Suspeito de matar o próprio irmão por divergência política em bar é liberadoPor Maria
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Laércio Antônio da Silva, de 60 anos, suspeito de assassinar o próprio irmão a tiros dentro de um estabelecimento comercial na comunidade Santa Marta, zona rural do município de Paranaíta, a 850 km de Cuiabá, apresentou-se à delegacia da Polícia Civil nesta terça-feira (03) acompanhado de seu advogado de defesa e acabou liberado após a conclusão de seu depoimento formal. A vítima do ataque armado foi identificada como Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, que não resistiu aos ferimentos provocados por projéteis de arma de fogo e morreu no próprio local da ocorrência no domingo (01). A equipe de investigação instaurou inquérito para esclarecer se uma discussão originada por divergência política serviu como estopim definitivo para o cometimento do homicídio qualificado.
A autoridade policial responsável pelo atendimento explicou que a soltura imediata de Laércio ocorreu em rigorosa consonância com os preceitos do Código de Processo Penal brasileiro. Como o investigado compareceu à repartição pública espontaneamente dois dias depois do episódio, a janela cronológica que caracteriza a situação de flagrante delito já havia transcorrido por completo. Do mesmo modo, o Poder Judiciário estadual ainda não havia expedido mandado de prisão preventiva ou de detenção temporária contra ele, quadro processual que impõe a concessão de liberdade para responder aos atos da persecução criminal inicial.
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Dinâmica da discussão no bar de Paranaíta e localização do veículo em Alta Floresta
O relato oficial estruturado no boletim de ocorrência detalha que Laércio já se encontrava nas dependências do bar antes da chegada de seu familiar. De acordo com o depoimento colhido junto ao proprietário do comércio, o suspeito havia ingerido aproximadamente três latas de cerveja momentos antes de Gilmar entrar no espaço. Assim que avistou o parente, o investigado passou a desferir uma série de ofensas verbais contundentes, criando uma atmosfera imediata de hostilidade no ambiente público.

Gilmar permaneceu em silêncio diante dos xingamentos e tomou a iniciativa de se levantar para se retirar do estabelecimento, procurando conter o agravamento do atrito. Nesse exato instante, Laércio empunhou um revólver que mantinha escondido junto ao corpo e efetuou múltiplos disparos diretamente contra o irmão desarmado. Os ferimentos atingiram regiões vitais da vítima, impedindo qualquer chance de prestação de socorro médico de urgência pelos frequentadores locais.
Em seguida aos tiros, o atirador entrou em sua caminhonete particular e fugiu em alta velocidade tomando rumo ignorado pelas estradas do norte mato-grossense. As diligências de busca iniciadas pela Polícia Militar resultaram, poucas horas depois, na localização do veículo automotor abandonado no bairro Renascer, localizado no município vizinho de Alta Floresta. O automóvel recolhido foi submetido a exame pericial papiloscópico e balístico da Perícia Oficial e Identificação Técnica com o propósito de recolher impressões digitais e outros vestígios probatórios da fuga.
Assassinato de policial civil aposentado e prisões na região de Campo Novo do Parecis
O assassinato ocorrido em Paranaíta compõe um rol mais amplo de inquéritos policiais instaurados para apurar crimes violentos com possível conotação ideológica e eleitoral no território de Mato Grosso. Na cidade de Campo Novo do Parecis, situada a 400 km de Cuiabá, o policial civil aposentado Emilson Ormond Souza, de 56 anos, foi executado a tiros em plena via pública, em frente a um bar localizado na movimentada Avenida Brasil, também durante o encerramento do último final de semana.
Emilson dedicou 24 anos ininterruptos de serviços à estrutura da Polícia Civil mato-grossense antes de passar para a inatividade funcional. Conforme as averiguações conduzidas pelos delegados da região, o atirador de 59 anos aproximou-se em uma caminhonete, estacionou próximo aos clientes e dirigiu aos presentes uma pergunta direta sobre posicionamento político. Logo após ouvir a réplica dos ocupantes da mesa, o condutor sacou uma arma de fogo e iniciou os disparos indiscriminados contra o grupo indefeso.
Os frequentadores correram desesperadamente em busca de abrigo nas estruturas vizinhas para tentar escapar da trajetória dos projéteis. O policial aposentado tentou reagir sacando seu revólver funcional para repelir o ataque, mas acabou alvejado no tórax antes de conseguir disparar com eficácia. Emilson sucumbiu aos ferimentos, enquanto uma segunda pessoa que assistia à cena foi ferida no pé por estilhaços e recebeu atendimento médico em uma unidade hospitalar. O atirador empreendeu fuga logo após os tiros, vindo a ser capturado e autuado pelas equipes policiais na segunda-feira (26).
Tragédia entre irmãos na capital e custódia hospitalar determinada pela Justiça
Outro episódio de extrema violência armada entre membros da mesma família mobilizou as equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa na comunidade rural Barra do Forte, vinculada ao Distrito da Guia, em Cuiabá. Os irmãos Gerson de Souza, de 41 anos, e Braulino de Souza, de 48 anos, morreram baleados após travarem uma intensa contenda armada iniciada nas imediações de um bar no dia 24 de outubro.
Um terceiro irmão envolvido no entrevero, Joelson de Souza, de 43 anos, acabou alvejado por três projéteis ao longo do confronto e precisou de transporte urgente para as dependências do Hospital Municipal de Cuiabá. A equipe médica submeteu o paciente a intervenções cirúrgicas complexas, e o quadro clínico foi estabilizado sem risco iminente de morte. De acordo com o delegado Marcelo Carvalho, mesmo internado e sob cuidados hospitalares, Joelson recebeu voz de prisão em flagrante por porte ilegal de arma e participação direta no tiroteio coletivo.
Depoimentos prestados por parentes próximos e por testemunhas oculares que presenciaram os primeiros instantes da briga sustentaram a versão de que o desentendimento decorreu de suposta divergência política entre os irmãos. O delegado Marcelo Carvalho pontuou, contudo, que os familiares já nutriam históricos anteriores de conflitos interpessoais graves, o que torna imperativo investigar se a motivação partidária funcionou apenas como catalisador circunstancial de um litígio doméstico pré-existente.
Disparos efetuados por parlamentar municipal durante celebração em General Carneiro
O cenário de tensão eleitoral verificado no estado alcançou também o município de General Carneiro, a 442 km de Cuiabá. Na noite de domingo, o vereador Marcos Aurélio Bento Pena, filiado ao Movimento Democrático Brasileiro, foi preso em flagrante delito sob a acusação de realizar disparos com arma de fogo em direção a um grupo de pessoas concentrado em uma lanchonete da cidade.
Os cidadãos presentes comemoravam o resultado das urnas relativo ao pleito presidencial quando foram surpreendidos pelos estampidos. Segundo o registro confeccionado pela Polícia Militar, os tiros partiram diretamente da janela do imóvel residencial do parlamentar, situado em frente ao estabelecimento comercial. Uma mulher que integrava a plateia comemorativa foi ferida durante a ação armada e precisou de socorro médico ambulatorial, sem que houvesse constatação de mortes no incidente.
As apurações policiais em todas as regiões mencionadas continuam em andamento regular para a juntada de exames periciais, laudos de necropsia e relatórios de inteligência. No caso do município de Paranaíta, o inquérito que apura o assassinato de Gilmar Rodrigues da Silva será finalizado e remetido ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso tão logo os laudos da perícia forense sobre a caminhonete e os projéteis sejam formalmente concluídos pelas autoridades competentes.














