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A Meta, dona do WhatsApp, anunciou em 25 de agosto de 2026 uma mudança na verificação em duas etapas. O recurso deixa de depender só de um PIN numérico de seis dígitos e passa a aceitar uma senha mais longa, com letras, números e caracteres especiais. A alteração foi feita para dificultar a vida de criminosos que tentam assumir contas depois de obter o código enviado por SMS.

Quatro indícios de que alguém entrou na sua conta

Mensagens enviadas ou marcadas como lidas sem que o titular tenha feito isso são o principal alerta. Mudanças na foto ou no nome do perfil feitas sem autorização também indicam invasão. Nos dois casos, o usuário deve verificar o aparelho na hora.

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WhatsApp - BongkarnGraphic / shutterstock.com
Foto: WhatsApp – BongkarnGraphic / shutterstock.com

Sessões do WhatsApp Web que o usuário não reconhece merecem atenção imediata. Criminosos costumam usar QR codes para espelhar a conta em outro computador. Para conferir, abra as configurações, entre na área de dispositivos conectados e desconecte qualquer sessão estranha.

Desconexões repetidas, sem motivo aparente, também podem indicar acesso em outro aparelho. Quando dois dispositivos entram ao mesmo tempo, o sistema tende a derrubar o usuário original. Vale desconfiar se isso acontecer com frequência.

Código de verificação de seis dígitos recebido por SMS sem pedido é o sinal mais claro. Ele costuma indicar que alguém tentou registrar o número em outro celular. O código nunca deve ser repassado a terceiros, nem a quem diga ser do suporte do WhatsApp.

Medidas que dificultam a clonagem e a espionagem

A verificação em duas etapas continua sendo a principal barreira contra o registro da conta em outro aparelho. Com ela ativa, o sistema pede um PIN sempre que alguém tenta cadastrar o número. Para ligar o recurso, o caminho indicado é Configurações, depois Conta e, por fim, Confirmação em duas etapas.

Agora o usuário pode trocar o PIN de seis dígitos por uma senha alfanumérica com caracteres especiais. A combinação fica mais difícil de adivinhar, e isso reduz o risco de tentativas por força bruta. Os caminhos do menu podem mudar entre versões do aplicativo, então vale conferir a tela de configurações atualizada.

Revisar as sessões ativas com frequência segue como prática recomendada. Qualquer dispositivo desconhecido deve ser desconectado na mesma hora, pela seção de dispositivos conectados. A checagem leva poucos segundos e evita acessos prolongados.

Saiba mais: Meta lista seis ações que levam à exclusão de contas do WhatsApp

Nunca compartilhe o código de seis dígitos, mesmo que a pessoa diga ser do suporte técnico do WhatsApp ou de outra empresa. Golpistas usam engenharia social, ou seja, pretextos convincentes, para obter esse código. Um pedido urgente de código deve ser tratado como golpe.

Celulares também podem receber aplicativos espiões sem que o dono perceba. Mantenha o sistema operacional atualizado e use um aplicativo de segurança confiável para identificar e remover softwares maliciosos. Aumento súbito no consumo de dados ou bateria que descarrega rápido pode indicar atividade suspeita.

Se suspeitar de clonagem, o primeiro passo é desconectar todos os dispositivos suspeitos. Depois, troque a senha de verificação em duas etapas. Essas duas ações reduzem a chance de o invasor manter o acesso.

Passo a passo para retomar uma conta invadida

A primeira ação é encerrar as sessões que não são reconhecidas. Isso corta o acesso do invasor ao histórico de conversas. Em seguida, parte-se para a recuperação do número.

Desinstale e reinstale o aplicativo no próprio celular. Ao digitar o número e o novo código de verificação recebido por SMS, o WhatsApp exige novo registro e derruba o aparelho do criminoso. O procedimento vale para Android e iPhone.

Veja também: Meta ativa suporte a dois perfis do WhatsApp no mesmo aparelho

Quem clonou a conta pode ter acesso ao backup de conversas e restaurá-lo em outro aparelho. Por isso, troque também a senha do iCloud, no caso de usuários de iPhone, ou do Google Drive, para usuários de Android. Essa troca fecha uma brecha que o reinstalar sozinho não resolve.

Avise familiares e contatos por outro canal, como ligação ou SMS. Assim, eles não caem em pedidos de dinheiro ou Pix enviados em seu nome. Explique que a conta foi clonada e que pedidos de transferência são falsos.

Em casos mais graves, quando o acesso não volta pelo próprio aplicativo, procure o suporte do WhatsApp para relatar o problema. Se o criminoso tiver ativado a verificação em duas etapas, a recuperação pode levar sete dias, segundo orientações de empresas de segurança digital.

Senha mais longa e chave de acesso chegam às contas do WhatsApp

A atualização também permite cadastrar mais de uma chave de acesso na mesma conta, o que ajuda quem usa o número em Android e iOS. A chave de acesso, chamada passkey, faz o login com digital, reconhecimento facial ou código de desbloqueio do próprio aparelho. A marca de 1 bilhão de usuários dessa função já foi atingida.

No Android, chamadas de números que não estão na agenda passam a mostrar mais informações antes de a pessoa atender. O usuário passa a ver se o telefone pertence a outro país e se há grupos em comum com quem está ligando. Por enquanto, a novidade vale apenas para o sistema Android.

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