Desenvolvedor lança Metroid Dread Recomp e executa jogo no Windows sem emulador

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Metroid Dread - Reprodução Foto: Metroid Dread - Reprodução

O projeto não oficial Metroid Dread Recomp recebeu a atualização 0.2.0 nesta sexta-feira (23), após a estreia da versão preliminar na quinta-feira, 22 de outubro de 2026. Disponibilizado gratuitamente no GitHub pelo desenvolvedor identificado como yozander2009-stack, o programa converte o jogo de Nintendo Switch em um executável nativo para computadores com Windows, sem o uso de emuladores tradicionais, e libera taxas de até 240 quadros por segundo (FPS).

“Um programa de Windows que transforma sua própria cópia de Metroid Dread 2.1.0 em um jogo nativo de PC. Nenhum arquivo, chave ou firmware da Nintendo está incluído: a primeira inicialização verifica seus arquivos extraídos do jogo e os compila no seu PC com o GCC embutido (alguns minutos, cerca de 7 GB de espaço)”, afirmou o desenvolvedor yozander2009-stack, em tradução livre, na página de lançamentos do GitHub. A conversão utiliza a ferramenta de recompilação estática SwitchRecomp, criada pela MZ Labs sob licença Apache-2.0, que traduz as instruções ARM64 do console para código C e compila o software na máquina do usuário com o compilador GCC 14.2.0 incluso no pacote.

Atualização 0.2.0 de Metroid Dread Recomp adiciona mira com mouse e correções

O pacote 0.2.0 liberado nesta sexta-feira (23) introduziu o suporte a mira livre com o mouse no computador. A mecânica permite direcionar os disparos da personagem Samus movimentando o periférico enquanto o botão de mira permanece pressionado. A versão também adicionou um contador de quadros na tela, uma opção para pular qualquer cena cinematográfica (cutscene) já na primeira campanha ao segurar o botão ‘-‘ e uma ferramenta que inclui o jogo na biblioteca da Steam como um aplicativo externo com ícone próprio.

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Nos ajustes técnicos, a atualização estabilizou o tempo de exibição em 33,3 milissegundos (ms) por quadro nas cenas limitadas a 30 FPS em monitores de alta taxa de atualização, eliminando engasgos causados pela variação anterior de 17 ms a 42 ms. O código corrigiu ainda padrões pontilhados na iluminação ao rodar em resolução 4x e passou a emular o efeito de reverberação do áudio, que na versão 0.1.0 tocava seco e com volume quatro vezes mais alto.

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Para a parte visual, o software permite escolher entre dois sistemas de renderização. A opção recomendada pelo criador é o OpenGL 4.3, enquanto a alternativa utiliza Vulkan nativo experimental, derivado do renderizador ScarletNX (sob licença GPL-3.0), que traz código para a tecnologia de reconstrução de imagem DLSS no repositório. O menu de configurações também habilita filtragem anisotrópica, antialiasing, compilação prévia de shaders e exibição de telas de carregamento e cenas cinematográficas a 60 FPS.

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Quais são os requisitos e especificações do Metroid Dread Recomp no PC?

“O jogo em si usa cerca de 2,7 GB de memória, mais cerca de 1 GB para o tempo de execução, código e driver gráfico: 8 GB de RAM recomendados. PCs com 4 GB rodam, mas pausam por muito mais tempo nos carregamentos. Gráficos OpenGL 4.3. Gráficos integrados Intel Iris Xe mantêm 60 FPS na maior parte do jogo em 1x”, declarou yozander2009-stack, em tradução livre, nas notas da versão 0.2.0. O repositório também guarda scripts para gerar versões voltadas ao sistema Linux e ao portátil Steam Deck.

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  • Sistema operacional exigido: Windows 10 ou Windows 11 de 64 bits.
  • Armazenamento: aproximadamente 7 GB de espaço livre em disco para o processo de compilação inicial.
  • Proporções de tela compatíveis: suporte nativo a monitores ultrawide nos formatos 16:10 e 21:9.
  • Taxa de quadros: limite configurável pelo jogador na faixa de 60 a 240 FPS.
  • Controles suportados nativamente: Xbox, Nintendo Switch Pro Controller, Joy-Con, DualShock 4, DualSense e modelos da marca 8BitDo.
  • Arquivo base obrigatório: cópia própria extraída de Metroid Dread na versão 2.1.0, contendo as pastas ExeFS e RomFS, verificada via manifesto criptográfico SHA-1.

Instalação, gerenciamento de mods e antecedentes de Metroid Dread

A configuração inicial requer que o jogador abra o executável do projeto e aponte o diretório com os arquivos extraídos de sua cópia do jogo. Uma interface integrada, acessível na tela inicial ou durante a partida pela tecla F1 e pelo botão Home ou Guide do controle, concentra os ajustes do programa. Por esse painel, o usuário gerencia pacotes de texturas e modificações (mods), faz cópias de segurança dos arquivos de progresso (saves) e baixa pacotes de ícones de botões da plataforma GameBanana com um clique.

Nas notas da versão 0.2.0 no GitHub, o responsável pelo projeto incluiu um aviso informando que ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas no desenvolvimento. Na comunidade Reddit, usuários registraram relatos iniciais de falhas com a mensagem de erro “no ExeFs found” ao tentar localizar os diretórios obrigatórios durante a instalação. Ainda não há testes de desempenho independentes que comprovem que toda a campanha do jogo pode ser concluída do início ao fim sem travamentos ou erros graves nas versões 0.1.0 e 0.2.0.

Desenvolvido pelo estúdio MercurySteam e publicado originalmente pela Nintendo em 2021, Metroid Dread saiu como título exclusivo do Nintendo Switch, onde opera de fábrica a 60 FPS. A adaptação por recompilação estática segue outros projetos criados pela comunidade para a mesma franquia, como o Metroid Prime Hunters Recomp, lançado em agosto de 2026. No repositório do projeto atual, o desenvolvedor classifica as compilações de numeração 0.x como prévias públicas de teste que antecedem o lançamento da versão 1.0.0 planejada.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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