Orionídeas seguem até 7 de novembro com rastros visíveis a olho nu

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Meteoro da chuva Orionídeas - Brocken Inaglory/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) Foto: Meteoro da chuva Orionídeas - Brocken Inaglory/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A chuva de meteoros Orionídeas atingiu o pico de atividade na madrugada de quarta-feira (21), quando a Terra cruzou a região mais densa de fragmentos deixados pelo cometa Halley. O fenômeno ocorreu em meio a uma sequência de eventos celestes de outubro, que incluiu aproximações visuais da Lua com Marte e Júpiter e a passagem por quatro fases lunares.

A órbita periódica do cometa 1P/Halley espalha partículas de rocha e gelo pelo espaço. Quando a Terra atravessa essa esteira, esses fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e queimam, formando as linhas luminosas vistas do chão. Em 2026, a passagem da Terra pela esteira ocorreu entre 2 de outubro e 7 de novembro de 2026, período em que a parte mais densa dos detritos é atravessada.

Chuvas de meteoros Orionídeas - cebergpicture/ istockphoto.com
Foto: Chuvas de meteoros Orionídeas – cebergpicture/ istockphoto.com

A observação do pico foi prejudicada pela luz da Lua. Na madrugada de maior concentração de meteoros, o satélite estava na fase crescente avançada, com luminosidade acima de 70%. Esse brilho ofuscou os rastros de menor intensidade e reduziu a visibilidade para quem observava da superfície.

Como observar a chuva sem telescópio e onde olhar no céu

Para ver as Orionídeas não é preciso telescópio nem binóculo, mas a madrugada precisa ter céu limpo. A recomendação foi buscar regiões rurais ou pontos com pouca luz artificial nas cidades, para que os olhos se adaptem ao escuro nas horas antes do nascer do Sol.

O olhar deve se voltar para a constelação de Órion, ponto radiante de onde os meteoros parecem se propagar. Mesmo com a Lua iluminada, os traços mais brilhantes continuaram perceptíveis a olho nu nos quadrantes mais escuros do firmamento. A janela indicada pelo Observatório Nacional começou por volta de 1h40 e seguiu até o amanhecer.

Marte e Júpiter aparecem perto da Lua no começo de outubro

Os alinhamentos visuais da Lua com dois planetas ocorreram entre 4 e 6 de outubro de 2026. Na madrugada de 5 de outubro, antes do amanhecer, o satélite surgiu ao lado de Marte, na direção do horizonte leste.

No dia 6 de outubro, a Lua exibiu um disco fino em fase minguante, com 20% de iluminação, emparelhado com Júpiter. O maior planeta do Sistema Solar tinha forte brilho no céu matutino nos momentos prévios ao nascer do dia.

A proximidade observada da Terra é um efeito visual, criado pelo ponto de observação. No espaço real, centenas de milhões de quilômetros separam a Lua de Marte e de Júpiter, e as órbitas desses corpos seguem sem alteração gravitacional mútua.

Datas e horários das fases da Lua em outubro

As mudanças nas faces visíveis da Lua acontecem em horários definidos pelo alinhamento entre o Sol, a Terra e o satélite ao longo da translação lunar. Veja as quatro fases registradas no mês:

  • Quarto minguante: 3 de outubro de 2026, às 10h25
  • Lua nova: 10 de outubro de 2026, às 12h50
  • Quarto crescente: 18 de outubro de 2026, às 13h13
  • Lua cheia: 26 de outubro de 2026, às 01h12

O ápice de iluminação da Lua cheia ocorreu no começo da segunda-feira (26). Na noite de domingo (25), o disco já aparecia totalmente iluminado na subida pelo horizonte.

Por que a Lua cheia de 26 de outubro não é superlua

A classificação de superlua exige que a fase cheia coincida com o perigeu, o momento em que a Lua atinge o trecho de máxima aproximação da Terra ao percorrer sua órbita elíptica. Sem essa coincidência, o evento não entra na definição científica, por mais brilhante que pareça no horizonte. A Lua cheia de outubro passou por esse critério e ficou fora da faixa considerada para o fenômeno, o que afastou a classificação.

  • Faixa de distância para superlua no perigeu: 356 mil a 363 mil quilômetros
  • Distância da Lua na cheia de 26 de outubro de 2026: cerca de 369 mil quilômetros

O perigeu de outubro ocorrerá apenas na quarta-feira (28), dois dias após o ápice da iluminação lunar. O calendário oficial da astronomia prevê a próxima superlua para 24 de novembro de 2026.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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