O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregou 17 novos leitos pós-cirúrgicos, um segundo tomógrafo e uma segunda sala de hemodinâmica no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), na Zona Norte do Rio de Janeiro, na quinta-feira (15). Com a inauguração das novas instalações, a unidade alcançou o total de 451 vagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), somando 390 leitos regulares em funcionamento e 61 destinados à emergência, volume divulgado oficialmente pela pasta como a marca de 450 leitos.
A visita oficial ocorreu às 13h30 no complexo hospitalar, que atende pacientes encaminhados pela rede pública para casos de alta complexidade em cardiologia, cirurgias cardíaca e vascular, oncologia, transplantes, tratamento de doenças renais, traumato-ortopedia e terapia intensiva. As melhorias fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, conduzido pelo Ministério da Saúde.
Os 17 novos leitos entregues na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, ficam no quinto andar do prédio 1 do Hospital Geral de Bonsucesso, em uma área revitalizada de aproximadamente 380 metros quadrados. O espaço foi dividido em três enfermarias e conta com banheiros acessíveis, sala de prescrição médica e um posto de enfermagem centralizado para o acompanhamento dos pacientes recém-operados. Com a abertura dessas vagas, o hospital elevou em 170% a sua capacidade de recuperação pós-cirúrgica, atingindo um total de 27 leitos específicos para essa finalidade, que dão suporte às 17 salas cirúrgicas atualmente em operação na unidade.
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Hospital Geral de Bonsucesso amplia exames de imagem e banco de sangue
A área de diagnóstico e procedimentos vasculares do Hospital Geral de Bonsucesso recebeu dois reforços estruturais. A chegada do segundo aparelho de tomografia computadorizada tem a expectativa de acrescentar 500 exames de imagem por mês à rotina da unidade. Já o setor de hemodinâmica, especializado no diagnóstico e tratamento de problemas do sistema cardiovascular por meio de cateteres, ganhou uma segunda sala equipada com um Arco em C. Esse equipamento de raio-X permite visualizar os vasos sanguíneos em tempo real durante intervenções como angioplastias (desobstrução de artérias) e arteriografias (exames de imagem do interior dos vasos).
O banco de sangue e setor de hemoterapia da instituição, que integra a hemorrede pública, também passou por atualização tecnológica com verba do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), programa de investimentos do governo federal. A divisão das novas vagas cirúrgicas e dos equipamentos de armazenamento de hemocomponentes (produtos extraídos do sangue, como plasma e plaquetas) ficou estruturada nos seguintes números:
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- Leitos de Recuperação Pós-Anestésica (destinados a pacientes que acabaram de sair do centro cirúrgico): 11 novas vagas.
- Leitos de Recuperação Semi-Intensiva (para pacientes que exigem monitoramento contínuo, mas fora da UTI): 6 novas vagas.
- Investimento na hemorrede pelo Novo PAC: R$ 454,8 mil no total.
- Freezers de armazenamento: 2 unidades com temperatura de -30°C e capacidade de 350 litros cada.
- Blast Freezer (equipamento de congelamento rápido): 1 unidade capaz de congelar até 24 bolsas de sangue em 80 minutos.
Balanço do Hospital Geral de Bonsucesso registra alta de 55% nas cirurgias
A ampliação física acompanha o crescimento nos indicadores assistenciais do Hospital Geral de Bonsucesso ao longo de 2026, impulsionado pela reabertura da emergência 24 horas, que havia permanecido fechada por cinco anos. Segundo o balanço apresentado durante a vistoria, a produção cirúrgica mensal de alta complexidade na unidade cresceu 160% em 2026, saltando de 629 para 1.638 procedimentos por mês. A meta estabelecida pela administração hospitalar é alcançar o patamar de 1.700 cirurgias mensais ainda em 2026.
No acumulado entre janeiro e setembro de 2026, o hospital já superou o volume total de operações realizadas durante todo o ano de 2025, quando foram contabilizadas 8,5 mil intervenções. Os dados operacionais consolidados dos primeiros nove meses de 2026 no Hospital Geral de Bonsucesso demonstram o ritmo de atendimento nos diferentes setores da unidade:
- Atendimentos na emergência 24 horas: 41,3 mil registros no total, com média de 4,5 mil por mês (alta de 21% em relação à média de 2025).
- Internações hospitalares: 12,1 mil registros no total, com média de 1,3 mil por mês (crescimento de 19% sobre 2025 e de 88% na comparação com 2024).
- Procedimentos cirúrgicos gerais: 9,8 mil operações realizadas no período, com média de 1,1 mil por mês (aumento de 55% frente a 2025).
- Consultas ambulatoriais especializadas: média de 13,2 mil atendimentos por mês (crescimento de 15,5% em relação a 2025).
“A gente comemora, hoje, aumentar em três vezes o volume de cirurgias do Hospital Bonsucesso, de cerca de 500 para mais de 1,6 mil cirurgias realizadas. O volume de exames, que era em torno de 20 mil, ultrapassou 170 mil. Aumentou duas vezes o volume de internações. Isso aconteceu no Hospital Bonsucesso e nos outros cinco hospitais federais”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio soma 477 leitos reabertos
Instituído pelo Ministério da Saúde em julho de 2024, o Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro reorganizou a gestão de seis unidades na capital fluminense: além do Hospital Geral de Bonsucesso, o programa inclui os hospitais federais do Andaraí, Cardoso Fontes, da Lagoa, de Ipanema e dos Servidores do Estado. No caso específico do Bonsucesso, a administração ficou sob responsabilidade do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), estatal vinculada ao Ministério da Saúde. Em toda a rede, o projeto conta com a parceria da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh, que administra a Rede HU Brasil) e de universidades federais. Desde o início do plano, foram reabertos 477 leitos e contratados 3.239 profissionais de saúde, o que resultou, na comparação com o ano de 2022, em um aumento de 708,5% nos atendimentos de emergência, 38,8% nas internações, 28,7% nas cirurgias e 30,8% nas consultas médicas em toda a rede federal do estado.
“Nós estamos celebrando dois anos de ressuscitação do Hospital Bonsucesso. Esse e os outros hospitais federais do Rio passaram por algo muito grave. Durante um período, eles tinham um comandante político que os levaram a um verdadeiro apagão. E a gente conseguiu ressuscitá-los graças à ação do presidente Lula, à parceria com o município e, no caso do Bonsucesso, o Grupo Hospitalar Conceição, que é um órgão do Ministério da Saúde”, declarou Alexandre Padilha, referindo-se ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao encerrar o pronunciamento sobre a gestão pública da unidade na Zona Norte carioca, o ministro acrescentou: “Nós fincamos a bandeira do SUS aqui, e ninguém nunca mais vai tirá-la desse hospital!”.
Antes da vistoria em Bonsucesso, às 10h da mesma quinta-feira (15), Padilha participou da cerimônia “Gerações do Cuidado — Dia dos Professores e da Educação na Saúde”, realizada no auditório do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento foi organizado pela Ebserh em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação e a Fiocruz, ocorrendo de forma simultânea em outros 14 estados para reconhecer preceptores e docentes que atuam na formação prática dentro do SUS. Em 2026, o Ministério da Saúde destina R$ 3,3 bilhões para financiar bolsas e atividades de 51,5 mil residentes médicos e multiprofissionais em todo o país.
