salões, batizada de Suma e instalada na cidade de Shenzhen, na província de Guangdong, no sul da China.

O faturamento reúne a receita dos dois estabelecimentos abertos pelo empresário para atender pessoas que enfrentam rotinas exaustivas. “Pessoas que vivem em grandes cidades geralmente enfrentam altos níveis de estresse, e a demanda por esse tipo de serviço é grande”, afirmou Zhang Xiaochao ao portal Sinchew Daily, em declaração traduzida do mandarim.

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Suma adota unhas postiças e macas de massagem em Shenzhen

Unhas postiças - stock_colors/ istockphoto.com
Unhas postiças – stock_colors/ istockphoto.com

O atendimento nos salões da rede Suma segue uma dinâmica parecida com a de uma clínica de massoterapia. Os clientes permanecem deitados de bruços em macas acolchoadas que contam com uma abertura anatômica para o rosto, o que facilita o acesso contínuo dos atendentes às costas, aos ombros e à nuca. Para aplicar os estímulos na pele, os funcionários utilizam unhas postiças pontiagudas feitas de plástico flexível, realizando movimentos suaves e ritmados para não arranhar a pele nem causar irritações durante o atendimento.

Como não encontrou concorrentes ou cursos voltados a esse segmento quando decidiu entrar no ramo, Zhang Xiaochao desenvolveu técnicas próprias para a equipe. Os salões oferecem sessões com durações diferentes para atender às queixas de cansaço dos frequentadores. Há pacotes rápidos de 30 minutos com foco exclusivo na cabeça e nas costas, opções intermediárias de 60 minutos que englobam a cabeça, as costas e o tronco, e atendimentos completos de 80 minutos que cobrem quase todo o corpo, mantendo preservadas as áreas íntimas.

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Números e detalhes dos atendimentos da rede Suma em Shenzhen

  • Preço por hora avulsa: 300 yuans por sessão (cerca de R$ 230).
  • Perfil do público atendido: 70% homens e 30% mulheres.
  • Faturamento mensal das duas unidades: 100 mil yuans (entre R$ 76 mil e R$ 80 mil).
  • Locais de funcionamento: distritos de Bao’an e Futian, em Shenzhen, na China.

Homens representam 70% da clientela nos salões de Zhang Xiaochao

A procura pelas sessões é impulsionada pela busca de alívio para tensões musculares e quadros de insônia provocados pelo ritmo de trabalho urbano na China. Homens compõem 70% dos frequentadores dos dois salões de Shenzhen, enquanto as mulheres representam os 30% restantes. De acordo com o fundador, muitos frequentadores relatam efeitos mais intensos de bem-estar do que os proporcionados por métodos corporais tradicionais.

“Atendemos clientes de ambos os sexos, sendo que os homens representam cerca de 70%. Alguns clientes disseram que nosso serviço é mais relaxante do que uma massagem”, declarou o empresário ao South China Morning Post, em fala traduzida.

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Vídeo na internet e memórias de infância inspiraram Zhang Xiaochao

A ideia comercial surgiu a partir de um vídeo publicado nas redes sociais que mostrava uma mulher coçando as costas do marido. Ao notar centenas de comentários de usuários afirmando que pagariam por aquele atendimento doméstico, Zhang Xiaochao associou a reação virtual a lembranças da própria infância, período em que costumava adormecer tranquilamente enquanto o pai coçava suavemente as suas costas. Essa combinação de memória afetiva com demanda de mercado serviu de base para desenhar o serviço.

A iniciativa ocorreu em um momento de reconstrução na trajetória do empresário, que havia enfrentado frustrações logo após a formatura universitária, quando mudou de emprego sete vezes no intervalo de apenas um ano. Na sequência, ele tentou criar duas plataformas de comércio eletrônico voltadas a vendas internacionais e investiu no setor de novas mídias, mas acumulou prejuízos em ambas as tentativas antes de estruturar os salões.

Expansão prevê cem novas unidades e reconhecimento oficial na China

A primeira unidade da rede começou a funcionar no início de maio de 2026 no distrito de Bao’an, em Shenzhen. A alta procura por agendamentos saturou a capacidade de atendimento do endereço inicial e levou o empresário a abrir a segunda loja um mês depois, em junho de 2026, no distrito de Futian, na mesma cidade.

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Com a estabilização das operações nas duas filiais, Zhang Xiaochao traçou a meta de expandir a marca com a abertura de 100 novas unidades em diferentes cidades da China. O projeto de longo prazo do empresário inclui articular propostas para que a atividade de coçador profissional passe a figurar como ocupação oficialmente reconhecida pelas autoridades de trabalho do país.

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