O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã alcançou a marca de 133 embarcações comerciais redirecionadas nesta sexta-feira (9). O dado foi divulgado pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que publicou o registro de uma manobra aérea a bordo de um contratorpedeiro no Oriente Médio para assegurar a interdição do tráfego marítimo voltado a portos iranianos.
A imagem oficial registra a decolagem de um helicóptero MH-60S Sea Hawk a partir do convés de voo do USS John Paul Jones (DDG 53). O contratorpedeiro de mísseis guiados da classe Arleigh Burke atua integrado à 5ª Frota norte-americana, cuja área de patrulha engloba corredores marítimos estratégicos no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
A publicação do informe ocorreu às 15h no horário UTC (12h no horário de Brasília). O comunicado militar detalhou a operação: “Um MH-60S Sea Hawk da Marinha dos EUA decola do convés de voo do USS John Paul Jones (DDG 53) enquanto o destróier de mísseis guiados apoia a aplicação do bloqueio inabalável da América contra o Irã. Até 9 de outubro, as forças dos EUA redirecionaram 133 embarcações comerciais para garantir o cumprimento”, em tradução livre.
A U.S. Navy MH-60S Sea Hawk takes off from the flight deck of USS John Paul Jones (DDG 53) as the guided-missile destroyer supports enforcement of America’s ironclad blockade against Iran. As of Oct. 9, U.S. forces have redirected 133 commercial vessels to ensure compliance.
— U.S. Central Command (@CENTCOM) October 9, 2026
O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que as tropas mantêm prontidão sobre a rota comercial da região. “As forças armadas dos EUA continuam intensamente focadas nesta missão. Agiremos rapidamente contra qualquer embarcação que tente furar o bloqueio. Nossas forças são altamente treinadas, profissionais e letais”, declarou o militar, em tradução livre.
Ações armadas no bloqueio naval ao Irã somam 13 embarcações destruídas
O total de 133 cargueiros desviados atualiza o levantamento divulgado pelo comando militar norte-americano no início da semana. Na segunda-feira (5), as estatísticas operacionais indicavam 130 navios mercantes impedidos de acessar as instalações portuárias iranianas.
As patrulhas navais também empregaram força destrutiva durante as ações de fiscalização. No intervalo de 12 semanas de operações no Oriente Médio, as forças armadas dos Estados Unidos destruíram 13 embarcações comerciais sob a justificativa de violação das normas de bloqueio ou por ligação logística direta com a Guarda Revolucionária do Irã. Outras 3 embarcações foram desativadas após a recusa das tripulações em atender às ordens navais de parada emitidas pelos navios militares.
O endurecimento militar no Estreito de Ormuz provocou uma retração acentuada na circulação da marinha mercante e coincide com registros frequentes de ataques contra petroleiros nas rotas entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Restrições navais de Donald Trump geram resposta militar em Teerã
A atual campanha de bloqueio marítimo contra embarcações com origem ou destino no Irã foi retomada oficialmente em 14 de julho de 2026, após determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida visa paralisar o comércio marítimo e as exportações do país adversário.
Em Teerã, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã emitiu alertas nesta sexta-feira (9) em resposta às operações norte-americanas. O comando iraniano declarou ameaças de sanções e informou que executará interceptações contra companhias de navegação comercial que acatarem os desvios de curso e as ordens expedidas pelas frotas dos Estados Unidos. As discussões de segurança da cúpula iraniana envolvem Mohammadreza Naqdi, assessor do comando da Guarda Revolucionária do Irã.
As Forças Armadas norte-americanas não informaram as coordenadas geográficas exatas nem a data original em que a fotografia da aeronave no convés do USS John Paul Jones foi registrada.
