A tutora Andressa adquiriu uma mini fonte de água para sua gata de estimação, mas a felina ignorou o aparelho novo e preferiu beber no pote antigo posicionado ao lado. O registro em vídeo do momento circulou nas redes sociais nesta terça-feira (13) e expõe o comportamento imprevisível dos animais domésticos diante de acessórios comprados pelos donos.
As pequenas fontes de água ganharam espaço nas residências por causa do hábito de muitos gatos que buscam água corrente, como a que sai de torneiras abertas. Na gravação divulgada no Instagram em 13 de outubro de 2026, a gata de Andressa aparece utilizando o recipiente comum, logo ao lado do equipamento recém-instalado. O sobrenome da tutora, o nome do animal e a cidade brasileira onde o vídeo foi gravado não foram informados na publicação original.
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Pesquisa da CVA Solutions aponta que pets consomem 8% do orçamento
O investimento em acessórios como a fonte comprada por Andressa faz parte de uma rotina financeira que pesa no bolso dos brasileiros. Um levantamento da consultoria CVA Solutions, divulgado em 18 de maio de 2026 após ouvir 4 mil tutores com renda familiar média de R$ 8.411, mostra que as famílias do país destinam, em média, 8% do orçamento mensal para os cuidados com animais de estimação. O estudo aponta que a percepção afetiva impulsiona essas despesas nas residências, já que 33% dos entrevistados afirmaram considerar o animal como um filho e outros 28% declararam que o pet faz parte da família, o que reflete diretamente na disposição para comprar produtos de bem-estar e saúde.
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Os custos mensais variam conforme a espécie do animal e o tipo de serviço contratado pelos responsáveis. Os dados detalhados pela CVA Solutions mostram as seguintes médias de gastos no Brasil:
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- Custo médio mensal total com um cachorro: R$ 690.
- Custo médio mensal total com um gato: R$ 574.
- Desembolso médio mensal com ração (principal despesa): R$ 202 para cães e R$ 158 para gatos.
- Despesa média mensal com banho e tosa para cães: R$ 174.
- Custo médio mensal de plano de saúde animal: R$ 135 para cães e R$ 125 para gatos.
A contratação de convênios médicos veterinários, embora ainda restrita a uma parcela dos lares, apresentou crescimento. Segundo a CVA Solutions, 25% dos tutores brasileiros assinam plano de saúde para seus animais em 2026, um avanço em comparação aos 21% registrados em 2024.
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Levantamento da Serasa indica prioridade aos animais no orçamento doméstico
A dedicação financeira aos animais domésticos também aparece em outra pesquisa, realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box. O levantamento aponta que uma parcela expressiva dos responsáveis abre mão de demandas pessoais para atender os bichos de estimação. Os percentuais apurados pelo estudo da Serasa com o Instituto Opinion Box dividem o comportamento financeiro dos tutores da seguinte forma:
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- Tutores que destinam cerca de 5% da renda mensal aos animais: 48%.
- Tutores que investem entre 6% e 10% do orçamento mensal com os pets: 31%.
Divisão de despesas com animais em três categorias evita desequilíbrio financeiro
Para manter as contas em dia sem comprometer a qualidade de vida dos cães e gatos, a recomendação técnica é incluir as demandas do animal no planejamento doméstico por meio de planilhas financeiras. Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, empresa de crédito pessoal online, orienta sobre o controle desses valores. “O primeiro passo é classificar os gastos do seu pet como se fossem contas de casa. Ao visualizar onde o dinheiro está indo, é possível identificar com mais facilidade as oportunidades de economia, sempre priorizando não prejudicar o bem-estar do animal”, afirmou a executiva.
A metodologia de organização financeira divide os desembolsos mensais com os animais em três grupos distintos: gastos fixos, que englobam itens recorrentes como ração, antipulgas e tosa; gastos com saúde, destinados a vacinas planejadas, remédios e reservas para emergências veterinárias; e estilo de vida, categoria que reúne compras de brinquedos, roupas e acessórios, como a mini fonte de água adquirida por Andressa. Com o mapeamento das despesas e a criação de uma reserva financeira gradual para imprevistos médicos, os tutores conseguem avaliar alternativas, como o uso de alimentação natural, e ajustar o orçamento familiar às necessidades reais do animal.
