Paciente toca violão em cirurgia no cérebro: Fábio Reis morre aos 51 anos após luta contra glioma em PompeiaPor Carolina Costa
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O supervisor de engenharia Fábio Aparecido Pereira dos Reis, de 51 anos, morreu na segunda-feira (02/11/2026) em decorrência de complicações no tratamento contra um câncer agressivo no cérebro. Ele ficou conhecido nacionalmente após tocar violão e cantar o clássico “Tempo Perdido”, da banda Legião Urbana, enquanto passava por uma cirurgia de remoção de tumor na Santa Casa de Marília, no interior de São Paulo.
O sepultamento ocorreu na manhã de terça-feira (03/11/2026), no Cemitério Municipal de Pompeia (SP), município onde residia com a família. Fábio enfrentava o avanço de um glioma, tumor cerebral maligno diagnosticado no início de setembro de 2026. A música, que sempre foi sua paixão em encontros familiares e apresentações informais em bares, serviu como elemento fundamental para guiar os médicos durante a intervenção neurológica de alta complexidade.
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Descoberta do glioma e internação urgente na Santa Casa de Marília
A rotina da família mudou de forma repentina poucas semanas antes do procedimento hospitalar. No fim de agosto, o supervisor começou a relatar episódios recorrentes de dores de cabeça intensas, lapsos de memória, confusão mental e alterações no padrão de fala.
Consultas com cardiologistas e neurologistas antecederam o agravamento do quadro clínico. Após passar uma semana afastado do emprego, ele apresentou desorientação acentuada e foi levado às pressas até a Santa Casa de Marília pela esposa, Edineuza Reis, de 55 anos.
Uma tomografia computadorizada realizada no hospital identificou a presença da massa tumoral expansiva no cérebro. Os médicos transferiram o paciente imediatamente para a Unidade de Terapia Intensiva com o objetivo de reduzir o inchaço cerebral antes da operação. A confirmação do glioma ocorreu no dia 02 de setembro de 2026, exigindo agendamento cirúrgico em caráter de urgência.
Craniotomia acordada com violão na sala de cirurgia
A operação neurológica aconteceu em 08 de setembro de 2026, conduzida pelo neurocirurgião Ruy Okaji. A equipe médica optou pela técnica da craniotomia acordada para preservar as funções cognitivas e motoras do paciente.
- O paciente recebeu anestesia geral inicial para os procedimentos cirúrgicos de abertura óssea do crânio.
- Após o acesso inicial, os anestesistas despertaram Fábio para a aplicação de testes neurológicos de linguagem, cálculo simples e raciocínio lógico.
- Ao saber do histórico musical do supervisor, os médicos entregaram um violão a ele para monitorar a coordenação motora fina enquanto cantava na maca.
- A equipe mapeou as áreas nobres do cérebro em tempo real para retirar o máximo de tecido tumoral sem gerar sequelas irreversíveis.
Segundo a avaliação do neurocirurgião responsável, o teste em tempo real foi indispensável para diferenciar áreas sadias daquelas afetadas pela lesão. O paciente respondeu com clareza aos estímulos e concluiu o procedimento dentro dos parâmetros estabelecidos.
Agravamento clínico nas etapas do tratamento oncológico
Mesmo com o sucesso técnico da intervenção cirúrgica inicial, o quadro de saúde do supervisor sofreu regressão nas semanas seguintes. O avanço biológico característico do glioma gerou novas complicações clínicas durante as etapas subsequentes do protocolo de oncologia. Fábio não resistiu à evolução da enfermidade quase dois meses após a cirurgia.















