Café reduz em 42% a chance de disfunção erétil no consumo moderado

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Mulher, xícara de café Foto: Mulher, xícara de café - Bignai/ Shutterstock.com

O consumo diário moderado de cafeína está associado a uma probabilidade até 42% menor de disfunção erétil, segundo estudo do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston (UTHealth Houston), nos Estados Unidos. A ingestão excessiva da substância acima de 400 miligramas por dia, por outro lado, provoca ansiedade, palpitações e insônia, condições que prejudicam o humor e a vida sexual.

A pesquisa avaliou mais de 3.700 homens de 20 anos ou mais a partir de dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), levantamento nacional de saúde e nutrição dos Estados Unidos. Os resultados mostram que a associação positiva ocorre no hábito diário moderado, mas beber café imediatamente antes de uma relação íntima não garante aumento do desejo nem melhora no desempenho.

Estudo da UTHealth Houston detalha o efeito da cafeína na circulação

Conduzido pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston e publicado na revista científica PLOS ONE em 2015, o levantamento investigou como diferentes faixas de ingestão de cafeína se relacionam com a saúde sexual masculina. Os pesquisadores apontaram que a substância pode desencadear o relaxamento de artérias e da musculatura lisa cavernosa do pênis, estrutura interna responsável pelo enchimento de sangue durante a ereção, o que melhora o fluxo sanguíneo na região. Apesar da correlação identificada nos dados estatísticos, os cientistas ressaltam que o hábito de tomar café não previne nem serve como tratamento médico para a disfunção erétil.

A redução na probabilidade de relatar o problema foi observada inclusive entre participantes com sobrepeso, obesidade e hipertensão arterial. A exceção ocorreu no grupo de pacientes diagnosticados com diabetes, condição metabólica que afeta os vasos sanguíneos e os nervos.

O autor principal do estudo e professor assistente na Escola de Saúde Pública da UTHealth Houston à época da publicação, David Lopez, explicou essa diferença nos resultados. “Embora tenhamos visto uma redução na prevalência de disfunção erétil em homens obesos, com sobrepeso e hipertensos, isso não ocorreu em homens com diabetes. O diabetes é um dos fatores de risco mais fortes para a disfunção erétil, então isso não foi surpreendente”, afirmou Lopez, em tradução livre.

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Limites diários da FDA e percentuais observados na pesquisa

Órgãos reguladores como a Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, e instituições médicas como a Mayo Clinic estabelecem parâmetros específicos de segurança para o consumo da substância por diferentes perfis de adultos. Os números do estudo de Houston e das diretrizes de saúde dividem-se nas seguintes referências diárias:

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  • Consumo de 85 mg a 170 mg de cafeína por dia (equivalente a duas ou três xícaras de café): redução de 42% na probabilidade de relatar disfunção erétil, em comparação a quem ingere de 0 a 7 mg diários.
  • Consumo de 171 mg a 303 mg de cafeína por dia: redução de 39% na probabilidade de relatar disfunção erétil no mesmo levantamento.
  • Limite de 400 miligramas por dia: teto seguro recomendado pela FDA para a maioria dos adultos saudáveis, volume que corresponde a cerca de quatro xícaras de café coado ou de duas a três xícaras de 355 ml, variando conforme o método de preparo.
  • Limite de menos de 200 mg por dia: restrição geralmente indicada mediante consulta médica para gestantes, mulheres que tentam engravidar e lactantes, segundo a Mayo Clinic e a FDA.
  • Concentração em pó ou líquido: alerta de toxicidade emitido pelos órgãos de saúde, visto que uma única colher de chá de cafeína em pó equivale a cerca de 28 xícaras de café comum.

Consumo acima de 400 mg de cafeína afeta o sono e a resposta sexual

A cafeína atua diretamente como estimulante do sistema nervoso central, mecanismo que eleva o estado de alerta e reduz de forma temporária a sensação de fadiga física e mental. Essa elevação de energia, contudo, não se converte automaticamente em maior libido. Em indivíduos com maior sensibilidade à substância ou que ultrapassam a margem diária recomendada, o estímulo provoca nervosismo, inquietação, aumento da frequência cardíaca, palpitações e quadros de ansiedade, reações físicas que dificultam a concentração e o relaxamento necessários durante um encontro íntimo.

Outro impacto direto do excesso de café recai sobre a qualidade do sono. A dificuldade para dormir aumenta o cansaço acumulado e altera o humor ao longo do dia, dois fatores que reduzem o interesse sexual. Para adultos que notam interferência no descanso noturno, a orientação descrita nas referências de saúde em 23 de outubro de 2026 é diminuir a ingestão da bebida, especialmente nos períodos da tarde e da noite, ajustando a quantidade à tolerância individual ao observar sinais físicos de desconforto.

Chá de menta e bebidas alcoólicas antes de encontros íntimos

Não há comprovação científica de que uma bebida específica garanta o aumento do desejo ou um melhor desempenho na cama. Embora o champanhe e o vinho tinto sejam culturalmente associados a encontros românticos, nenhuma das duas bebidas possui propriedades afrodisíacas atestadas. O consumo de álcool, na prática, pode prejudicar o julgamento e comprometer a própria resposta sexual do organismo.

Para pessoas que apresentam sensibilidade à cafeína ou episódios de nervosismo após tomar café, a substituição por opções sem estimulantes é o caminho indicado antes de momentos de intimidade. Entre as bebidas quentes livres da substância, o chá de menta figura como alternativa para evitar os efeitos colaterais de agitação e insônia.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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