Como proteger a conta do WhatsApp com a nova senha de verificação em duas etapasPor Manuela
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O WhatsApp começou a substituir o PIN de seis dígitos da verificação em duas etapas por uma senha com letras, números e símbolos. Até 4 de novembro de 2026, a opção está sendo liberada aos poucos e nem toda conta já a recebeu. A clonagem de contas do aplicativo, por sua vez, cresceu de forma acentuada e expõe usuários a fraudes e ao vazamento de dados pessoais.
Os golpistas exploram a confiança das vítimas com mensagens enganosas e táticas de engenharia social. Por isso, a proteção depende tanto de medidas preventivas quanto de uma reação rápida assim que surgem sinais de invasão. A seguir, o que fazer para recuperar a conta e como ganhar segurança extra.
Como os golpistas roubam o código do WhatsApp
Em geral, o golpe começa com uma mensagem ou ligação que parece legítima. O criminoso se apresenta como representante de uma empresa conhecida ou até como um amigo da vítima. Durante a conversa, ele pede o código de seis dígitos enviado por SMS para o número da vítima. Com o código em mãos, ativa a conta em outro aparelho e bloqueia o acesso do dono original. Há ainda a troca fraudulenta do chip, conhecida como SIM swap, em que o número é transferido para um chip sob controle do golpista.
Quem não ativa a verificação em duas etapas costuma ser o principal alvo. Depois de entrar na conta, os criminosos enviam mensagens a amigos e familiares e pedem transferências de dinheiro com falsos pretextos. Como o pedido chega de um contato conhecido, a vítima tende a acreditar na mensagem. Por isso, o alerta aos contatos é uma das primeiras providências após a invasão.
Indícios de invasão que pedem reação rápida
Perceber a clonagem cedo limita os danos, e vale observar a conta com frequência. Os sinais costumam aparecer como mudanças no funcionamento do aplicativo. Nenhum indício isolado confirma sozinho o ataque, mas a combinação deles deve acender o alerta.
Veja também: WhatsApp reforça senhas e bloqueia clonagem de contas no celular
- Desconexão sem explicação, que pode indicar ativação da conta em outro aparelho.
- Código de verificação recebido por SMS sem pedido feito pelo usuário.
- Mensagens enviadas ou alterações de configuração que o usuário não reconhece.
Passos para retomar o acesso à conta
Ao notar a invasão, o primeiro gesto é reinstalar o aplicativo no celular original e informar o número. O código recebido por SMS derruba a sessão do invasor e devolve o controle ao titular. Em seguida, a prioridade é impedir que os golpes continuem a partir da conta.
- Reinstale o aplicativo e confirme o número com o código recebido por SMS.
- Avise amigos e familiares, por outro canal, que pedidos de dinheiro são falsos.
- Ative a verificação em duas etapas assim que recuperar o acesso.
Medidas que dificultam novas invasões
A verificação em duas etapas é a principal barreira contra a clonagem. Ela pede um PIN ou uma senha sempre que o número é registrado em outro aparelho, mesmo que o golpista tenha o código do SMS. A nova opção de senha com letras e números substitui o PIN de seis dígitos, e quem já tem PIN pode trocá-lo quando a função chegar à conta, pelo caminho Configurações e Conta. As chaves de acesso, conhecidas como passkeys, são outra alternativa, pois usam biometria ou o desbloqueio do próprio celular, e o WhatsApp informa que mais de 1 bilhão de pessoas já as configuraram.
- Ative a verificação em duas etapas em Configurações, Conta e Confirmação em duas etapas.
- Nunca informe o código de seis dígitos, porque o WhatsApp não pede esse dado por mensagem ou ligação.
- Restrinja a foto de perfil aos contatos salvos para reduzir o uso em golpes.
- Mantenha o aplicativo atualizado, pois as atualizações trazem melhorias de segurança.
- Evite conexões públicas de Wi-Fi, que facilitam o roubo de informações.
- No Android, observe o aviso com a origem de ligações de números desconhecidos antes de atender.
Quando o celular é perdido ou roubado
O celular roubado abre espaço para que o número seja usado em outro aparelho, por isso a ação precisa ser rápida. Alguns passos ficam a cargo do titular e envolvem operadora, suporte do WhatsApp e bancos. Essas medidas ajudam a limitar o prejuízo.
Confira também: WhatsApp supera 1 bilhão de chaves de acesso contra clonagem de contas
- Operadora: pedir a desativação do número para impedir o uso por terceiros.
- Suporte do WhatsApp: enviar e-mail solicitando a desativação temporária da conta.
- Bancos: informar a instituição quando houver exposição de dados financeiros.
Hábitos simples que reduzem o risco de fraude
Adotar hábitos seguros pode reduzir muito a chance de virar vítima de golpes. A rotina de proteção inclui conferir o que chega pelo celular antes de agir. Quem identifica um pedido suspeito a tempo evita prejuízos maiores.
- Desconfie de números desconhecidos que pedem informações sensíveis.
- Não clique em links suspeitos, mesmo quando enviados por contatos de confiança.
- Use senhas fortes e exclusivas para dispositivos e contas digitais.
- Faça backups regulares das conversas para não perder informações importantes.
Boletim de ocorrência para comprovar a fraude
Registrar um boletim de ocorrência após a clonagem ou o golpe formaliza o caso e auxilia nas investigações. O documento também protege a vítima de eventuais complicações legais. Em caso de prejuízo financeiro, ele pode ser necessário para pedir ressarcimento às instituições envolvidas. Capturas de tela das conversas e das mensagens recebidas ajudam a documentar o caso.







