Flávio e Lula disputam votos de Cury, Renan e Caiado em 4 pesquisas

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Augusto Cury - Reprodução Foto: Augusto Cury - Reprodução

Quatro levantamentos eleitorais dos institutos Quaest, Datafolha, Palver e PoderData divulgados entre quarta-feira (14) e sexta-feira (16) detalham como os eleitores de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) se dividem para o segundo turno presidencial. Juntos, os três candidatos eliminados na primeira etapa da disputa somaram mais de 8,7 milhões de votos, volume que supera a diferença de cerca de 2,2 milhões registrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos (cerca de 56,1 milhões), enquanto Lula alcançou 45,16% (cerca de 53,8 milhões), no resultado mais apertado desde a redemocratização. Os três candidatos que ficaram pelo caminho acumularam 7,31% da preferência do eleitorado: o escritor e psiquiatra Augusto Cury terminou em terceiro lugar com 3.448.569 votos (2,89%), o presidente do partido Missão, Renan Santos, ficou em quarto com 2.675.887 (2,24%), e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado fechou na quinta posição com 2.605.148 votos (2,18%).

Como se dividem os votos de Cury, Renan e Caiado nas pesquisas?

Renan Santos - Instagram
Foto: Renan Santos – Instagram

Os institutos mostram cenários distintos para o destino dos eleitores de Augusto Cury e de Renan Santos, mas convergem ao apontar vantagem de Flávio Bolsonaro na herança política de Ronaldo Caiado. Na pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (14), o público que escolheu Cury apresenta empate técnico, com 34% declarando voto em Lula e 30% em Flávio, além de 30% que pretendem votar em branco, anular ou se abster e 6% de indecisos. Já o levantamento da Palver, publicado na quinta-feira (15), indica ampla vantagem de Lula nesse grupo, por 64% a 32% (com 2% de brancos, nulos ou abstenções e 2% de indecisos), enquanto o PoderData, divulgado na sexta-feira (16), aponta liderança de Flávio entre os eleitores do escritor por 47% a 36%, com 13% de brancos ou nulos e 5% de indecisos.

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A divergência entre os levantamentos também aparece na análise do eleitorado de Renan Santos. Enquanto a Palver registra empate exato de 41% a 41% entre Lula e Flávio Bolsonaro nesse segmento (com 18% de brancos, nulos ou abstenções), a Quaest aponta que 40% migram para o candidato do PL, 14% escolhem o petista, 43% indicam voto em branco, nulo ou abstenção e 3% estão indecisos. O PoderData segue linha semelhante à da Quaest ao mostrar Flávio com 46% da preferência dos votantes de Renan, contra 24% de Lula, 24% de brancos ou nulos e 5% de indecisos.

Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, os três institutos que separaram os dados por candidato confirmam a liderança de Flávio Bolsonaro. Na Quaest, o senador recebe 42% dos votos desse grupo, contra 23% de Lula, 33% de brancos, nulos ou abstenções e 2% de indecisos. Na Palver, o placar favorável ao candidato do PL é de 61% a 35% (2% de brancos ou nulos e 1% indeciso), e no PoderData a vantagem de Flávio sobre o atual presidente é de 50% a 30%, com 10% de brancos ou nulos e 10% de indecisos.

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O Datafolha, divulgado na quinta-feira (15), avaliou em conjunto os eleitores de quatro candidatos derrotados no primeiro turno, englobando os votantes de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema (Novo). Nesse recorte agrupado, 46% migram para Flávio Bolsonaro, 27% vão para Lula, 23% optam por voto em branco ou nulo e 5% permanecem indecisos. Dentro dessa parcela do eleitorado, 76% afirmam estar totalmente decididos sobre a escolha para o segundo turno, enquanto 22% declaram que ainda podem mudar de ideia.

Cenário geral entre Flávio Bolsonaro e Lula e dados técnicos

Na disputa global pelo Palácio do Planalto, a Quaest apontou Flávio Bolsonaro com 46% dos votos totais e Lula com 44%. O Datafolha registrou 51% dos votos válidos para Flávio e 49% para Lula (47% a 45% nos votos totais). A Palver marcou 50% dos votos totais para o senador e 49% para o presidente, enquanto o PoderData indicou empate numérico de 50% a 50% nos votos válidos (47% a 47% nos totais). Todos os levantamentos têm nível de confiança de 95% e estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

  • Quaest (registro BR-08729/2026): 2.154 entrevistas presenciais entre sábado (10) e terça-feira (13), com margem de erro de 2 pontos percentuais.
  • Datafolha (registro BR-00466/2026): 2.520 entrevistas presenciais na terça-feira (13) e na quarta-feira (14), com margem de erro de 2 pontos percentuais.
  • Palver (registro BR-08028/2026): 5.000 entrevistas pela internet entre sábado (10) e terça-feira (13), com margem de erro de 2,3 pontos percentuais.
  • PoderData/Aya (registro BR-04258/2026): 3.000 entrevistas por telefone entre terça-feira (13) e quinta-feira (15), com margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Posicionamento de Caiado, Cury e Renan no segundo turno

Nenhum dos três principais candidatos derrotados no primeiro turno declarou apoio à reeleição de Lula. Flávio Bolsonaro recebeu o endosso formal de Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema (que teve 0,27% dos votos válidos em 4 de outubro de 2026), além de siglas como União Brasil, PP, Republicanos, Novo e Podemos. Caiado oficializou sua aliança em 6 de outubro de 2026, durante evento em Goiânia, apesar de a direção nacional de seu partido, o PSD, ter optado pela neutralidade. “Goiás vai dar a maior vitória ao Flávio Bolsonaro nessa eleição. A mobilização vai ser em tempo integral”, afirmou o ex-governador.

Augusto Cury anunciou seu apoio ao candidato do PL em 8 de outubro de 2026, após conversa por videochamada e a assinatura de uma carta com oito compromissos programáticos nas áreas de saúde, educação, economia e proteção às mulheres, incluindo a defesa do fim da reeleição. “Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, declarou o escritor.

Renan Santos recusou apoiar qualquer um dos dois finalistas e liberou seus eleitores. “Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”, disse o dirigente do Missão. Embora tenha descartado campanha para o PT, ele avaliou em entrevista na quarta-feira (14) que o risco de concentração de poder no Congresso seria superior em uma eventual gestão do PL. “Eu acho, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque com o Lula, se o Lula ganhar a eleição, o Lula não tem poder pra passar PEC, pra passar nada”, afirmou. O segundo turno da eleição presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula será realizado em 25 de outubro de 2026.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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