Silvia Abravanel e Tiririca ficam sem assento na Câmara dos Deputados em 2026

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Tiririca Foto: Nilson Bastian/ Agência Brasil

Candidatos famosos da televisão, da música e dos esportes não conseguiram votos suficientes para assumir mandato nas Eleições 2026, realizadas no domingo (4). Nomes com ampla presença pública no país, a exemplo de Silvia Abravanel, Rachel Sheherazade, José Luiz Datena e Tiririca, terminaram a apuração das urnas fora das vagas diretas da Câmara dos Deputados e de assembleias legislativas estaduais.

A apresentadora Silvia Abravanel (PSD-SP), que estreou na disputa eleitoral para a Câmara dos Deputados e encerrou a corrida na condição de suplente ao receber 22.472 votos, avaliou o resultado como um marco em sua trajetória pública. “A política foi um novo capítulo na minha história, e eu tenho o orgulho de ter colocado minha trajetória e minhas causas à disposição das pessoas. Agradeço, de coração, a cada pessoa que acreditou, caminhou comigo, me recebeu e esteve ao meu lado”, declarou a comunicadora, que também destacou: “Conheci pessoas incríveis, ouvi realidades que jamais esquecerei e tive ainda mais certeza da importância de dar voz a quem muitas vezes não é ouvida”.

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Disputa de Silvia Abravanel e comunicadores de TV pela bancada paulista

Silvia Abravanel
Foto: Silvia Abravanel – Foto: Instagram

O estado de São Paulo contava com 70 vagas em disputa para a Câmara dos Deputados, mas concentrou a maior quantidade de personalidades de televisão que não alcançaram o quociente eleitoral necessário para entrar diretamente no Legislativo. Além de Silvia Abravanel, a jornalista e apresentadora Rachel Sheherazade (PSD-SP) obteve 22.453 votos e não conseguiu assento na delegação paulista que representará o estado em Brasília a partir do início da próxima legislatura.

O apresentador José Luiz Datena (PSB-SP) somou cerca de 51 mil votos, registrando entre 51.018 e 51.078 menções nas urnas durante o fechamento da contagem, número que se mostrou insuficiente para garantir uma cadeira de deputado federal pela sigla. Outros comunicadores conhecidos do público registraram marcas inferiores na corrida paulista para o Congresso Nacional, como Geraldo Luís (Avante-SP), que alcançou 10.166 votos, Sikêra Jr. (Republicanos-SP), com 37.042 votos computados, e Manoel Gomes (Avante-SP), que obteve 7.236 votos.

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Tiririca fica fora da Câmara dos Deputados após quatro mandatos consecutivos

O humorista Francisco Everardo Oliveira Silva, conhecido nacionalmente como Tiririca, não obteve os votos necessários para renovar seu mandato no Congresso Nacional após quatro períodos consecutivos como deputado federal, função que desempenhava desde o ano de 2011. Tiririca recebeu pouco mais de 5,5 mil votos na apuração oficial, oscilando entre 5.523 e 5.536 registros na totalização, desempenho distante das votações expressivas que marcaram o início de sua atuação legislativa em âmbito federal.

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Em sua estreia política nas eleições gerais de 2010, o artista conquistou mais de 1,3 milhão de votos com o lema “Pior do que tá não fica”, o que permitiu à sua coligação puxar outros parlamentares para a bancada paulista por meio do quociente partidário. Os dados eleitorais sobre a disputa de 2026 dividiram registros partidários e regionais entre a permanência de sua base em São Paulo e a transferência do domicílio para o Ceará, onde concorreu pelo PSD, sem que o candidato conseguisse repetir a tração popular de campanhas anteriores.

Desempenho de candidatos no Rio de Janeiro e em outros estados

No estado do Rio de Janeiro, candidaturas de atores, influenciadores e ex-atletas também não conseguiram representação parlamentar direta para os cargos que disputavam. O ator Humberto Martins (DC-RJ) somou 1.124 votos para deputado federal, enquanto o ex-jogador Edmundo (PSDB-RJ) registrou 35.725 votos na mesma corrida. A influenciadora Sarah Poncio contabilizou cerca de 20,4 mil votos, Inês Brasil obteve pouco mais de 3,1 mil votos, a apresentadora Antônia Fontenelle registrou 3.863 votos e Andréa Sorvetão teve 2.529 votos.

Em outras regiões do país, figuras do meio esportivo e televisivo repetiram o insucesso eleitoral nas urnas. O treinador Vanderlei Luxemburgo (Podemos-TO) disputou a vaga de senador pelo estado de Tocantins e somou 67.989 votos, número insuficiente para a vitória majoritária. No Distrito Federal, o ex-jogador Marcelinho Carioca (Republicanos-DF) concorreu a deputado distrital e não foi eleito, enquanto o ex-atacante Luís Fabiano (MDB-SP) não se elegeu deputado federal por São Paulo. No Amazonas, a apresentadora Vivian Amorim (União Brasil-AM) obteve 10.797 votos e não conquistou vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas, enquanto Gyselle Soares (PP-PI) teve a candidatura registrada como renúncia no Piauí.

Cronologia da trajetória das candidaturas artísticas no processo de 2026

A preparação dos postulantes de destaque na mídia envolveu prazos formais de desincompatibilização profissional, transferências partidárias e regras estabelecidas pelo calendário eleitoral brasileiro ao longo dos meses que antecederam a votação.

  • Março de 2026: Filiação formal de apresentadores e comunicadores a agremiações partidárias para o cumprimento da janela eleitoral obrigatória.
  • Junho de 2026: Afastamento profissional de apresentadores do comando de programas regulares de auditório e telejornais na grade das emissoras abertas.
  • 4 de outubro de 2026: Fechamento das urnas em todo o território nacional às 17h, no horário de Brasília, com a apuração revelando a votação dos concorrentes.
  • 5 de outubro de 2026: Conclusão da totalização regional dos votos com o enquadramento dos candidatos nas faixas de suplência partidária.
  • 1 de fevereiro de 2027: Posse solene dos deputados federais e estaduais eleitos para o mandato formal de quatro anos.

Situação partidária e convocação de suplentes na legislatura

A ordem de convocação dos suplentes e a possibilidade de substituição de deputados eleitos durante a legislatura que vai de 2027 a 2030 ainda não foram definidas pelos partidos políticos que disputaram o pleito. A ocupação de cadeiras dependerá de eventuais licenças para exercício de secretarias estaduais ou ministérios após a posse dos parlamentares.

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