Barbara Barrie morre aos 95 anos nos EUA após câncer terminalPor Carolina Costa
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A atriz norte-americana Barbara Barrie morreu na quarta-feira (28), aos 95 anos, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, após recorrer ao procedimento de morte medicamente assistida decorrente de um diagnóstico de câncer terminal. Com carreira que atravessou seis décadas no cinema, no teatro e na televisão, a artista conquistou indicações aos principais prêmios da indústria do entretenimento, incluindo o Oscar, o Emmy e o Tony.
A decisão médica ocorreu em decorrência do agravamento de seu quadro de saúde. Em 2014, a artista havia tornado público o diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática, enfermidade degenerativa crônica que causa o surgimento de cicatrizes no tecido pulmonar e reduz de forma contínua a capacidade respiratória. Antes disso, no início da década de 1990, ela também enfrentou tratamento contra um câncer retal.
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Indicação ao Oscar e prêmio histórico no Festival de Cannes
A estreia da atriz no cinema aconteceu no longa-metragem “Assim Caminha a Humanidade”, lançado em 1956. Anos depois, a carreira cinematográfica atingiu projeção mundial com a produção dramática “Uma Batata, Duas Batatas”, de 1964, papel que assegurou a ela o troféu de melhor atriz no tradicional Festival de Cannes, na França.
O ponto mais alto de visibilidade na Academia de Hollywood ocorreu pelo papel no filme “O Vencedor”, de 1979. Na história, a artista deu vida à mãe do protagonista, recebendo a indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante em uma edição em que o longa somou cinco indicações.
Trajetória nos palcos da Broadway e produções na televisão americana
Nos palcos teatrais, a consagração se consolidou na montagem original do musical “Company”, concebido por Stephen Sondheim e lançado na Broadway em 1970. Ao interpretar a personagem Sarah, ela recebeu a indicação ao prêmio Tony na categoria de melhor atriz coadjuvante em musical.
O trabalho em séries de televisão incluiu produções televisivas exibidas entre as décadas de 1960 e 2000, como “Além da Imaginação”, “The Defenders”, “Naked City”, “The Alfred Hitchcock Hour”, “Barney Miller” e “Suddenly Susan”. Pela atuação dramática na televisão, foi indicada ao Emmy por episódios das séries “Law & Order”, “Law & Order: SVU” e pela versão televisiva da obra “Breaking Away”.
A artista deixa os filhos Aaron Harnick e Jane Harnick, além de três netas. O produtor Jay Harnick, com quem foi casada, faleceu no ano de 2007.
Legislação sobre morte assistida no Brasil e no cenário internacional
O procedimento de morte assistida, no qual a própria pessoa administra a substância indicada, e a eutanásia, em que a dosagem letal é aplicada por intervenção profissional médica, são tipificados como crimes com pena de reclusão pelo Código Penal brasileiro.
Nos Estados Unidos, a regulamentação depende da legislação própria de cada unidade federativa. O acesso ao método é legalizado em estados como Nova York, Oregon, Washington, Montana, Vermont, Califórnia, Colorado, Havaí, Nova Jersey, Maine e Novo México, além do Distrito de Columbia. No continente americano, Canadá e Colômbia mantêm legislações federais permissivas.
Na Europa, a prática é autorizada na Suíça, Áustria, Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Espanha. Na Austrália, leis estaduais regulam e autorizam o procedimento na Austrália Ocidental, Tasmânia, Austrália Meridional, Queensland e Nova Gales do Sul.















