A Movida Participações registrou lucro líquido preliminar de R$ 152,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, o que representa um avanço de 117% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O número consolidado marca o maior resultado trimestral obtido pela empresa nos últimos quatro anos e superou a faixa projetada no direcionamento financeiro da companhia.
O resultado representa o quarto trimestre consecutivo em que a companhia cumpre as estimativas do guidance, denominação em inglês dada às metas que as administrações de empresas de capital aberto divulgam formalmente aos investidores da bolsa de valores. A divulgação dos dados não auditados ocorreu nesta terça-feira (13) em São Paulo.
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Principais dados operacionais da Movida no terceiro trimestre de 2026
- Data da divulgação dos números: 13 de outubro de 2026
- Lucro líquido reportado: R$ 152,1 milhões (expansão anual de 117%)
- Receita bruta consolidada: R$ 4,18 bilhões (avanço de 3,5%)
- Receita bruta do segmento de locação: R$ 2,7 bilhões (crescimento de 19%)
- Ebitda apurado: R$ 1,80 bilhão (alta de 21,4%)
- Ebit registrado: R$ 1,086 bilhão (elevação de 27%)
- Veículos comercializados no segmento de aluguel: 20,1 mil unidades
- Margem Ebitda da divisão de Seminovos: 1,1%
Receita de locação da Movida atinge patamar recorde de R$ 2,7 bilhões
O faturamento total bruto da Movida somou R$ 4,18 bilhões no terceiro trimestre de 2026, correspondendo a um crescimento de 3,5% frente ao apurado no terceiro trimestre de 2025. O grande motor dessa expansão foi a atividade essencial de locação de veículos, que atingiu o patamar histórico de R$ 2,7 bilhões no intervalo de julho a setembro, exibindo avanço de 19% na comparação com igual etapa do exercício anterior.
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A expansão comercial no aluguel compensou variações de outros segmentos da estrutura corporativa e impulsionou o volume geral de faturamento. De acordo com a administração da companhia em fato relevante enviado ao mercado financeiro, os ganhos de rentabilidade decorrem de aprimoramentos técnicos nos processos cotidianos de atendimento e de precificação dos serviços prestados em todo o território nacional.
“Essa trajetória é sustentada pela evolução contínua da experiência dos clientes, pelo uso de tecnologia e inteligência na gestão e precificação, pela eficiência operacional e pela disciplina financeira, pilares que vêm impulsionando a rentabilidade e a geração de valor da Movida”, afirmou a Movida Participações em seu comunicado oficial.
Lucro operacional da Movida ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão
O Ebitda da empresa, indicador contábil que afere o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 1,80 bilhão entre julho e setembro de 2026, configurando um ganho de 21,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Essa medição funciona no mercado financeiro como um termômetro direto da capacidade de geração pura de caixa a partir das atividades centrais do negócio, excluindo impactos tributários e de endividamento bancário.
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O Ebit, métrica que mede o lucro antes dos juros e dos tributos mas já deduz a depreciação patrimonial dos veículos da frota, alcançou R$ 1,086 bilhão no terceiro trimestre de 2026, montante 27% maior do que o obtido no terceiro trimestre de 2025. Trata-se do segundo período trimestral sucessivo em que a companhia ultrapassa a barreira de R$ 1 bilhão nesse indicador, demonstrando controle operacional sobre os custos diretos de manutenção das frotas de veículos leves e pesados.
No segmento de locação de carros para o público final, conhecido pela sigla RAC, a empresa contabilizou a venda de 20,1 mil veículos que foram desmobilizados e substituídos na frota durante o terceiro trimestre de 2026. Já o braço de Seminovos, focado na revenda direta dos automóveis que deixam os contratos de aluguel corporativo ou diário, manteve a sua margem Ebitda nivelada em 1,1% ao longo do trimestre.
Analistas avaliam impacto das despesas financeiras sobre a Movida
Embora a companhia tenha reportado lucros líquidos superiores às estimativas prévias de analistas, profissionais do setor financeiro mantêm postura de atenção quanto à estrutura de capital da organização. O setor de locação de veículos exige investimentos maciços na aquisição constante de automóveis zero-quilômetro junto às montadoras, o que costuma elevar a necessidade de emissão de dívidas bancárias ou títulos corporativos.
Sob a conjuntura macroeconômica de taxas de juros elevadas, os encargos financeiros para rolagem e pagamento do serviço dessa dívida pressionam as margens líquidas finais. O analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, declarou sobre as empresas do setor que “persistem dúvidas sobre a capacidade de sustentar o crescimento sem comprometer o fluxo de caixa”. Profissionais de mercado observam se o ritmo de desalavancagem continuará após a entrega dessas métricas trimestrais operacionais.
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Auditoria dos números contábeis da Movida ainda será divulgada
As informações divulgadas pela empresa compõem uma prévia operacional que visa a antecipar métricas do trimestre para investidores institucionais e acionistas minoritários. A companhia esclareceu ao mercado que os índices monetários e volumes de frotas apresentados nesse demonstrativo inicial não passaram por auditoria contábil independente.
A data definitiva para a divulgação do balanço patrimonial completo do terceiro trimestre de 2026, com o parecer dos auditores externos e os detalhamentos das demonstrações financeiras consolidadas, ainda não foi informada pela empresa aos investidores.
