Pé-de-Meia paga parcela de R$ 200 de 23 a 30 de novembro de 2026 por mês de nascimentoPor Luís Henrique Costa
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O Ministério da Educação (MEC) confirmou que o Pé-de-Meia Universitário começa em 2027, com bolsa mensal de R$ 700 para estudantes de baixa renda matriculados em universidades públicas. Na mesma data, o governo anunciou que o Pé-de-Meia do ensino médio público será estendido a todos os alunos a partir de março de 2027. O anúncio foi feito em 4 de novembro de 2026 pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante o programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo o ministro, a expansão responde a uma mudança no perfil das universidades federais nos últimos 20 anos. Barchini disse que, antes, dois terços dos alunos vinham da rede privada, e que hoje dois terços vêm da rede pública. Para ele, garantir o acesso ao ensino superior público passou a exigir políticas que ajudem o estudante a continuar no curso até o fim. A ampliação foi uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha de reeleição.
Bolsa de R$ 700 e poupança de R$ 250 para universitários
Pelo desenho apresentado pelo MEC, o universitário de famílias inscritas no CadÚnico recebe a bolsa durante 10 meses do ano letivo, e outra parte do dinheiro é guardada em poupança no mesmo período. O pagamento integral da bolsa e o resgate final dependem de duas condições: permanência no curso e conclusão da graduação no tempo regular, de quatro anos. A estrutura financeira prevista para 2027 tem três partes.
- Bolsa mensal: R$ 700, paga em 10 meses por ano letivo
- Poupança mensal: R$ 250, retida em conta poupança em 10 meses por ano
- Resgate final: R$ 10 mil, corrigidos pela inflação, ao concluir a graduação em quatro anos
Pé-de-Meia escolar passa a valer para todos em março
Hoje o Pé-de-Meia do ensino médio atende apenas alunos da rede pública cujas famílias estão inscritas no Cadastro Único. Com a mudança, o benefício deixa de depender desse cadastro e alcança todos os matriculados na rede pública. Barchini afirmou que a equipe já iniciou os estudos para viabilizar a medida e estimou concluí-los em 30 dias. A implementação está prevista para março de 2027, quando começa o ano letivo das escolas públicas.
Abandono escolar caiu 61% no ensino médio público, segundo o MEC
O ministério atribui ao programa avanços medidos entre 2022 e 2025 no ensino médio público. Segundo a pasta, o abandono escolar caiu 61%, a reprovação recuou 62% e a distorção idade-série, que é o atraso escolar, diminuiu 28%. Entre 2024 e 2026, o programa recebeu investimento federal de R$ 24 bilhões e atendeu cerca de 7,4 milhões de estudantes de baixa renda. Pelo cálculo oficial do MEC, um aluno pode receber até R$ 9.200 ao final dos três anos do ensino médio, somando incentivos e o bônus do Enem.
Parcela de novembro sai de 23 a 30 de novembro de 2026
A oitava parcela de R$ 200 do incentivo frequência, referente às aulas de setembro, será depositada pela Caixa Econômica Federal em contas digitais abertas em nome dos alunos. A data depende do mês de nascimento do estudante, e os depósitos começam em 23 de novembro de 2026. As redes de ensino tinham até 6 de novembro de 2026 para enviar ao MEC os dados de frequência de setembro.
- Nascidos em janeiro e fevereiro: 23 de novembro
- Nascidos em março e abril: 24 de novembro
- Nascidos em maio e junho: 25 de novembro
- Nascidos em julho e agosto: 26 de novembro
- Nascidos em setembro e outubro: 27 de novembro
- Nascidos em novembro e dezembro: 30 de novembro
Quando a escola envia ou corrige dados depois do prazo, o pagamento pode sair em uma janela posterior. O MEC prevê janelas residuais de março a junho de 2027, com registros aceitos até 4 de junho de 2027. O pagamento de conclusão de 2026 e o bônus do Enem estão previstos para 22 de fevereiro a 1º de março de 2027.
Requisitos de idade, renda e frequência para receber
A inclusão no programa não exige inscrição direta do aluno, mas depende de critérios validados pelo governo. O jovem precisa ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A família deve estar no CadÚnico com renda por pessoa de até meio salário mínimo, cujo piso nacional é de R$ 1.621,00 em 2026. Também são exigidos CPF regular, frequência mínima de 80% no mês e aprovação ao final do ciclo letivo.
Valores por modalidade e canais para consultar o saldo
O programa tem cinco tipos de repasse para os alunos da rede pública, com valores diferentes conforme a modalidade. Na EJA, o incentivo à frequência é pago por semestre. Para universitários de licenciatura presencial, o Pé-de-Meia Licenciatura paga bolsa mensal de R$ 1.050,00 a quem cumpre os requisitos acadêmicos e cadastrais.
- Incentivo à matrícula: R$ 200, parcela única no início do ano letivo
- Incentivo à frequência no ensino regular: até nove parcelas de R$ 200 por ano, totalizando R$ 1.800
- Incentivo à frequência na EJA: até quatro parcelas de R$ 225 por semestre
- Incentivo à conclusão: R$ 1.000 por série concluída com aprovação, retido na poupança até a formatura
- Incentivo ao Enem: R$ 200, pago uma vez aos concluintes que comparecem aos dois dias de prova, marcados para 8 e 15 de novembro de 2026
O estudante acompanha a elegibilidade, a frequência e as parcelas pela Consulta Pé-de-Meia, no portal do MEC. O extrato e a movimentação ficam no aplicativo Caixa Tem, que permite saques em terminais de autoatendimento sem cartão e transferências para outros bancos. Também há o telefone 0800 616161 do ministério para dúvidas.








