Monitores OLED somam 6,1 milhões de painéis enviados em 2026

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Samsung TV OLED S85H - Samsung/Divulgação Foto: Samsung TV OLED S85H - Samsung/Divulgação

A consultoria de pesquisa de mercado Omdia projeta que os envios globais de painéis para monitores OLED alcançarão 6,1 milhões de unidades no acumulado de 2026. O volume divulgado no relatório de 8 de outubro de 2026, em Londres, no Reino Unido, representa um crescimento de 79% em relação a 2025 e vem acompanhado de reduções superiores a 40% nos preços ao consumidor.

Para 2027, o levantamento estima que as remessas mundiais subam para 7,5 milhões de unidades, impulsionadas pela adesão de novas marcas e pelo barateamento contínuo dos componentes nas lojas.

Como ficam os preços dos monitores OLED até 2027?

Samsung TV OLED S95H - Samsung/Divulgação
Foto: Samsung TV OLED S95H – Samsung/Divulgação

O aumento na oferta de telas já reduziu os valores cobrados no varejo ao longo de 2026, especialmente nos modelos voltados ao público gamer com especificações intermediárias e avançadas, o que contrasta com os patamares registrados nos primeiros lançamentos dessa categoria anos atrás, quando os equipamentos custavam mais que o triplo das faixas projetadas para o próximo ciclo anual de vendas.

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  • Monitores gamer OLED de 27 polegadas (240 Hz): queda acumulada superior a 40% ao longo de 2026.
  • Modelos OLED de entrada em 2027: preço estimado próximo da faixa de US$ 300 (cerca de R$ 1.515,80).
  • Monitor LG UltraGear 27GR95QE (240 Hz): lançado no fim de 2022 por quase US$ 1.000 (cerca de R$ 5.052,65).
  • Monitor Alienware AW3226Q (32 polegadas, 4K): comercializado por US$ 699,99 (cerca de R$ 3.536,80), cerca do dobro do valor dos modelos OLED premium no primeiro semestre de 2026.

Segundo dados da própria Omdia divulgados em setembro de 2026, o faturamento desse setor acompanha a expansão física das remessas. A receita global de painéis OLED para monitores cresceu 74% em 2025, movimentando cerca de US$ 2,8 bilhões, e tem previsão de atingir US$ 3,6 bilhões no fechamento de 2026, uma alta anual de 30%.

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TCL China Star entra na disputa de painéis OLED com impressão a jato de tinta

O fornecimento global de telas para monitores OLED, historicamente concentrado nas sul-coreanas Samsung Display e LG Display, ganhou um novo concorrente em 2026 com a entrada da fabricante chinesa TCL China Star (TCL CSOT). A empresa iniciou no terceiro trimestre de 2026, a partir de sua fábrica G5.5, o envio de painéis UHD (4K) de 27 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz destinados a um monitor da MSI voltado a criadores de conteúdo.

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O diferencial produtivo da TCL China Star é o método de impressão a jato de tinta, conhecido pela sigla IJP OLED (Inkjet Printing OLED, tecnologia que aplica os materiais emissores de luz diretamente no substrato e dispensa o processo tradicional de evaporação em câmara a vácuo). De acordo com a fabricante, a técnica permite aproveitar até 90% dos insumos luminosos, aproximadamente o dobro dos sistemas antigos, e pode cortar o custo de fabricação em cerca de 20%, embora ainda não haja definição de quanto dessa economia chegará ao preço final nas lojas.

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O passo seguinte da companhia chinesa já tem cronograma definido para o fim da década. “A nova fábrica de IJP OLED Gen 8.6 da TCL China Star está programada para iniciar a produção em 2028, com planos para painéis maiores, incluindo tamanhos de 32 e 34 polegadas e ofertas de taxa de atualização de até 700 Hz. Projeta-se que a instalação torne a TCL China Star a primeira empresa a produzir em massa painéis de monitor IJP OLED em uma fábrica Gen 8.6”, afirmou a Omdia no relatório, em tradução livre.

Instalada em Guangzhou, na China, a unidade Gen 8.6 (T8) mirará telas de alta velocidade, mas os 700 Hz previstos para 2028 não representam o recorde absoluto de velocidade do setor. A LG Display já produz um painel OLED de 24,5 polegadas com resolução 1080p e taxa de 720 Hz, componente utilizado no monitor ASUS ROG Swift OLED PG259QWS Ace, além de equipar o modelo ROG Swift PG27AQWP-W, que atinge os mesmos 720 Hz quando operado em modo duplo de menor resolução.

ASUS lidera compras globais de painéis OLED em 2026

A expansão das linhas de produtos para além do público de jogos eletrônicos tem levado fabricantes tradicionais e marcas estreantes, como HKC, KTC e Gigabyte, a ampliarem seus catálogos corporativos e profissionais em 2026. Na feira CES, realizada em janeiro, a Gigabyte apresentou quatro monitores gamer com a tecnologia, incluindo o modelo 4K MO32U24 e o ultrawide MO34WQC36, enquanto a MSI exibiu telas QD-OLED (painéis que combinam diodos orgânicos com pontos quânticos) na linha profissional Pro Max durante a Computex.

Apesar do avanço no uso para trabalho de escritório e edição, o efeito de burn-in — retenção permanente de imagens estáticas na tela após longos períodos exibindo os mesmos elementos, como barras de tarefas e janelas fixas — permanece como um ponto de atenção técnica no desgaste natural dos equipamentos, mesmo com as proteções implementadas nas gerações atuais de monitores.

A distribuição das compras mundiais de painéis em 2026 mostra o peso das principais montadoras no escoamento das 6,1 milhões de unidades projetadas:

  • ASUS: 1º lugar isolado, com 23% de participação nas remessas globais de painéis OLED em 2026.
  • MSI: 2º lugar, com 14% das compras mundiais do setor.
  • Samsung e TPV (controladora das marcas de monitores Philips e AOC): empatadas com 12% de participação cada.
  • LG Electronics, Dell, Acer e Lenovo: completam o grupo das oito maiores compradoras globais de painéis OLED para monitores em 2026.

Sobre os painéis de 32 e 34 polegadas que a TCL China Star planeja produzir a partir de 2028, ainda não foram reveladas as resoluções nativas exatas dos equipamentos nem a confirmação técnica se a taxa de atualização de até 700 Hz funcionará na resolução máxima nativa ou apenas por meio de modo duplo (dual-mode) com redução de resolução.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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